Perckhammer nasceu em Merano, no então império austro-húngaro (hoje cidade italiana), a 3 de Março de 1895. Na Primeira Grande Guerra integrou a guarnição do vapor “SMS Kaiserin Elisabeth” que participou no cerco de Tsingtao, tendo sido feito prisioneiro de guerra pelos japoneses. Libertado em 1919, Perckhammer permaneceu na China durante alguns anos e foi nessa época que visitou Macau onde tirou o que se pode classificar como 'arrojadas fotos' para época de mulheres chinesas bastante jovens, muito provavelmente as chamadas jovens cortesãs (pei pa chai, em cantonense*) que viviam na Rua da Felicidade, uma zona de prostituição.**
As fotos seriam publicadas num livro polémico em 1928. No ano seguinte Perckhammer assume-se como fotojornalista no semanário ilustrado berlinense “Die Woche” e acompanha o dirigível LZ 127 Graf Zeppelin na sua volta ao mundo. Em 1932 tem estúdio próprio em Berlim e volta a focar-se nos nus e no que hoje se pode classificar como fotografia de moda. No final da década de 1930 algumas das suas fotos são usadas na propaganda do KdF (Kraft Durch Freude), movimento de massas patrocinado pelo partido nazi, e durante a Segunda Guerra Mundial Perckahmmer serve nas Waffen-SS como fotógrafo de guerra.
Paradoxalmente os nacional-socialistas colocariam a sua obra de 1928 na denominada “lista de escritos nocivos e indesejáveis”, fazendo com que hoje em dia restem poucos exemplares. O estúdio de fotografia seria bombardeado em 1942 e depois da guerra Perckhammer regressa a Merano onde vive até morrer à sua morte, a 3 de Fevereiro de 1965. Actualmente, Heinz von Perckhammer é considerado um dos “grandes fotógrafos alemães desconhecidos”.
Paradoxalmente os nacional-socialistas colocariam a sua obra de 1928 na denominada “lista de escritos nocivos e indesejáveis”, fazendo com que hoje em dia restem poucos exemplares. O estúdio de fotografia seria bombardeado em 1942 e depois da guerra Perckhammer regressa a Merano onde vive até morrer à sua morte, a 3 de Fevereiro de 1965. Actualmente, Heinz von Perckhammer é considerado um dos “grandes fotógrafos alemães desconhecidos”.
Capa do livro editado em 1928: "A Cultura do Nú na China": considerada a primeira publicação de fotografias eróticas da China |
* Literalmente, pei pa chai significa jovem rapariga que toca pipa, instrumento musical tradicional chinês de quatro cordas. Estas raparigas eram ensinadas desde muito novas a entreter, de forma elegante, os convidados, mas também aprendiam poesia, desenho e xadrez. Após a adolescência e depois da aprendizagem tornavam-se cortesãs acompanhando os clientes.
** Em cantonense, Fa Kai, bairro vermelho ou, no sentido literal, a Rua das Flores.
Sem comentários:
Enviar um comentário