sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O 'centro' da cidade visto por Chinnery

Os centros das povoações são por definição ponto de encontro e espaços de confluência a fervilhar de vida. 
O pintor britânico George Chinnery (1774-1852), que viveu em Macau entre 1825 e 1852, data em que morreu precisamente no território estando sepultado no cemitério protestante, captou essa essência do centro da cidade de Macau em meados do século 19. 
No denominado "centro histórico", a zona a que hoje corresponde o Largo do Senado, ainda não existia a avenida Almeida Ribeiro e pontuavam as igrejas da Misericórdia (actual Santa Casa da Miserícórdia) e de S. Domingos. (ver imagens dos esboços de Chinnery). 
É também graças ao pintor britânico que chegou até aos nossos dias um registo pictórico - o único que conheço - de um pelourinho naquela zona. Símbolo do poder municipal estava localizado frente ao Senado e, neste caso, muito perto da igreja da Misericórdia.

 
 Igreja de S. Domingos nos 'esboços' de Chinnery (em cima)
e numa fotografia dos primeiros anos do século XX (em baixo)

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