domingo, 21 de junho de 2020

Pousada de Macau ***

Pousada de Macau *** Travessa do Padre Narciso. 
A charming, authentic Portuguese Inn with just four twin rooms decorated in traditional style. One of the most famous dining rooms in the Far East plus bar. 
Rates: M$60.00 Cards: AE, DC. 
Telephone 3637. 
Cables. POUSADA
O texto acima é de um folheto turístico feito para o mercado de Hong Kong em meados da década de 1970. 
A "Pousada Macau" também conhecida por "Pousada Macau Inn" ficava no nº 1 da Travessa do Padre Narciso, ao lado do Palácio do Governo. 
Tinha apenas 4 quartos duplos e um dos principais atractivos, para além da vista e da localização, era o restaurante onde o chefe Ângelo ganhou fama com a "galinha africana", um prato com um molho especial que, segundo consta, era feito com 52 ingredientes.
Década 1960 (acima) e década 1980 (abaixo)

sábado, 20 de junho de 2020

Macau no "Archivo Popular" de 9 Janeiro 1841

“A Cidade do Nome de Deus de Macau está situada em uma península, ou estreita língua de terra, unida por um istmo de cinquenta braças de largura à ilha de Hiam-San, dependente da província de Cantão. A extensão desta península é de uma légua e a sua largura de menos de uma milha. Toda ela é montanhosa, ou antes é um só monte de pedras; porém os portugueses construindo em umas eminências as suas fortalezas, em outras diversas igrejas e ermidas, e nos vales os edifícios públicos e habitações particulares, fizeram deste monte de pedras uma bela cidade, cuja perspectiva pode comparar-se com a de muitas e boas cidades da Europa”.
Artigo não assinado, de página e meia, publicado na edição nº 2 do "Archivo Popular semanário pintoresco", 9 de janeiro de 1841. Segue-se um excerto.

A cidade do Nome de Deos de Macáo está situada em huma peninsula ou estreita lingua de terra unida por hum isthmo de cincoenta braças de largura á ilha Hiam San, dependente da provincia de Cantão. A extensão desta peninsula he de huma legua e a sua largura de menos de huma milha. Toda ella he montanhosa, ou antes, he hum só monte de pedras, porém os portuguezes, construindo em humas eminencias as suas fortalezas, em outras diversas igrejas e ermidas, e nos valles os edificios públicos e habitações particulares, fizeram deste monte de pedras huma bella cidade cuja perspetiva póde comparar-se com a de muitas e boas da Europa.
Não tem a cidade de Macáo mais de humas mil braças de comprido sobre tresentas de largo e compõe se de 1200 fogos com 3500 moradores portuguezes e 1300 escravos, afora a população chineza que monta a mais  20 mil almas e vivem de mistura com os portuguezes, mas sugeitos sómente aos seus mandarins.
He cabeça de bispado e tem um cabido, três freguezias, casa de Misericordia com dois hospitaes, hum recolhimento de meninas, hum seminario de padres da congregação, além de tres conventos de frades e varias ermidas Tem boa casa de camara, espaçosa alfãndega e  palacio do governo. (...)
Tendo este primeiro estabelecimento crescido em commercio e riqueza e sendo já o número de casas no anno de 1585 o erigírão portuguezes em cidade intitulando a do Nome de depois de terem conseguido do vice rei de Cantão a de se governarem a si e administrarem aos seus pelas suas proprias leis Durante o governo dos Filippes em Portugal hollandezes inimigos de Castella tendo roubado todas as nossas possessões da Asia tentárão tambem varias vezes apoderar-se de Macáo por surpreza até em 24 de junho de 1622 resolvêrão dar hum ataque á cidade para o que desembarcárão 800 homens sitio de Cacilhas porém forão pelos nossos atacados valor tal que apezar da inferioridade do número os conseguindo sobre elles huma completa vitoria. (...)

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Panchões da "Po Sing"

A fábrica de panchões Po Sing Firecracker Factory foi fundada na China (Cantão) em 1894. Na década de 1960 instalou-se na Taipa (terá sido a última a fazê-lo), junto à Estrada Nova para o Matadouro. 
Na península de Macau tinha escritório na Rua da Ribeira do Patane, 50-52. Tinha sucursais em Cantão e Hong Kong, sendo a partir da vizinha colónia britânica que efectuava os negócios, fruto das melhores condições para as exportações, em especial para os EUA. A marca Peacock, por exemplo, foi registada nos EUA em 1947.

Abaixo detalhe de um dos raros rótulos escritos em português (com gralha): 
"Fábrica de Pauchões" - "Po Sing" Marca "Peacock"
Actualmente a Po Sing Fireworks Limited. existe apenas na China continental - em LiuYang - trabalhando em associação com várias fábricas em Hunan e Guangdong e com representação em Hong Kong.
Entre as muitas marcas produzidas pela Po Sing as mais conhecidas foram a Peacock e a Lion Globe. Mas existiram mais:  Sky Ship, Apollo, Companion, Double Voice, Sky Ship, Companion, etc...


quinta-feira, 18 de junho de 2020

"Ninho das Pombas Brancas" ou "Ninho dos Cem Pássaros"?

Gruta de Camões por George Chinnery

Na toponímia macaense existe a expressão chinesa Pak Kap Chao, 白鴿巢 que significa “Jardim do Ninho das Pombas Brancas”, numa alusão ao Jardim de Camões. Habitualmente a origem do topónimo é explicada pela alegada paixão do antigo proprietário da quinta, Lourenço Marques, por pombos. A verdade é que até hoje não encontrei nenhum documento que ateste esta explicação.
Na tradição oral há referência a uma outra origem para o topónimo. Será uma referência a um antigo jardim botânico e zoológico existente na mansão de um homem rico e que era referido pelos locais chineses como "Pak Liu Chao", ou seja, “Ninho dos Cem Pássaros”.
Estando mais inclinado para esta explicação, atente-se neste excerto de um artigo publicado em 1844 e que refere um imenso aviário com centenas de aves das mais diversas espécies:
"Another most interesting thing at Macao is an aviary now belonging to Mr. Dent but collected by the late Mr. Beale who had resided fifty years in China and in December last was found dead on the beach without any clue having been yet discovered as to the manner in which he lost his life. Among a great number of splendid silver golden medallion and other pheasants canaries, loris, pigeons, jungle birds, etc... is the great attraction of all the bird of Paradise from the Moluccas."
Zona do "Ninho das Pombas Brancas" ou "Ninho dos Cem Pássaros"
com a ilha Verde ao fundo.

terça-feira, 16 de junho de 2020

O pântano da Macau rural do século 19

Nesta vista parcial de um mapa de Macau de origem chinesa de ca. 1870 pode ver-se a zona que vai da Porta do Campo (ou de S. Lázaro) até à Porta do Cerco. Da Porta do Campo para a direita ficava a chamada cidade cristã e para a esquerda a denominada zona chinesa composta essencialmente por pequenas povoações (Mong Há, San Kiu,  Patane, etc...) cujos habitantes dedicavam-se à pesca e à agricultura.
Clicar na imagem para ver em tamanho maior
Ao centro assinalei o que era na época uma vasta zona de pântanos e que corresponde ao que é hoje o Tap Seac e zonas adjacentes compostas também por várzeas, cemitérios chineses e vários cursos de água (Ribeira do Patane, Canal de San Kiu, etc...)
Esta vasta zona pantanosa era foco de infecções e de doenças como o paludismo ou a cólera e seria aterrada no tempo do governador Horta e Costa (1894-1897). As terras vieram das colinas em redor e do denominado Campo da Vitória (com o monumento com o mesmo nome). 
Com a terraplanagem foi possível criar logo em 1898 a Avenida Vasco da Gama (topónimo que já não existe). O início deste longa avenida ficava onde hoje está a estátua do navegador e prolongava-se pelo actual percurso da Av. Sidónio Pais. 
No topo da Avenida Vasco da Gama existia um coreto - numa primeira fase sem cobertura - que foi demolido na segunda metade da década de 1930.

terça-feira, 9 de junho de 2020

A expropriação do hotel Boa Vista




A 1 de Julho de 1890 o comandante Clarke abre o Hotel Bela Vista. mas o negócio não corre de feição. Clarke vê-se obrigado a hipotecar, a 11 de Novembro de 1899. Paga a hipoteca, a 21 de Novembro de 1901 (…) as perspectivas continuam a não ser as melhores. (…) Mas por esta altura, o hotel vai ser usado como um meio para a tentativa de penetração francesa em Macau. Em 1902 os franceses escolhem o hotel como possível sanatório e casa de repouso para os seus cidadãos residentes na Indochina e propõem-se comprá-lo. Por trás desta proposta, aparentemente inofensiva, descobrem os ingleses um complot para a absorção de Macau por Paris. Uma grave ameaça à estabilidade e prosperidade de Hong-Kong, na leitura dos súbditos de Sua Majestade que não compreendem porque tendo já os franceses um sanatório em Hong-Kong pretendiam novo estabelecimento em Macau. (…)
A questão da possível venda do Boa Vista chega à imprensa de Lisboa e de Londres e aos parlamentos português e inglês. Em Macau, o cônsul francês em Cantão, Hardouin, tenta tudo por tudo junto do governador para que o negócio seja efectuado. (…)
Horta e Costa, aparentemente favorável à ideia do sanatório francês no Boa Vista, remete para o Governo de Lisboa uma decisão final sobre o assunto. Mas as pressões inglesas têm sucesso junto de Lisboa e o Governador Horta e Costa expropria o Hotel (…); venda do hotel à Santa Casa da Misericórdia para instalação de um sanatório para cidadãos nacionais e estrangeiros. (…) Pouco tempo depois (…), sem dinheiro, o Provedor é obrigado a pedir um empréstimo sem juros à companhia que explorava a lotaria. A instituição abandona o projecto de de erguer um hospital (…), e decide explorar directamente o Hotel, através de Delfino José Ribeiro mantendo quase todos os empregados que tinham trabalhado para o capitão Clarke (…). Uma banda a tocar aos sábados no salão de jantar, um campo de ténis e os quartos de turistas e ou convalescentes. (…)

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Notícias da "Mala da Europa" em 1862

Notícias na parte não oficial do boletim do governo de 27 de Dezembro de 1862.
No dia 24 ao sahir da missa do recebemos a correspondência da mala da Europa de 10 Novembro vinda pelo vapor China. As noticias estrangeiras são de pouco interesse a não ser o que diz da interferência da Rússia e Inglaterra na guerra civil d America.
O Rei Otho e a Rainha fugiram para Munich e annuncia se que Assembleia nacional será convocada.
Não se espera que a França intervenha nos negócios da Grécia.
Um Capitão Americano insultou o Pavilhão Hespanhol e o Governo pedio satisfação.
Cerca de 9000 padres pediram ao Papa para abandonar o poder temporal.
Nada importante d America; prevalece a má politica e desapparece o dinheiro: espera-se uma crise financeira.
Relativamente a Portugal jornaes inglezes dão já abertas as Camaras, e ter sido nomeado Embaixador para Roma o Exmo Duque de Saldanha e annunciaram a morte do primeiro orador portuguez, o veterano soldado da liberdade, José Estevam de Magalhães, tendo morrido repentinamente.
As cartas e jornaes que recebemos de Lisboa só alcançam a 31 d Outubro e dizem apenas o seguinte: Suas Magestades e Alteza perfeita saúde e o Reino em completo socêgo. (...)

sábado, 6 de junho de 2020

Os "Hãos commerciaes"

As primeiras associações comerciais denominavam-se "hãos"... Havia os "hãos" de comércio, os "hãos" de penhores, etc...
Veja-se este excerto de um texto publicado no Boletim da Província de Macau e Timorde 23 de Setembro de 1867. Nesta altura a população chinesa de Macau rondavam os 56 mil. Existiam 40 hãos comerciais e 28 hãos de penhores.
Manuel de Castro Sampaio, chefe da Repartição de Estatística assina o texto.

“A chave do comércio de Macau está, por assim dizer, nas mãos dos chineses. Activos e inteligentes terão sabido conservar a posse desta fonte de riqueza.
Quando Macau era o único ponto intermédio do comércio da China com os outros povos, florescia por isso nesta cidade o comércio dos chineses e o comércio português. Este último, porém, depois do estabelecimento da colónia inglesa do Hongkong e da abertura dos portos do vizinho império, começou a desfalecer, caminhando para a decadência em que hoje se acha. Mas não teve semelhante sorte o comércio dos chineses, porque, com quanto por vários motivos o retirassem temporariamente de Macau para Cantão, eles o restabeleceram depois nesta cidade, e desde então o têm mantido sempre florescente e próspero.
Exploradores modestos desta mina, hão com habilidade e subtileza tirado dela valiosos resultados; e o mais é que, longe de enfraquecerem, têm multiplicado as suas casas comerciais, que aqui sustentam com crédito e riqueza. Os chineses, no que toca ao comércio, conduzem-se em geral com honra e probidade, porque, conhecendo o grande alcance destas qualidades quando se trata de tão rico manancial, são admiravelmente circunspectos em todas as suas contas.
O espírito de associação existe entre eles em supremo grau; e por isso, salvas raríssimas excepções, não comerceiam senão por meio de associação. Mesmo para empreender qualquer insignificante negócio, não dispensam este meio, porque bem justamente compreendem que é no concurso de inteligências e capitais que se estriba a verdadeira segurança de todos os negócios.”

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Vapor Kwai Lum: 1898

O anúncio foi publicado no Boletim Official do Governo da Província de Macau e dá conta de um novo vapor - o Kwai Lum - para efectuar as ligações marítimas entre Macau e Hong Kong pela empresa Hong Kong & West River Steamboat Co.
Esta empresa foi criada em 1897 quando o "West River" foi aberto ao comércio (Junho 1897) por outras três: a Hong Kong, Canton & Macao Steamboat Company Limited” (1865) de Hong Kong, a China Navigation Company e a Indo-China, da “Jardine Matheson.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Chegada do Aviso de 2ª Classe "Gonçalves Zarco": Março de 1935

“Em princípios de Março* as atenções de Macau concentravam-se na visita do aviso “Gonçalves Zarco” que, em viagem de soberania, mostrava ao Oriente o que era a proclamada Renovação da Marinha de Guerra Portuguesa. Era um navio de guerra novo que trazia a estas paragens a bandeira das Quinas, preenchendo uma lacuna deixada pelo velho cruzador “Adamastor”, que regressara a Lisboa um ano e tal atrás, para ser abatido. A visita fora esperada com orgulho e nervosismo, pois todos queriam admirar essa “moderna unidade de guerra”. Em 8 de Março, Sexta-Feira, Macau engalanava-se para a receber. 
Diz “A Voz de Macau“, em termos líricos:
“Às 13:30 horas, avistou-se o ‘Gonçalves Zarco’, ao longe, todo cinzento e cuja elegante silhueta se desenhava altiva no horizonte, primeira unidade naval das que o ilustre Chefe do Governo, Dr. Oliveira Salazar, mandou construir em Inglaterra e veio até nós, os portugueses do Extremo Oriente, que comovidamente a contemplávamos, como se contempla amorosamente o torrão da Mãe-Pátria”.
As unidades da Marinha Privativa da Colónia dirigiram-se ao largo para fazer a escolta. Comandava-as a lancha-canhoneira “Macau”, onde se encontrava o Capitão dos Portos, 1° tenente Samuel Vieira. Atrás seguiam com altivez as lanchas “Demétrio Cinatti”, “Talone” e “Coloane”, os rebocadores “Neptuno” e “Berta”, dois motores da Capitania dos Portos, as lanchas n° 5 e 6 e duas lanchas mandarinas. A incorporar no cortejo figuravam também a lancha “Luntsing” das Alfândegas Chinesas e outras lanchas e motores particulares. Nessa “esquadra” iam funcionários civis e militares; muitas senhoras; escoteiros de Macau; Banda Municipal; pessoal civil e militar das ilhas de Taipa e Coloane; representantes de “A Voz de Macau” e dos periódicos chineses; representantes do comércio e indústria desta cidade; Leal Senado, Clero, etc.
As boas vindas foram dadas por meio de apitos e queima de panchões das lanchas. Ao entrar no canal, o “Gonçalves Zarco” deu a salva da ordenança, sendo respondido pela bateria de artilharia da Fortaleza da Guia. Então os juncos de pesca que se encontravam no porto, embandeirados, salvaram também o aviso ‘Gonçalves Zarco’ com as suas peças de carregar pela boca e queimando inúmeros panchões”.
Nunca em Macau assistimos a tão grandiosa recepção, imponentíssima, majestosa”, diz o articulista do “A Voz de Macau“. No Porto Exterior e na encosta da Guia, havia lágrimas em muitas pessoas, o patriotismo a tocar-lhes na corda sensível.
“Gonçalves Zarco”, sob o comando do então capitão-de-fragata Manuel Cardoso Quintão Meireles, teve um acolhimento inesquecível. A hospitalidade de Macau, sempre fidalga, não regateou esforços para obsequiar os 133 homens, entre os quais 120 oficiais. Para muitos, depois de uma tão longa viagem pelo Oriente, Macau foi uma autêntica Ilha dos Amores. 
* 8 de Março de 1935
Texto de Henrique de Senna Fernandes in Cinema em Macau III (1932-1936).

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Carteiras de fósforos da SNF: década 1970

Nas imagens estão duas vistas de Macau - Casino flutuante Macau Palace e Hotel Lisboa - que faziam parte de uma edição especial de carteiras de fósforos da Sociedade Nacional de Fósforos (Lisboa, Portugal) dedicadas ao Ultramar.
Dois símbolos da indústria do jogo na década de 1970 em Macau
Existe um novo desde 2019 no Cotai

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Tak Shing (徳星), ponte-cais nº 12 e Tai yip


SS Takshing
Regular Sailings from Hong Kong to Macao.
Air.conditioned Saloon, De Luxe Cabins.
Excellent Food, Drinks, Service and Atmosphere.
Take your time and relax aboard Takshing
Veja aqui como era um bilhete do Takshing 徳星 em 1955
Ponte-cais nº 12 da empresa Tai Yip que tinha uma agência de turismo e uma residencial em Macau. Era uma das várias empresas que asseguravam as ligações marítimas entre Macau e Hong Kong.
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domingo, 31 de maio de 2020

"O Século ilustrado": 18 Maio 1974

Artigo: "Porque não fomos expulsos de Macau" da autoria de Manuel de Lima publicado na edição nº 1897 de 18 de Maio de 1974 da publicação "O Século Ilustrado".
É sobre os acontecimentos ocorridos em Macau em Dezembro de 1966 (conhecidos como “1-2-3”) e baseia-se numa entrevista a Leopoldo Danilo Barreiros que cedeu à publicação alguns documentos, incluindo "documentos fotográficos" - reproduzidos na entrevista - da obra intitulada "Luta contra as Atrocidades Sanguinárias do lmperialismo Português em Macau", de Setembro de 1967, edição «Aomen Ribao» («Diário de Macau» ).

"Na ilha da Taipa pretendiam os chineses reconstruir a escola comunista que ali mantinham, para o que pediram a devida autorização que, todavia, por motivos de falta de visão de algumas autoridade, não lhes era concedida, isto em flagrante contradição com o que ali se passava em relação aos interesses do grupo de Chang Kai Chek. Daí, os lamentáveis acontecimentos que as fotos documentam e cujo relato, confissão e pedido de desculpas foi feito em documento que a seguir transcrevemos, assinado pelo governador de Macau e apresentado a uma comissão representativa dos diversos sectores sociais do população chinesa."
Palavras de Danilo Barreiros.

Refere-se aos eventos de 1966 e tem por base fotografias publicadas numa publicação de Macau que apresenta uma versão parcial e parcelar dos acontecimentos.