terça-feira, 16 de julho de 2013

Sabia que...

... uma colecção de arquivos da Diocese de Macau, em português e latim, referente à presença dos jesuítas no território entre os séculos XVI e XIX, foi incluída no registo "Memória do Mundo" da UNESCO em 2010.
Diários de missionários, correspondência de bispos de Macau trocada com homólogos das regiões vizinhas e com Roma, material didáctico desenvolvido pelos jesuítas, como um dicionário chinês-português, são alguns dos materiais que integram o espólio. 
Vem isto a propósito do facto de neste dia (15 de Julho), faz agora 8 anos (2005), Macau viu a Unesco incluir um conjunto de zonas históricas na lista de Património Mundial da Humanidade.
Há um provérbio chinês que diz que só “preservando o passado, compreendemos o presente e conhecemos o futuro”. Se alguma coisa de bom tem sido feito, infelizmente, nos últimos oito anos também se cometeram alguns erros que importa corrigir o quanto antes. 
Recordo artigo do jornal "Público" desse dia de grata memória para Macau.
A UNESCO aprovou hoje a inclusão de zonas históricas de Macau na lista de Património Mundial da Humanidade, numa decisão tomada na reunião que decorre em Durban, na África do Sul, revelou fonte oficial. Do Largo da Barra, onde está situado o Templo de A-Má, a deusa protectora dos pescadores e da cidade, passando pelo Largo do Lilau, junto ao qual se ergue a denominada Casa do Mandarim e que marca as recordações da comunidade macaense, seguindo pelo Largo de Santo Agostinho, do Senado, da Sé, S.Domingos e da Companhia de Jesus atravessamos parte da cidade marcada por construções chinesas misturadas com a traça europeia. Essa influência europeia está vincada nas fachadas das igrejas como S. Lourenço ou São José.
Entre templos chineses, igrejas católicas, edifícios antigos, como o do Leal Senado, e fortalezas como o Quartel dos Mouros, a Fortaleza do Monte ou a Fortaleza da Guia, em redor da qual estavam situados alguns dos principais pontos de defesa da cidade, a história de Macau é revisitada e deixa à vista a evolução da cidade e convivência das culturas.
"O património histórico de Macau é produto único de mais de 400 anos de intercâmbio cultural entre o Mundo ocidental e a civilização chinesa", lê-se na apresentação da candidatura de Macau. Segundo o documento, a candidatura macaense justifica-se porque o "património arquitectónico predominantemente de raiz portuguesa, ergue-se por entre construções de arquitectura tradicional chinesa no povoado histórico, evidenciando um notório contraste". "Parte dos monumentos existentes constituem o grupo de monumentos arquitectónicos de raiz europeia mais antigo, mais completo e mais bem consolidado que ainda se mantém intacto em solo chinês", refere o texto da candidatura.
A zona de candidatura, apresentada à UNESCO, coincide com núcleo da área correspondente ao primeiro povoado ocidental em Macau, também conhecido como "cidadã-cristã" no contexto da história do território. "O estabelecimento de Macau por navegadores portugueses, em meados do século XVI, lançou as bases de quase cinco séculos de contacto ininterrupto entre o ocidente e o oriente", afirma a nota de candidatura.
"As origens do desenvolvimento de Macau como porto comercial internacional fazem do mesmo o único e mais consistente exemplo do intercâmbio cultural entre Europa e Ásia", assegura o mesmo texto.

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