segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O sino do Seminário de Cucujães

Imagem actual onde se pode ver a fachada principal da igreja do antigo Mosteiro do Couto de Cucujães,
actual igreja paroquial de S. Martinho de Cucujães. 

O Seminário de Cucujães fica na vila de Cucujães (Oliveira de Azeméis) foi mosteiro e abadia beneditina desde o princípio da nacionalidade portuguesa. Nacionalizado e confiscado em 1834 e 1910, foi vendido em hasta pública em 1923 e comprado pelo missionário de Moçambique, P. José Vicente do Sacramento, que o ofereceu para Seminário das Missões. Foi então renovado e ampliado pelo Superior dos Colégios das Missões, D. Teotónio Vieira de Castro, que, em 1924, ali instalou o segundo Seminário das Missões na continuação do primeiro Seminário aberto, em 1921, no Convento de Cristo de Tomar. Em 1930 passou a pertencer à Sociedade Missionária por ordem do Papa Pio XI.
Até 1968 foi Seminário Maior, da Sociedade Missionária, para os seminaristas de Filosofia, de Teologia e de Formação Espiritual, e para Formação de Irmãos Leigos, e foi também a sede da Direcção da Sociedade. Nessa altura os cursos de Filosofia e Teologia passaram para o novo Seminário de Valadares, a Formação Espiritual para o Seminário de Tomar, e a Direcção da Sociedade para Lisboa. Actualmente o Seminário é o centro da Animação Missionária da Sociedade.
Vem tudo isto a propósito do sino da igreja que foi fundido em Macau. O sino fez parte de uma Exposição de Arte Sacra Missionária realizada em 1951 no Mosteiro dos Jerónimos. Dessa mostra um documento refere: "Fotografia onde se visualiza, no Mosteiro dos Jerónimos, na Exposição de Arte Sacra Missionária, observando o sino fundido em Macau, pertencente ao Seminário de Cucujães."

Esclarecimento da Sociedade da Boa Nova recebido a 2.4.2025: "O sino a que se refere a publicação integrou efectivamente a Exposição de Arte Sacra Missionária, em 1951. Encontra-se exposto na portaria do Seminário de Valadares, outra das casas da Sociedade Missionária da Boa Nova em Portugal. Antes, esteve em exposição no seminário de Tomar, de onde foi retirado após a venda do convento de Cristo ao Estado Português, em 1985.  Em nenhum momento esteve em uso na torre sineira da igreja de Cucujães."

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