quarta-feira, 6 de maio de 2009

Saúde em 1965

Em 1965, na Província de Macau a administração da saúde pública compete essencialmente à Repartição Provincial dos Serviços de Saúde e Assistência, que a exerce através de duas delegacias de saúde, correspondendo, respectivamente, às áreas do Concelho de Macau e das Ilhas, esta última com sede na ilha da Taipa.
A assistência médica é assegurada através das seguintes formações. Em Macau:
Um hospital central, o Hospital Central Conde de S. Januário, com a capacidade de 356 camas e incluindo serviços de medicina, cirurgia geral, neuropsiquiatria, tisiologia, pediatria, isolamento e maternidade, serviços de anestesiologia, laboratório, radiologia e agentes físicos, de farmácia e, bem assim, serviços de urgência, serviços de consulta externa de cirurgia geral e ginecologia e de assistência pré-natal. As suas instalações e equipamento obedecem aos requisitos da técnica mais actual e moderna.
Um centro de saúde, dependente e a cargo da Delegacia de Saúde, onde, além dum posto de primeiros socorros, funcionam, como extensões do hospital central, consultas externas de medicina geral, estomatologia, oftalmologia, neuropsiquiatria, pediatria e otorrinolaringologia.
Um dispensário antituberculose, onde, integrada num serviço de combate à tuberculose, funciona uma consulta de tisiologia.
Quatro postos sanitários, um próprio e público no Bairro Tamagini Barbosa e três afectos, respectivamente, aos serviços da Policia de Segurança Pública, da Marinha e da Cadeia Civil.
Na ilha da Taipa: um centro de Saúde integrado na Delegacia de Saúde das Ilhas.
Na ilha de Coloane: um posto sanitário, uma maternidade e uma leprosaria, em Ká-Hó.
No Asilo e Hospital de Santa Infância das Madres Canossianas. de uma enfermaria e de uma consulta externa de pediatria, como extensões do Hospital Conde de S. Januário.
Nos estabelecimentos de assistência dependentes dos Serviços de Saúde e Assistência, os serviços clínicos, incluindo o fornecimento de medicamentos e hospitalização, são prestados gratuitamente a todas as pessoas que, por deficiente situação económica, careçam do amparo do Estado.
Os Serviços de Saúde e Assistência asseguram ainda o funcionamento de um Serviço Anti-Sezonático.
A entrada de viajantes na provincia está sujeita à fiscalização das autoridades sanitárias, para prevenção contra a importação de doenças transmissíveis, nomeadamente as doenças quarentenárias.
Comparticipam na assistência médica à população mais as seguintes instituições:
A Santa Casa da Misericórdia, através do Hospital S. Rafael (120 camas), que foi o primeiro hospital europeu construído junto da costa da China. O Leal Senado, que possui um posto sanitário destinado a prestar assistência médica aos funcionários municipais e suas famílias. Os Serviços dos Correios, Telégrafos e Telefones, que possuem um posto sanitário privativo. A Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu, através do funcionamento do referido hospital e de dois postos sanitários, situados em pontos diferentes da cidade, para consultas e tratamentos, atendendo sobretudo a classe operária.
As missões católicas, que mantêm, além de quatro postos de consulta e tratamento, o Hospital Pio XII (25 camas) e o Asilo e Hospital de Santa Infância.
No campo da reabilitação, é de referir o Centro de Recuperação Social da Taipa, essencialmente votado ao tratamento e reabilitação de toxicómanos, e à reabilitação dos mendigos, vadios e delin. quentes juvenis, e funcionando também como clínica psiquiátrica de psicopatas anti-sociais e asilo de débeis mentais e doentes mentais crónicos. Funcionando no aspecto de reabilitação social dos toxicómanos sob a égide do Centro de Combate à Toxicomania, é administrado pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública e tem a direcção técnica e pessoal dos Serviços de Saúde e Assistência.
Em 1964 estavam em serviço na Província 85 médicos, 3 farmacêuticos, 17 enfermeiros, 119 enfermeiras-parteiras e 563 elementos do pessoal administrativo.

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