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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Clube Militar distinguido com Menção Honrosa no Platinum Clubs of the World

O Clube Militar de Macau foi distinguido com uma menção honrosa na lista Platinum Clubs of the World para o biénio 2026-2027 em Junho último.
A instituição fundada em 1870 com a designação Grémio Militar foi reconhecida entre os melhores clubes privados globais na categoria de "Clube de Cidade", de uma lista que inclui clubes de Golfe e Iatismo, num processo de selecção que envolveu especialistas de 22 países.
Vista panorâmica ca. 1875/1880

A menção honrosa coloca o Clube Militar de Macau a par de instituições de renome internacional, como o Harvard Club of New York City, nos Estados Unidos, o Bangkok Club, na Tailândia, e o Royal Selangor Club, na Malásia.
A lista Platinum Clubs of the World é actualizada bienalmente e inclui 300 clubes nas categorias de golfe, cidade e iatismo.
Grémio Militar em construção num detalhe de uma fotografia ca. 1868/69 por John Thomson


quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Conferência no Grémio Militar a 3 de Janeiro de 1909

Manuel da Silva Mendes (1867-1931), sinólogo e estudioso do taoismo, realizou uma conferencia no Grémio Militar de Macau a 3 de Janeiro de 1909 intitulada "Lao-Tze e a sua Doutrina segundo o Tao-Te-King".
A palestra tem por base um livro com o mesmo nome da autoria de MSM e editado pela Imprensa Nacional no ano anterior, em 1908.
O Tao Te Ching, da autoria de Lao Tze, é uma das obras fundamentais do taoísmo e fonte de inspiração para diversas religiões e filosofias.
O Tao revelou ser o mais misterioso e espiritual de todos os carateres chineses, tal como Lao Tzu declarara no Tao Te Ching, publicado pela primeira vez há mais de 2 000 anos.
Esta obra pode ser entendida como a interpretação que MSM faz desse "tratado de cosmogonia e de moral, em que Lao-Tze expõe as suas ideias sobre a existência e atributos do Ser primordial, sobre a origem das coisas, sobre a origem e fim do homem e sobre a conduta que deve observar para atingir o seu fim".


 Excerto:
"Senhor Presidente: Minhas Senhoras; Meus Senhores; Os estudos orientaes qua ha poucos annos ainda constituiam apenas themas para divagações de espíritos curiosos, estão já hoje, mercê da approximação do Oriente com o Occidente em suas relações principalmente commerciaes e politicas, adentro do ambito da cultura geral. Ninguém põe já em dúvida que o conhecimento da historia dos gregos e romanos com o das noções que nos legaram sobre as antigas civilisações orientaes, é de todo o ponto insuficiente para a compreensão não só do desenvolvimento integral da Humanidade em todos os logares e em todas as idades, como também da mútua correlação e influência dos diferentes focos de civilização. (...) Entre os antigos filósofos da China ocupa Lao Tze, a par de Confúcio e Mencio, um lugar primacial.(...)"
O texto integral da conferência pode ser lido no livro "Sobre Filosofia
", uma compilação de textos de MSM, editado pelo Leal Senado em 1979 e em 1983.
jornal Vida Nova 3.1.1909

jornal Vida Nova 10.1.1909

domingo, 20 de março de 2022

Pedro José da Silva Loureiro: 1792-1855

O texto abaixo foi retirado do vol. 13 do Boletim Cultural da Câmara Municipal do Porto,  publicado em 1950. Excepto as referências entre parêntesis e a notícia do jornal O Macaista Imparcial.
P. J. Silva Loureiro: retrato a óleo pintado em Macau

Filho de José da Silva Loureiro e de sua mulher D Genoveva Rosa Joaquina da Cunha. Nasceu na Freguesia de São Pedro de Ponta Delgada a 29.VII.1792 e faleceu em Macau às 05h05 de 16.IX.1855 tendo sido sepultado no Cemitério de São Miguel daquela Cidade.
Foi para Macau no posto de Guarda Marinha a 5.V.1824 por serviços prestados à Pátria foi promovido a 2º Tenente da Armada Nacional e Real. Promovido à efectividade do posto de 1º Tenente Graduado por Decreto de 19.X.1853 (ver transcrição abaixo) ascendeu ao posto de Capitão de Fragata e foi Capitão dos Portos de Macau (desde 1847 até à morte).
Casou em Macau onde também foi categorizado negociante com D. Ana Rosa Inocência do Espírito Santo Pereira de Almeida de quem teve 16 filhos. (...)
Pedro José da Silva Loureiro a 17.IX.1823 foi um dos signatários do protesto reconhecendo o Bispo Chacim como unica Authoride Legitima e Governador da Cidade de Macau. À biografia de Pedro José interessa o folheto raro e curioso intitulado "Representação do Major de Cavallaria José Xavier de Moraes Resende nomeado Commandante do Batalhão do Princepe Regente da Cidade de Maca o contra o Governador da dita Cidade Adrião Accacio da Silveira Pinto Documentada e seguida de varias outras Representações contra o regimen despotico do mesmo Governador", impresso em Lisboa no ano de 1840. Três anos antes esteve preso vários meses no território - onde também foi vereador do Senado - por envolvimento numa sublevação da guarnição macaense.*
Nele se mostra que Pedro José da Silva Loureiro foi um dos signatários da representação ao Governador Geral dos Estados da Índia datada de Macau 10.VIII.1839 e das queixas aos Senhores Deputados da Nação Portuguesa datada de Macau 30.IX.1839. (...)
Segundo refere o Pe. Manuel Teixeira o Governador de Macau Ferreira do Amaral de trágica e gloriosa memória mandou construir no ano de 1847 uma fortaleza na Ilha da Taipa arvorando lá a bandeira nacional e dotando a de uma guarnição militar destinada a proteger aquele fundeadouro. A fortaleza foi edificada sob a direcção do então 2º Tenente Pedro José da Silva Loureiro que em Oficio de 14.1.1848 foi louvado por Amaral "pelo bem que dezempenhou a commissão alheia do seu emprego na edificação da Caza Forte na Taipa bem assim a economia com que ella foi edificada e a clareza com que as contas foram aprezentadas."

Carta (de 1854) Patente Promovendo Pedro José da Silva Loureiro à efectividade do Posto de Primeiro Tenente Graduado da Extinta Matinha de Goa, D. Fernando Rei Regente dos Reinos de Portugal Algarves etc 
em Nome d EL REI Faço saber aos que esta Minha Carta Patente virem que Sua Magestade A Rainha A Senhora D. Maria Segunda, Minha muito Amada e Prezada Espoza de saudoza memoria, Attendendo ao que Lhe representou Pedro José da Silva Loureiro, Primeiro Tenente Graduado da extincta Marinha de Goa, servindo de Capitão do porto de Macáo, 
Houve por bem por Decreto de dezenove de Outubro do anno passado Promovêl o á effectividade do referido Posto de Primeiro Tenente na mesma collocação em que se achava em attenção à sua antiguidade e bom serviço sem comtudo poder pertencer ao Quadro effectivo da Armada com o qual Posto haverá o Soldo que lhe compete e gosará de todas as honras liberdades isenções e franquezas que direitamente lhe pertencerem
Pelo que Ordeno ao Ministro e Secretario de Estado dos Negocios da Marinha e do Ultramar lhe mande dar posse do dito Posto e jurando primeiro cumprir as suas obrigações o deixe servir e exercitar e os Officiaes Maiores e mais Cabos de Guerra da Armada e Exercito e mais pessoas a quem pertencer o seu conhecimento o tenhão e reconheção por tal 
Primeiro Tenente da extincta Marinha de Goa e os Officiaes e soldados que lhe forem subordinados lhe obedeção em tudo o que tocar ao Real Serviço tão inteiramente como devem e são obrigados e o Soldo referido se lhe assentará nos Livros respectivos para lhe ser pago a seus tempos devidos 
Em firmeza do que lhe Mandei passar a presente e sellada com o Sello Grande das Armas Reaes Dada nesta Cidade de Lisboa aos quatro de Janeiro de mil oitocentos cincoenta e quatro, Rey Regente (...)

*Em baixo a notícia d' O Macaista Imparcial, edição de 12.7.1837

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Grémio/Clube Militar: 150 anos de história

O Grémio/Clube Militar foi fundado em 1870 
conforme consta da acta e da inscrição na fachada do edifício

“Aos vinte dias do mês de Abril de 1870, na sala dos oficiais do Quartel do Batalhão de Infantaria, reunidos os oficiais ao serviços do referido Batalhão, propôs o alferes Dores organizar-se um Grémio não só para ponto de reunião, como,mui principalmente, para nele se estabelecer uma biblioteca de livros militares, cientificos e de qualquer outro assunto, havendo tambem jornais, jôgo de armas e de todos os permitidos por lei. Aceite a proposta pela corporação , nomeou o chefe da mesa preparatoria, da qual tomou a presidencia, a fim de imediatamente se proceder por escrutinio á eleição dos oficiais que deviam elaborar o projecto de estatutos para o referido Gremio. 
Recolhidos os votos, foram eleitos: presidente, o capitão Manual de Azevedo Countinho, vogais, o tenente Henrique Augusto Dias de Carvalho e o alferes Rafael das Dores, sendo este o secretario. Nomeada a comissão, ficou logo convencionado que podiam ser sócios do Gremio todos os oficials de exercito, marinha, reformados e aspirantes. Em seguida o presidente deu a mesa por dissolvida e encarregou a comissão de fazer convidar para socios todos os oficiais nas circunstancias acima, sendo estes os fundadores, os quais avisariam para as sessões em que forem presentes os estatutos, e assim terminou esta reunião do dia 20 Abril de 1870.”
O edifício foi inscrito na Conservatória do Registo Predial de Macau a 8 de Junho de 1872

“Predio urbano de um andar que contem 13 janelas, 6 portas que deitam para as varandas e 2 de serventia, medindo a area de toda a propriedade dois mil duzentos e onze covados quadros portugueses; é situado na Rua da Praia Grande entre o jardim e a Fortaleza de S. Francisco, freguesia da Sé, e tem o numero de policia; confina pelo Norte com a parada do Quartel do Batalhão de Linha; pelo Sul com a rua publica; pelo Nascente com a Fortaleza de S. Francisco e pelo Poente com o jardim publico. Não teve este prédio dono anterior por ter sido mandado edificar pelos actuais donos. Calculei o valor venal deste predio em presença do referido documento apresentado e da declaração do apresentante em doze mil patacas e o seu rendimento liquido anual setecentas patacas.”
Foi o capitão Azevedo Coutinho, na qualidade de presidente, que procedeu ao registo predial da sede do Grémio Militar. 30 anos depois, o edifício ameaçava ruína, tendo o Governo decidido arcar com os custos de reparação, estimados em 1.670$720 patacas. Novas obras de vulto foram realizadas depois da Guerra do Pacífico, devido ao estado depauperado em que as instalações tinham ficado, por terem andado de mão em mão. Primeiro, nos tempos difíceis de 1941-45, serviram de abrigo a refugiados de Hong Kong. Depois, em 1945, o governador, que tinha ficado com o controlo do edifício, decidiu ali instalar a Repartição da Fazenda.
Em 1951, depois de a Fazenda passar para o antigo Palácio das Repartições, o Governo nomeia uma comissão para levar a cabo a recuperação do edifício. À sociedade do Grémio, o Governo paga 31.920,00 patacas, a título de reembolso, pelos anos em que ocupou gratuitamente a sua sede, conferindo-lhe ainda donativos da ordem das 16.500,00 patacas. É deste dinheiro, cerca de 48 mil patacas ao todo, que a direcção se serve para repor a dignidade perdida do velho clube. Foi igualmente necessário proceder à renovação do mobiliário, que praticamente desaparecera ou estava arruinado. Salvou-se o piano. Monsenhor Teixeira conta a história:
“Um dia, o tenente Manuel Vieira entra no Grémio e depara-se-lha esta cena à americana: um refugiado a tocar ao piano música de cabaret e dois melros a cantar e a dançar em cima do mesmo piano!... Perante este espectáculo tão edificante, ele pediu ao Cap. Salgado que permitisse recolher o piano no Quartel de S. Francisco para salvar esse pobre refugiado das carícias febris dos refugiados...” 
Quis o destino que o capitão Salgado, amante do desporto náutico, naufragasse no seu veleiro, em águas chinesas. Preso e levado para Cantão, seria mais tarde visto a vaguear pelas ruas daquela cidade, onde esteve cerca de três anos. E o piano do Grémio, que tinha sido confiado à sua guarda, ficou também em paradeiro incerto. Até que... “Um belo dia, os militares deram um sarau no Ginásio do Liceu, no Tap-Seac, junto da casa do Tenente Vieira; este viu com surpresa o piano do Grémio a ser transportado para o Ginásio!” Facilmente, o tenente Vieira provou a “paternidade” do piano, e este lá voltou à casa..."
Texto do site do Clube Militar de Macau
1973. Foto de Karsten Petersen
Nos dias de hoje. Foto de Manuel Cardoso


25 de Maio de 1912: foto no acesso lateral do Grémio. A 'nata' da sociedade de Macau: governador Álvaro de Melo Machado, Sun Iat Sen (ao centro), Camilo Pessanha (à esq), Lou Lim Ioc (à dta), etc...
 Nas paredes do Clube Militar podem ver-se fotos como estas 
que recordam tempos passados (década 1940-50)
Medalha comemorativa em bronze

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

"Estatutos para a Sociedade Grémio Militar"

Portaria nº 8 de 1871
O Governador da província de Macau Timor e suas dependências determina o seguinte: Sendo me presentes os estatutos que pretende fundar se nesta cidade, uma sociedade de instrucção e recreio, denominada Grémio Militar; Considerando que as associações desta natureza são de reconhecida utilidade, por isso que alem doutras vantagens, tendem a illustrar os associados; Hei por conveniente approvar os estatutos da sociedade Grémio Militar que constam de seis capítulos e quarenta oito artigos, e baixam com esta portaria, assignados pelo secretario geral do governo. As auctoridades, a quem o conhecimento e execução desta competir, assim o tenham entendido e cumpram. 
Macau, 24 de Janeiro de 1871. 
Antonio Sergio de Sousa, Governador de Macau e Timor. 
in Boletim da Província de Macau e Timor 30.1.1871

Os Estatutos foram publicados em 1871 embora tivessem sido aprovados um ano antes, data da fundação do Grémio Militar "por um grupo de briosos oficiais das forças do Exército de Macau", nas palavras do Monsenhor Manuel Teixeira, cuja ideia surgiu a 20 de Abril de 1870.
Na década de 1950 a instituição passou a designar-se Clube Militar.
Aniversário: 1870-1990

sexta-feira, 9 de junho de 2017

1º Centenário da Fundação do Clube Militar (1970)

Por estes dias o Clube Militar de Macau (que começou por se denominar Grémio) comemora 147 anos de existência. Para assinalar a data recordo aqui como foi celebrado o primeiro centenário, em 1970.
Em cima, recorte do artigo publicado na revista do CIT - Centro de Informação e Turismo, em 1970, assinalando o 1º centenário da fundação da instituição. As celebrações iniciaram-se a 13 de Agosto e terminaram com um baile de gala a 31 de Dezembro.
Na verdade, quando foi fundado em 1870 por um grupo de oficiais do exército português, chamava-se Grémio Militar, e só podiam ser sócios os oficiais. Durante a Guerra do Pacífico (1941-1945), as instalações do grémio passaram a ser geridas pelo governo que ali instalou alguns dos refugiados oriundos de Hong Kong. Depois da guerra funcionou como Repartição da Fazenda até à inauguração do Palácio das Repartições no início da década de 1950. Em 1952 a Comissão Administrativa do Clube Militar nomeada em 29 de Outubro de 1951 pelo Governo convidou o Ministro do Ultramar, Manuel Maria Sarmento Rodrigues a (re)inaugurar o espaço, o que veio a acontecer a 30 de Junho de 1952, data a partir da qual a instituição passou a denominar-se Clube Militar e todos os militares podiam ser sócios.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Grémio Militar: primeiro presidente em 1870

O Clube Militar de Macau foi fundado em 20 de Abril de 1870 com o nome de Grémio Militar... Noutro post já contei de forma resumida a sua história. Espaço agora para maior detalhe a quem esteve na sua origem.
"Aos vinte dias do mês de Abril de 1870, na sala dos oficiais do Quartel do Batalhão de Infantaria, reunidos os oficiais ao serviço do referido Batalhão, propôs o Alferes Dores organizar-se um Grémio não só para ponto de reunião, como, mui principalmente, para nele se estabelecer uma biblioteca de livros militares, científicos e de qualquer outro assunto, havendo também jornais, jôgo de armas e de todos os permitidos por lei.
Aceite a proposta pela corporação, nomeou o chefe da mesa preparatória, da qual tomou a presidência, a fim de imediatamente se proceder por escrutinio à eleição dos oficiais que deviam elaborar o projecto de estatutos para o referido Grémio. Recolhidos os votos, foram eleitos: presidente, o capitão Manuel de Azevedo Coutinho (na imagem), vogais, o tenente Henrique Augusto Dias de Carvalho e o Alferes Rafael das Dores, sendo este o secretário. Nomeada a comissão, ficou logo convencionado que podiam ser sócios do Grémio todos os oficiais do exercito, marinha, reformados e aspirantes. Em seguida o presidente deu a mesa por dissolvida e encarregou a comissão de fazer convidar para sócios todos os oficiais nas circunstâncias acima, sendo estes os fundadores, os quais avisariam para as sessões em que forem presentes os estatutos, e assim terminou esta reunião do dia 20 de Abril de 1870. Ass) - Domingos José d' Almeida Barbosa - tenente-coronel."Os primeiros estatutos do Grémio Militar foram aprovados pelo Governo a 24-01-1871 e publicados a 31 do mesmo mês no "Boletim de Macau e Timor".

sexta-feira, 20 de março de 2009

Clube Militar: desde 1870

Grémio Militar (criado em 1870 e rebaptizado de Clube Militar em 1952):
postal de 1900: por esta altura o rio era logo ali...


O Clube Militar de Macau foi fundado a 20 de Abril de 1870 com o nome de Grémio Militar. O projecto de arquitectura (neoclássica) é do Barão do Cercal. No início admitia apenas como sócios os oficiais militares. No entanto, cedo se abriu à sociedade civil passando a admitir também como sócios os funcionários superiores da Administração. Durante a Guerra do Pacífico (1941-1945) o edifício da sede do Grémio Militar foi requisitada pelo Governo para albergar refugiados de Hong Kong. O rico mobiliário e biblioteca foram guardados no armazém das Obras Públicas no Bairro 28 de Maio. No entanto, o longo período da Guerra, a rotação do pessoal militar, fizeram arrefecer o espírito associativo e, quer o mobiliário, quer a biblioteca perderam-se por completo. E, no fim da Guerra, o Governo instalou na sede do Grémio a Repartição da Fazenda. Construído e inaugurado o Palácio das Repartições, o edifício do velho Grémio foi devolvido aos sócios em 1951.
Em 1951 os grémios eram, por força da lei, entidades oficializadas. Por isso, a instituição foi forçada a adoptar um nome que se adaptasse à sua natureza de instituição particular. A designação escolhida foi "Clube Militar de Macau". As instalações, devidamente recuperadas, foram reinauguradas em 30 de Junho de 1952, pelo então Ministro do Ultramar, Comandante Manuel Maria Sarmento Rodrigues e esposa que se encontravam de visita a Macau... a primeira de um membro do Governo da então metrópole a Macau (assunto que abordarei em futuros post's)