sexta-feira, 24 de agosto de 2012

102º aniversário da Tomada do Passaleão: 1951

A 25 de Agosto de 1951 tiveram lugar as comemorações do 102º aniversário da tomada do Passaleão.
Imagens cedidas por Carlos A. Dias, cujo pai, António José Dias, está nesta fotografia. Carlos A. Dias faz a legenda da foto. "Só consegui identificar 3 pessoas na foto: a partir da esquerda: Patrício Guterres; Manuel Dimas Pina (comandante do Corpo de Bombeiros Municipais); não consigo identificar o 3º, 4º e 5º. ; Rolando das Chagas Alves (se a memória não me falhar, era funcionário do BNU e o irmão dele Leonel Umberio Alves que não se encontrava na foto era dos Serviços de Saúde; e meu pai António José Dias, bombeiro (falecido aos 40 anos de idade)."
                             No século XXI e no século 19 
Sobre este episódio já coloquei diversos posts. Reproduzo o que está escrito no Vol. 3 da Cronologia da História de Macau. 
"É o único confronto significativo entre a China do Sul e Macau, durante os mais de quatro séculos de vizinhança. Tem ocasião após o assassinato do Governador Ferreira do Amaral, e consta da tomada de um forte chinês que atacava Macau com a força dos seus obuses a cerca de meia milha das Portas do Cerco. O protagonista da tomada do forte de Passaleão foi um macaense até aí desconhecido, Tenente de Infantaria, mas que viria a ser, por circunstâncias adversas, elevado a herói e promovido a tenente. Vicente Nicolau de Mesquita: avançou pelo território inimigo, sem ordem superior e apenas com o pelotão de 32 homens sob seu comando, neutralizando com uma carga de explosivo o forte que oprimia Macau. Quanto a armas, foi apoiado por 2 peças de artilharia de campanha, 1 obuz de montanha e 2 canhões da barca canhoeira e da lorcha de António Ferreira Batalha".
 No cemitério de S. Miguel e frente à Sé.
Estas fotografias foram cedidas por Carlos A. Dias e pertenceram ao seu pai (já falecido). As pessoas que consegue identificar são: "Patrício Guterres, Manuel Dimas Pina, os irmãos Alves, (um deles o pai do actual deputado Leonel Alves) e o meu pai."

Missa na Sé
As fotografias que se seguem poderão não ser do mesmo ano. Nestas está muito mais gente do que nas anteriores. Se o gov. estivesse presente nas cerimónias relativas às fotos de cima é de supor que apareceria nas mesmas. Repare-se ainda que no convite vem mencionado que quem vai estar presente nas cerimónias é o encarregado do governo - que substituía o gov. na sua ausência - e não o governador. 
É só mais um detalhe, mas a bandeira que cobre parte do busto tb não está da mesma forma. Por último, as fotografias tb não foram reveladas no mesmo estúdio fotográfico. Em suma, podemos estar perante as mesmas comemorações mas em anos, embora próximos, diferentes. Será 1949, no centenário? Albano de Oliveira já era governador na altura...

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