segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uma Aristocrata Portuguesa no Macau do Século XVII

O livro é de 2006 e 'encontrei-o' por acaso numas pesquisas na internet. Apoiado numa exaustiva investigação, esta obra de ficção histórica é um contributo singular para o conhecimento de um tema quase nunca tratado – a presença e a situação da mulher na expansão portuguesa.

Partindo de um quadro central - a vida de uma figura feminina, D. Catarina de Noronha -, a autora recria em pormenor a vida de Macau seiscentista, o relacionamento de Macau com os Mandarins e a China Imperial, a organização do comércio português no Extremo Oriente, nomeadamente nas ilhas de Timor, os hábitos alimentares, costumes, festividades e religião das populações que tinham contacto com os portugueses, enfim, é o século XVII macaense, com todas as suas envolvências que perpassa pelo nosso olhar. Um trabalho de grande fôlego, sem dúvida, com a originalidade de se debruçar sobre um tema - a mulher na expansão portuguesa - muito difícil de tratar por escassez de elementos de informação. A Autora fala, aliás, das «poucas referências a seu respeito» da figura principal da narrativa, o que levou a recorrer a uma obra de ficção para nos descrever a sua vida e o quotidiano macaense que encontrou, tendo obtido informações «por vias transversais, através de dados referentes a familiares de linha masculina, únicos dignos de menção e registo na época.»
Texto da editora Editorial Inquérito e da Fundação Jorge Álvares
Licenciada em história pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Maria Helena S. R. do Carmo, fez o Mestrado em Língua e Cultura Portuguesa - variante de História, na Universidade de Macau, com uma dissertação sobre os interesses portugueses em Macau na primeira metade do século XVIII. Foi locutora nas rádios de Goa e Angola, e professora em Moçambique, Angola, Macau e Portugal. É autora de vários trabalhos relacionados com a História de Macau, território onde viveu entre 1995 e 1999.

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