sexta-feira, 27 de abril de 2012

Centenário Monsenhor: testemunhos

Já vai sendo tempo de Macau render-lhe uma homenagem, por exemplo, com o nome de uma rua. Em Portugal já há uma. Fica em Miraflores, Algés, graças a amigos que o não esqueceram. O centenário do nascimento de Monsenhor Manuel Teixeira não passou despercebido na imprensa de Macau: da Tribuna ao Ponto Final passando pelo Hoje Macau. Do PF, com destaque para o trabalho de João Paulo Meneses, retirei excertos de alguns testemunhos de quem conviveu com o "padre das barbas brancas."
Ana Maria Amaro
"Sempre me tinha dito que queria morrer em Macau e ficar sepultado em Macau, terra a que dedicara toda a sua vida, não só como missionário, mas também como historiador. (...) Conheci-o no Liceu onde dava aulas de Religião e Moral, e depois trabalhou comigo na Escola do Magistério Primário. Monsenhor Manuel Teixeira dava também aulas de Religião e Moral, fazendo parte do currículo. (...) Nos seus passeios de regresso ao seminário, Monsenhor passava pela nossa casa, entrava, bebia uma chávena de chá ou umas gotinhas de whisky. Conversávamos sobretudo sobre a história e cultura de Macau. (...) Monsenhor gostava de ser lembrado pelo seu amor a Macau. Ele próprio sentia-se feliz quando se auto-intitulava ‘the last ghost’ do seminário."
Luís Machado
"Marcou toda a nossa geração por nos levar a passear. A Hong Kong, uma vez por ano – na Páscoa, aliás, por esta altura –, íamos em excursão, os mais velhinhos, em grupos de trinta, quarenta. Rapazes e raparigas, ficávamos instalados em colégios de padres em Hong Kong e as meninas ficavam também em colégios de freiras. (...) Fez muito por Macau, deixou uma obra incomensurável, não digo de criação, mas de pesquisa. Foi extremamente dedicado". (...) É uma imagem icónica. Com as suas grandes barbas brancas ao vento, a atravessar a ponte".

Capa do suplemento do jornal Ponto Final de 13-04-2012
Benvinda de Jesus Ta (irmã)
"Um dia, passou, junto da loja, um missionário que lhe perguntou se ele queria ir para Macau, para ser padre. Abandonou o banquinho, onde estava sentado, e correu para casa dizendo ao pai que queria ir para Macau para ser padre. O pai duvidou daquela vocação tão repentina. (...) Custou-lhe muito deixar Macau onde queria morrer e ficar sepultado."
 

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