quinta-feira, 13 de Maio de 2010

Morreu Fernando Macedo Pinto, um dos fundados do Grande Prémio de Macau


Fernando Macedo Pinto, um dos fundadores do Grande Prémio de Macau, que em Novembro cumpre a 57.ª edição, morreu em Portugal, noticiou o canal português da Teledifusão de Macau. Para João Costa Antunes, coordenador da Comissão Organizadora do Grande Prémio desde 1988 e director dos Serviços de Turismo de Macau, Fernando Macedo Pinto é uma das “personagens principais” da origem do Grande Prémio de Macau, que todos “sabem avaliar da importância que tem para Macau e para o desporto mundial”. “Ao partir, deixa-nos um espaço que é impossível voltar a ocupar”, disse Costa Antunes, destacando que, para quem conheceu Fernando Macedo Pinto, resta a “felicidade” do tempo de convívio e de conversas com um interlocutor “apaixonado que ajudou a desenvolver o projecto que hoje existe”. “Resta-nos a memória de uma pessoa com uma vida cheia que deixou nome pela cidade de Macau”, afirmou, acrescentando que Macedo Pinto deu um grande contributo para a criação do Museu do Grande Prémio.
Fernando Macedo Pinto, a par de outros entusiastas do desporto automóvel em Macau, como Carlos Silva e Paulo Antas, decidiram lançar em 1954 aquele que é hoje o principal cartaz do desporto automóvel do território e um dos mais importantes da região. Em 2003, aquando dos 50 anos do Grande Prémio de Macau, Fernando Pinto recordou a ideia de um grupo de amigos que pretendia apenas organizar uma prova automóvel de caça ao tesouro. Em declarações na ocasião à agência Lusa, recordou que “numa volta ao circuito” com um responsável de Hong Kong, que ajudou na organização do evento, este afastou a possibilidade de se realizar uma caça ao tesouro manifestando o desejo de “fazer uma corrida a sério”. Criada uma comissão organizadora, Macedo Pinto disse a Carlos Silva, outro dos promotores do evento: “é a primeira e a última corrida que vamos organizar porque nunca mais nos vão autorizar uma prova deste género”. “Enganei-me, enganei-me redondamente quando disse aquilo, mas tenho a certeza que se não fosse o apoio de Hong Kong, o Grande Prémio de Macau nunca tinha sido o sucesso que é hoje”, dizia orgulhoso dos 50 anos de corridas. Contente pelo crescimento do Grande Prémio, Macedo Pinto lamentava apenas que “a evolução dos carros não tenha sido acompanhada pela evolução dos pilotos” e o domínio da vertente comercial sobre a desportiva.
“Como em tudo na vida, a publicidade é quem manda” e já não é como antigamente, quando quem participava “vinha porque gostava muito de carros”, dizia. “De prova divertida, o Grande Prémio evoluiu, cresceu e afirmou-se mundialmente e é hoje também uma prova de exame para os melhores pilotos do mundo que depois de um pódio em Macau foram campeões do mundo de Fórmula 1”, sublinhou ainda Costa Antunes à Lusa ao salientar que Macau tem a “principal” corrida de Fórmula 3 do mundo e recebe ainda a grande final do mundial de carros de turismo.
Artigo do jornal Hoje Macau de 13 de Maio de 2010

3 comentários:

  1. Tem havido alguma confusão quanto aos nomes dos criadores do Grande Prémio de Macau. Não existiu nenhum Paulo Antas!
    A lista correcta é a seguinte:
    Eng. João Pires Antas, Cap. Júlio Augusto da Cruz, Dr. António Nolasco, Fernando Macedo Pinto, Carlos Humberto da Silva e Paul Eric du Toit,este último de origem sul-africana e residente em Hong Kong.
    Esta lista constava de uma placa afixada na bancada original que se situava junto à curva do Clube Náutico, quando a partida se realizava naquele local, até 1992.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Agradeço desde já o seu reparo, pois sou neto do Eng.João Pires Antas, e além de ter muito orgulho no meu avô, é um pouco desagradável ver o nome trocado.
      Mais uma vez obrigado.

      João Cardoso

      Eliminar
  2. Por lapso, disse que Paul Eric du Toit era de origem sul-africana quando, na realidade, era suiço. Era essencial esta correcção, a bem da verdade.

    ResponderEliminar