"Macau deslumbra o visitante, pela actividade fabril e comercial dos seus oitenta mil habitantes da raça chineza, pela elegancia e riqueza das construções, pela limpeza e boa conservação do pavimento das ruas, pelo cuidado com que são tratados os seus jardins, pelas belas perspectivas que os acidentes do terreno oferecem e, finalmente, pelas grandiosas obras do porto de navegação oceanica, ha pouco iniciadas por uma companhia holandeza. (...)"
"Para os chinezes multi-milionarios é lugar de repouso, gozo e segurança nos seus palacios encantadores. Para o viajante é a cidade rica de prazeres, o clima suave, a estancia pitoresca, onde os dias passam velozes, sem que os seus olhos se fatiguem de vêr."
Macau que já figurara por diversas vezes nas páginas desta revista (antes com a grafia Illustração Portugueza), tem honras de capa no nº 891, a edição de 21 de Abril de 1923. O artigo intitula-se "Macau, A cidade mais pitoresca do nosso domínio ultramarino".

Em Macau Antunes Amor foi superintendente das Escolas Municipais (a cargo do Leal Senado) tendo implementado diversos conceitos pedagógicos inovadores para a época, inclusive ao nível das condições das instalações: limites mínimos de cubagem de ar na sala por aluno, iluminação que deveriam os alunos receber do lado esquerdo, a forma de pegar no lápis ou na caneta, postura correcta nas carteiras, etc. Só não conseguiu que o recreio passasse a ser de hora a hora...
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