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segunda-feira, 28 de outubro de 2024

"Oficinas Navais de Macau: cem anos de construção e reparação naval"

A presença da Marinha portuguesa em Macau e o seu permanente envolvimento económico e administrativo na vida do Território sempre exigiu estruturas de terra capazes de apoiar a atividade no domínio marítimo. Assim, daquela necessidade, nasceram no final do século XIX as Oficinas navais de Macau, estruturas de apoio à pequena frota de embarcações da Capitania dos Portos e os navios da Marinha de Guerra em Comissão no Extremo Oriente.
"A partir da recolha de documentação dos arquivos da Capitania dos Portos e das Oficinas Navais de Macau, o autor traça a história de «Cem anos de construção e reparação naval», que se cruza com a história da Marinha e da presença portuguesa no Território, através de uma perspectiva metodológica que as ilumina mutuamente".
Oficinas Navais de Macau: cem anos de construção e reparação naval
Fernando David e Silva. Museu Marítimo de Macau, 1993

Fernando Alberto Carvalho David e Silva (n.1947) ingressou na Marinha em 1965 como Cadete da Escola Naval. Prestou serviço embarcado (1969-1976), no Corpo de Fuzileiros, Direcção do Serviço de Manutenção, Arsenal do Alfeite, Escola Naval, Oficinas Navais de Macau e de novo na Escola Naval. Promovido a contra-almirante em 2000, foi nomeado Director de Navios, cargo que exerceu até 2004. Entre 2004 e 2011, quando passou à situação de reforma, serviu na Superintendência do Serviço do Material, no Conselho Superior de Disciplina da Armada e como juiz-militar no Tribunal da Relação do Porto. É licenciado em História, mestre em História Marítima e doutor em História Contemporânea, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. 
Curiosidade: a denominação original é oficina de máquinas da Doca D. Carlos I


Década 1960
Década 1950

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Foto-legenda: vista aérea aterros Praia Grande 1941

 Clicar na imagem para ver em tamanho maior
1. Cruzamento Rua da Praia Grande/Rua do Campo
2. Jardim de S. Francisco
3. Grémio/Clube Militar
4. Quartel de S. Francisco
5. Estrada de S. Francisco
6. Área onde seria construído no final da década 1960 o hotel/casino Lisboa
7. Estátua de Ferreira do Amaral
8. Local onde seria construído no final da década 1950 o Liceu Nacional Infante D. Henrique
9. Troço da rua da Praia Grande

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Panorâmica: 1988

Campo desportivo do Liceu (inaugurado em 1958), Campo dos Operários, Hotel Sintra (inaugurado em 1975), Edifício Rainha D. Leonor (1960), Escola Comercial (1966)... Ao fundo, à esquerda, a Igreja da Penha. Do lado direito, o edifício 'espelhado' de 28 andares, sede do Banco Luso-Internacional.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Foto-Legenda: aterros do Porto Exterior (década 1950/60)

Nesta vista aérea dos aterros do Porto Exterior podem ver-se, entre outros, a Fortaleza do Monte, o Farol da Guia, a bancada e boxes do Grande Prémio, a estrada de Cacilhas, etc...

sábado, 15 de maio de 2021

L'Illustration: 1858 e 1861

"L'Illustration Journal Universel" foi um semanário francês, publicado em Paris entre 1843 e 1957. Em 1891 foi o primeiro do país a reproduzir uma fotografia e, em 1907, o primeiro a publicar uma fotografia a cores. Ao longo da existência deu muita atenção às questões do Oriente, nomeadamente à China, tendo Macau sido abordado em várias edições. Escolhi para este post apenas algumas de 1858 e 1861.
L'Illustration - Journal Universel was a weekly French newspaper published in Paris from 1843 until 1957. In 1891 it became the first French newspaper to publish a photograph, and in 1907, the first to publish a color photograph. There are several editions concerning China and Macau. For this post I choose just a few from 1858 and 1861.
Edição de 10 Março 1858: inclui duas ilustrações do Templo da Barra tendo por base desenhos de Auguste Borget. O artigo intitula-se "Expedition Chinoise: le grand temple de Macao" e dá conta da chegada da "missão extraordinária (francesa) de M. Le Baron Gros à China".
Ilustrações: templo da barra (La pagode de rocher), vista geral (vue prise de Heang Shan) e uma rua de comércio (Une rue de Macau), ilustração de Gaidraut a partir de um desenho de M. V. Leonard. 
Excerto do artigo assinado por Henri Este:
"Macao.
Je ne suis resté à Hong-kong que tout juste le temps nécessaire pour visiter inutilement les boutiques de porcelaine de la ville et pour perdre vingt livres sur Good Chance, battu par Midsummer-night-dream. Le turf d’Happy-Valley est une jolie prairie dont chaque matin le rouleau égalise le gazon. La situation de ce magnitique champ de course est unique au monde, je suppose: il est entouré par trois cimetières: un catholique, un protestant et un zoroastrien où l'on brûle les corps. La vuede ces lieux engage les jockeys à se bien tenir en selle.
Certes, c'est plaisir d'habiter Hong-kong. La civilisation a marqué la commerçante cité de son sceau: elle y a introduit, dès le premier jour de l'occupation anglaise, comme à Cap-Town et à Singapore, le gaz, les trottoirset le macadam. Mais il prend au capitaine Lecoq de se subites fantaisies, que j'ai craint qu'il ne changeât d'aviset ne voulût plus descendre à Macao: je l'ai donc laissé à Hong-kong, et un brick anglais m'a emporté en une journée vers la vieille ville chinoise et portugaise. 
Nousavons croisé un vapeur remorquant une barque de pirates. Pauvres pirates! eux, les rois de la mer autrefois, eux qui faisaient trembler le Fils du ciel, comme on les traque! leur beau temps est passé. 
Elle est vraiment pittoresque, cette ville de Macao, qui s'appuye sur trois villages comme pour mieux grimper la roide colline où s'accrochent ses maisons de briques bleuâtres, ses temples boudhiques, ses églises et ses couvents catholiques, qui sont presque des antiquités sur cette jalouse terre chinoise.
Une journée pour aller à la pagode des Rochers, une pagode un peu dégradée, mais très-agréablement situee sur le port intérieur, pour méditer sur les brutalités du sort envers le génie, dans la grotte où Camoëns, le sublime borgne, acheva ses Lusiades, pour voir le beaumonde se promenant sur le quai de Praya Grande, et pour chercher une tasse à thé introuvable, c'est bien peu; mais le capitaine Lecoq n'a pas voulu m'accorder davantage, et il serait homme à mettre à la voile, sans moi, pour Canton. Demain matin, au petit point du jour, je retournerai à Hong-kong."
Edição 28.9.1861
 "Macau. Só estive em Hong Kong o tempo suficiente para visitar as lojas de porcelana da cidade (...) A relva do hipódromo de Happy-Valley é um belo prado (...). A localização desta magnífica pista de corridas é única no mundo, suponho: é cercada por três cemitérios: um católico, um protestante e um zoroastriano onde os corpos são queimados. A visão desses lugares faz com que os jóqueis estejam bem na sela. Claro, é um prazer morar em Hong Kong. A civilização deixou a sua marca na cidade comercial: desde o primeiro dia da ocupação inglesa, como na Cidade do Cabo e em Singapura, introduziu gás, calçadas e asfalto. 
Conhecendo as fantasias repentinas do Capitão Lecoq e temendo que ele mudasse de ideia e já não quisesse visitar Macau deixei-o em Hong Kong e apanhei um brigue inglês para ir visitar aquela velha cidade portuguesa. Passamos por um navio que rebocava um barco pirata. Pobres piratas! Eles, os reis do mar no passado, aqueles que fizeram o Filho do céu tremer, estão agora a ser caçados! os seus tempos de glória passaram. 
É realmente pitoresca esta cidade de Macau, formada por três núcleos urbanos com colinas íngremes onde se agarram as casas de tijolos azulados, os templos budistas, as igrejas e os conventos católicos, que são quase antiguidades nesta terra chinesa. 
Um dia para ir ao pagode da Rocha, um pagode ligeiramente degradado, mas muito agradavelmente localizado no porto interior, para meditar sobre as brutalidades do destino para com o génio, na caverna onde Camões, o sublime, terminou os Lusíadas, para ver o cais da Praya Grande, e procurar uma xícara de chá, é muito pouco; mas o capitão Lecoq não quis me conceder mais, e ele era homem para zarpar, sem mim, para Cantão. Por isso, de madrugada, voltarei a Hong Kong."

domingo, 24 de maio de 2020

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Vista panorâmica no final do século 19

Vista panorâmica no final do século 19: 1 - Baía da Praia Grande 2 - No primeiro plano e na ponta da B. da Praia Grande, o Hotel Boa Vista; no segundo plano, a Entrada do Porto Interior 3 - Montanhas da Ilha da Lapa que dominam completamente o Porto Interior e a cidade de Macau 4 - Fortaleza de S. Paulo do Monte, cidadela de Macau 5 - Ilha Verde, ligada ao Istmo da Porta do Cêrco pelo Dique ou Avenida do Conselheiro Borja 6 - Montanhas de Chin-San, Passaleão e Pac-Siac, da ilha de Hian-Chan 7 - Forte de Mong-Há, dominando o Istmo da Porta do Cêrco 8 - Montanhas de Ca-Thay 9 - Dique ou Avenida do Conselheiro Borja, ligando a Ilha Verde ao Istmo da Porta do Cêrco.
in Ta-Ssi-Yang-Kuo Arquivos e Anais do Extremo Oriente Português, Vol. IV, pág. 446
Nota: clicar na imagem para ver em tamanho maior

terça-feira, 13 de março de 2018

Foto-Legenda: Baía da Praia Grande vista da Penha ca. 1969/70

Destaque para o hotel Lisboa na fase final de construção (inaugurado em Fevereiro de 1970), para o edifício do Liceu (à esq.), para o edifício residencial dos CTT e para o facto de ainda não haver a ponte cujos trabalhos se iniciaram por volta de 1972 sendo inaugurado a 5 de Outubro de 1974. A foto foi tirada da igreja da Penha vendo-se a estátua de N. Sra. de Lourdes virada para a baía onde estão alguns juncos.
Nota: clicar na imagem para ver em tamanho maior