De acordo com a opinião de grandes especialistas na matéria, a Culinária Macaense é uma combinação e mistura de comida portuguesa, indiana, malaia, filipina e chinesa. O limao Timor, o serrabulho, o peixe esmagal, o gengibre com mão de porco e o vinagre escuro doce para as parturientes já fazem parte da gastronomia macaense.
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Prédio onde ficava a Casa Moosa na Rua Central |

O bagi, o ladu, rebuçado de ovos, a coqueira, o cabelo da noiva e o bicho-bicho tambem são feitos desigualmente em Macau e Hong Kong.
Por ocasião dos festejos de Natal, destacavam-se as grandes especialistas de “aluar”. Designamos apenas as mais conhecidas: a Mui Mui, que morava na casa adjacente à Casa Gardem, no Jardim de Camões; a Dete, que foi funcionária das Obras Públicas; a Menica, que trabalhou como mordoma do Asilo das Inválidas da Santa Casa da Misericórdia; a Celeste Araújo, que foi enfermeira do Hospital São Rafael; e Idália da Luz, antiga professora de Inglês da Escola Comercial. Todas tinham os seus segredos próprios.

Muitas grandes cozinheiras macaenses levaram com elas, para a eternidade, as suas receitas e segredos. Felizmente, ainda tenho muitas escritas à mão que tenciono compilar e publicar. Aproveito para adiantar que as cozinheiras macaenses das três associações sediadas na Califórnia celebraram o estabelecimento da Confraria da Gastronomia Macaense em Macau com uma grande festa no “Ritch Club” em São Francisco, que contou com grande participação dos seus associados.
Artigo de Henrique Manhão publicado no Jornal Tribuna de Macau a 19-09-200. HM era na altura Presidente da Casa de Macau nos EUA e vice-presidente do Conselho Permanente das Comunidades Macaenses.
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