Em 1881 o
Boletim Oficial de Macau publicava relação nominal das personalidades de
Macau que contribuíram para a construção do monumento a Alexandre
Herculano. A soma angariada em Macau foi enviada a João Maria Galhardo
(1837-1909), oficial da marinha portuguesa e tesoureiro da comissão
executiva encarregue de construir o monumento.

=Total, Patacas $102.00. Macau, 1 de Agosto de 1881.
A soma acima de $102 foi remetida ao exmº. snr. João Maria Galhardo, tesoureiro da comissão executiva, encarregado da erecção de um monumento a Alexandre Herculano, em uma letra à vista de Hongkong & Shanghai Banking Corporation sobre Londres do valor de Libras 18,146. D. C. Pacheco, Presidente do Leal Senado”.
Entre os muitos nomes desta lista destaque para João Correia Pais d'Assumpção, o Barão do Cercal, o Conde Bernardino de Senna Fernandes, Pedro Nolasco da Silva, Eduardo Marques, entre outros, incluindo o próprio Leal Senado que fez um donativo de 10 patacas.

O apelido Galhardo tinha ligações familiares a Alexandre Herculano. Recorde-se que Eduardo Augusto Rodrigues Galhardo (1845-1908), nomeado Governador de Macau em 1897, era sobrinho de Alexandre Herculano (1810-1878).
A sua actividade política, defensor das ideias liberais, leva-o para fora de Portugal. Foi nomeado segundo bibliotecário da Biblioteca do Porto, por decreto de 17 de Julho de 1833. A obra que vai transformar Alexandre Herculano num dos portugueses de destaque do século XIX é a sua História de Portugal, cujo primeiro volume é publicado em 1846. A Academia das Ciências de Lisboa nomeou-o seu sócio efectivo em 1852 e encarregou-o do projecto de recolha dos Portugaliae Monumenta Historica, projecto que empreende em 1853 e 1854.
A sua actividade política, defensor das ideias liberais, leva-o para fora de Portugal. Foi nomeado segundo bibliotecário da Biblioteca do Porto, por decreto de 17 de Julho de 1833. A obra que vai transformar Alexandre Herculano num dos portugueses de destaque do século XIX é a sua História de Portugal, cujo primeiro volume é publicado em 1846. A Academia das Ciências de Lisboa nomeou-o seu sócio efectivo em 1852 e encarregou-o do projecto de recolha dos Portugaliae Monumenta Historica, projecto que empreende em 1853 e 1854.
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