quinta-feira, 27 de maio de 2010

A perigosa neutralidade na Guerra do Pacífico (II)

O final da “Segunda Guerra” assinalou não só fim do conflito mais mortífero que a humanidade conheceu, mas também a entrada numa era inteiramente nova no xadrez geopolítico e estratégico mundial. As descolonizações. Um sinal simbólico de partida para essa recomposição que se alastraria pelo mundo seria dado pelas forças americanas no Extremo Oriente. Na contra ofensiva que teve lugar para desalojar os japoneses das regiões ocupadas as forças dos EUA, juntamente com o exército chinês efectuaram uma lenta progressão através dos principais pontos estratégicos da China, mas ignoraram completamente Hong Kong, que permaneceu em mãos nipónicas durante algum tempo mais do que outras cidades do país. A principal razão para isso prendia-se com o facto de o governo do Kwomintang considerar que Hong Kong fazia parte integrante da China, não existindo razões para que a Inglaterra reassumisse a soberania do território. Por seu turno aos americanos não interessava de modo algum dar qualquer sinal de parcialidade que pudesse ser considerado hostil pelos nacionalistas. Esta situação levou a que o alto comando sedeado na Índia, tivesse de pedir autorização para destacar um certo número de navios britânicos da esquadra do Pacífico sob o comando do almirante Sir Cecil Harcourt, para efectuar uma operação autónoma destinada a reconquistar Hong Kong. Um situação de envolveu negociações árduas e que essencialmente consumiu tempo precioso do ponto de vista de Londres. Nesse contexto, enquanto a esquadra britânica não chegava impunha-se o restabelecimento urgente do governo colonial, que tinha sido literalmente encarcerado nos campos de concentração levantados pelos japoneses no Natal de 1941. Para Londres essa acção era crucial de modo a evitar que na eventualidade de um vazio de poder o governo do Kwomintang levantasse a questão da soberania de Hong Kong, na esfera político-diplomática. Registava-se assim uma situação de corrida contra o tempo. De um lado a esquadra britânica a rumar ao Porto de Vitória e do outro as tropas do Kwomintang a penetrarem, já nos novos Territórios acercando-se perigosamente de Kowloon. Assim, Londres através do alto comando aliado na Índia, chefiado por Lord Mountbatten enviou ordens expressas para que o antigo secretário colonial Francklin Gimson, que estava preso no campo de concentração de Stanley, assumisse imediatamente após a sua libertação o cargo de governador em exercício e reorganizasse o governo até à chegada da esquadra britânica momento a partir do qual seria estabelecido um governo militar de excepção que vigoraria até à restauração da normalidade britânica. O problema era no entanto fazer chegar as ordens ao interior do campo. A difícil e perigosa missão seria cometida ao MI9 do tenente-coronel Lindsay Ride e à sua rede de espiões do “BAAG” (British Army Aid Group), os únicos que mantinham canais de comunicação com os campos de internamento e com a resistência no interior de Hong Kong. As ordens de Londres foram recebidas por telégrafo por Y. C. Lyang, que de imediato as transmitiu ao cônsul britânico John Reeves. A missão de entregar as ordens em mão a Gimson recaiu sobre o médico Eddie Gosano, que para o efeito recebeu o nome de código de “Phoenix”. Juntamente com Gosano seguiria Roger Lobo.
Roger Lobo seguiu com o agente "Phoenix" na missão secreta a Hong Kong



Para além de entregar as instruções de Londres ao antigo secretário colonial, os dois tinham por missão contactar várias figuras de Hong Kong que deveriam colaborar no restabelecimento da administração britânica de Hong Kong. Inicialmente “Phoenix”, Roger Lobo e o próprio Lindsay Ride opuseram-se à missão tendo em conta a enorme dificuldade que representava a travessia do Rio das Pérolas enxameado de navios patrulha japoneses, milícias navais pró nipónicas e bandos de piratas sem quaisquer lealdades assumidas que apenas aproveitavam a caótica situação para pilhar o que podiam. Uma travessia assim poderia levar semanas a efectuar, afirmava Ride e a vida dos agentes corria sérios riscos. O assunto resolveu-se quando Y. C. Lyang, que controlava a rede clandestina de navios de pesca que garantiam o fluxo de mantimentos entre o Vietname e Macau iludindo o bloqueio japonês, garantiu que a viagem seria feita rapidamente e com toda a segurança, designando para o efeito uma escolta constituída por quatro guerrilheiros armados e largamente experimentados nas andanças dos mares do Sul da China. Vencidas as hesitações o pequeno grupo de homens disfarçados de pescadores partiu num velho junco a motor com destino a Hong Kong, conseguindo passar incólume, como Y. C. Lyang tinha garantido, através da perigosa selva em que se tinha transformado o Delta nos últimos anos. A velha embarcação ainda avariou várias vezes durante o percurso, o que transformou a viagem que normalmente não duraria mais do que 12 horas numa angustiante eternidade para Gosano e Lobo. Mas finalmente os dois puderam aportar sãos e salvos no cais de Kennedy Town. Chegados a Hong Kong, Gosano contactou de imediato o seu colega Selwin Clarke, fazendo-lhe saber que ficava a partir daquele momento responsável pelos serviços de saúde e particularmente pelo processo de distribuição de alimentos à população e recuperação dos inúmeros prisioneiros de guerra afectados pela fome e em precárias condições de saúde. Para o efeito aproveitaria o sistema em vigor implementado pelos japonesas garantindo o seu continuado funcionamento. Outra personalidade contacta foi Sir Robert Kotwall, que tinha sido o último e mais categorizado deputado do Conselho Legislativo de Hong Kong, antes da ocupação. As razões para este contacto com Kotwall, notório colaboracionista, permanecem ainda hoje um mistério. Isto tendo em conta que até Lindsay Ride se tinha oposto a tê-lo sequer em consideração. A verdade é que o próprio Kotwall, que sabia que a queda dos japoneses estava eminente, se eximiu, declarando-se indisponível por tempo indeterminado para o exercício de toda e qualquer função oficial alegando motivos de saúde. Kotwall não recebeu Gosano, tendo-lhe sido indicado que contactasse antes Man Kam Lo (genro de Sir Robert Ho Tung), que era tacitamente aceite como o líder da comunidade chinesa de Hong Kong. Finalmente “Phoenix” rumou a Stanley, onde entrou com facilidade entregando as ordens que trazia num envelope selado, cujo conteúdo ignorava, ao secretário Francklin Gimson. Este não perdeu tempo e munido da carta patente que o nomeava governador empossou o presidente do Supremo Tribunal, e o “postmaster general” (director dos correios), Athol MacGregor e Gwynn-Jones, que consigo se encontravam internado no mesmo campo. Com essas três figuras fulcrais se iniciou a recomposição da administração e a restauração da soberania britânica de Hong Kong. De salientar em tudo isto o facto de nenhum dos elementos da “Coluna do Rio de Leste”, que tão bravamente se tinham batido contra a presença japonesa em Hong Kong ter sido tido ou achado na operação. É que logo à chegada dos navios da esquadra do Pacífico, o almirante Cecil Harcourt, fazia saber que as únicas forças combatentes reconhecidas seriam apenas e só as do Kwomintang. Isto, apesar da sua presença se ter feito sentir apenas na fase final do conflito nas imediações de Hong Kong e seguramente não com o objectivo de facilitar qualquer regresso dos ingleses.

Artigo da autoria de João Guedes, publicado a 18 de Maio de 2010 no seu blog que recomendo vivamente http://temposdoriente.wordpress.com/

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Postal raro

"Handstamped Ultramar by the Portuguese archives. Only known Proof unique example". A frase é retirada de um leilão da Internet onde este apelidado "postal raríssimo" está à venda por 1200 dólares como base de licitação. Segue-se a descrição do artigo em leilão na íntegra:
"From the ARCHIVES OF THE GOA (PORTUGUESE INDIA) POSTAL ADMINISTRATION
The item listed above is from an original Postal archive distributed by the UPU to its member nations for the period from approx. 1899 thru to 1942. Receiving authority specimens are of Philatelic importance as they provide confirmatory evidence that these were in fact distributed by the UPU. The best known Receiving authority specimen is the ‘ULTRAMAR’ handstamp applied either in violet or in blue to UPU distributions sent to the Portuguese Ministry for the colonies during the period 1895-1910 and all those distributed were applied with protective markings. The earliest issues are handstamped “ULTRAMAR”. In 1925 handstamped as COLONIAS in 1927-31 as ESPECIMEN IN 1932-39 as SPECIMEN and 1939-42 as AMOSTRA. These are extremely difficult to obtain and most of them are unique in todays world.
These Ultramar Overprints are recorded in Marcus Samuel’s book on UPU Specimens and have also been recorded by the experts in UK. Similar Ultramar overprints on stamps have appeared in auctions in the past few years by reputed auction houses."

Bilhete postal 14 Março 1898

terça-feira, 25 de maio de 2010

Memórias de Vitalina sobre o seu pai António de Matos Oliveira - 1ª parte

Inauguração da Gruta de N. Srª de Fátima em Macau a 13 de Novembro de 1950
(já noutro post contei a história desta gruta pelo que recomendo uma pesquisa no blog)
Inicío aqui um conjunto de posts dedicado a mais um militar que prestou serviço em Macau entre 1949 e 1951, António de Matos Oliveira. Este testemunho só foi possível graças ao empenho da sua filha, Vitalina de Matos Oliveira, a quem agradeço. A viagem rumo a Macau começou no dia 15 de Julho de 1949. Foi nesse dia que partiu do cais de Santa Apolónia o paquete "Niassa" com destino a Macau.
"Meu pai nasceu numa aldeia do concelho de Tondela. Cedo deixou a escola e ainda menino foi trabalhar no campo. Em Macau concluiu a instrução primária. Até ao fim dos seus dias manteve uma caligrafia bonita e sem erros de que muito se orgulhava. Gostava de ler, era atento aos acontecimentos no Mundo, muito lúcido e bom conversador, apesar da sua ligeira gaguez. Terá sido o meu pai um dos alunos do senhor Marrucho*? Se foi teve um bom mestre, mas o aluno não o desiludiu."
* referência a Luís Marrucho outro antigo militar sobre o qual tb já aqui coloquei um post.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Jardim-Miradouro Laurinda Marques Esparteiro

Jardim-miradouro Laurinda Marques Esparteiro, esposa do governador Joaquim Marques Esparteiro (1951-1956), foi construído entre 1954 e 1955. Era conhecido pela existência de uma cruz no miradouro situado no topo. Em 1956, o Concelho das Ilhas deliberou denominar o miradouro de "Dra. Laurinda Marques Esparteiro". Na imagem dois postais do início da década de 1960.
Joaquim Marques Esparteiro (Mouriscas, 28 de Janeiro de 1895 - 1976). Oficial da Marinha, governador de Macau. É irmão de António Marques Esparteiro, também um notável oficial da Marinha.
Frequentou a Escola Naval e depois a Universidade de Coimbra onde se formou em Matemática. Foi também professor de Balística, Cálculo e Mecânica. Em 11 de Abril de 1953 foi promovido ao posto de contra-almirante.
Comandou a canhoeira Pátria, o tropedeiro Mondego, os avisos Gonçalo Velho e Gonçalves Zarco. Comandou a esquadrilha de contratorpedeiros nas manobras militares de 1938.
Foi chefe do Departamento Marítimo de Moçambique (1943-1948); director do Instituto Superior Naval de Guerra (a partir de 9 de Novembro de 1948 e novamente a partir de 16 de Janeiro de 1957); Subchefe de Estado-Maior Naval (1951) e Governador de Macau (1951-1956).
Condecorações: medalha de prata do Socorro a Náufragos, de ouro de Comportamento Exemplar, de Mérito Militar de 1.ª classe; comendas da Ordem de Santiago e da Instrução Pública, grã-cruz da Ordem de Avis e a Ordem de Mérito Naval de Espanha.
No âmbito da sua profissão publicou muitos estudos e manuais técnico-navais.
Em 12 de Setembro de 1951 assume o cargo de governador de Macau tarefa que desempenhará até 28 de Fevereiro de 1956.
Macau não é uma realidade desconhecida para o novo governador. Entre 1921 e 1924 Joaquim Marques Esparteiro servira no território como comandante da canhoneira Pátria, e nesse tempo conheceu pela primeira vez as complexidades da realidade regional.
A nomeação data de 12 de Setembro de 1951 e a tomada de posse no Ministério do Ultramar é em 8 de Outubro do mesmo ano. Toma posse efectiva do cargo em Macau em 23 de Novembro de 1951.
No tempo do seu governo fazem-se melhoramentos no Tribunal da cidade na Sala Recreativa da Polícia, inaugura-se a Central Eléctrica da Taipa e um busto de António de Oliveira Salazar no Senado. Inicia-se também a construção do bairro junto à Praia Grande, uma obra há muito planeada mas que só então foi possível concretizar.
Atribui-se-lhe também o equilíbrio das finanças, o aumento da assistência e social. Foi durante o seu governo que se deu a abertura de novas artérias e a construção do mercado de San Fa Un, bem como a inauguração da primeira fase do hospital Conde de S. Januário e da escola Luís de Camões. Na área das comunicações também se verificaram progressos com a dragagem do Porto Exterior e o estabelecimento de comunicações radioeléctricas com a Inglaterra, Estados Unidos, Japão, Filipinas e Formosa, do mesmo modo se verificou um desenvolvimento dos correios, telégrafos e telefones especialmente com a abertura da nova Estação Central na Taipa.
Uma das tarefas mais delicadas de que se teve de ocupar foi a resolução do conflito nas fronteiras.
In "Marinheiros Ilustres Relacionados com Macau", Manuel Teixeira, Macau, Centro de Estudos Marítimos, 1988
NA: para mais informações sobre o Governador Marques Esparteiro utilizar motor de pesquisa.

domingo, 23 de maio de 2010

José Feliciano de Castilho: 1838-1864

A 22 de Janeiro de 1882 a "revista universal" "Jornal do Domingo " fazia o relato - numa espécie de efeméride 22 anos depois - do naufrágio do brigue Mondego que aconteceu a 22 de Janeiro de 1860. Era director da publicação Manuel Pinheiro Chagas.


Cavaleiro da antiga ordem da Torre e Espada, segundo tenente da armada, engenheiro hidrógrafo, etc.
N. em Altona, na Dinamarca, a 28 de Julho de 1838, fal. no Funchal a 10 de Dezembro de 1864. Era filho de José Feliciano de Castilho Barreto e Noronha, e de sua mulher, D. Mariana Maynard de Castilho.
Seguindo a carreira da marinha, estudou o curso preparatório na Escola Politécnica de Lisboa nos anos de 1851 a 1853, tendo 13 anos de idade. Findo o curso, durante o qual foi nomeado aspirante de terceira classe em 9 de Agosto de 1853, e de segunda em 1 de Setembro do mesmo ano, matriculou-se na Escola Naval, e seguiu o curso de marinha, indo nas férias de 1856 em viagem de instrução às ilhas da Madeira e dos Açores a bordo da corveta Porto, já com o posto de aspirante de primeira classe a que fora promovido em 15 de Julho. No Verão de 1853 concluiu o curso especial de marinha, e embarcou em 11 de Julho no brigue Mondego, para a sua primeira estação na China. O brigue largou a barra de Lisboa no dia 25 de Novembro desse ano, e a 10 de Fevereiro de 1856 ancorava na baía da Mesa, estendendo-se na sua frente a risonha cidade do Cabo. Seguindo a viagem, o brigue cruzou o oceano Índico, nos fins de Abril entrou no estreito de Sunda, a 30 surgiu em Anger, vila holandesa, achando-se ao primeiro de Maio no mar de Java, aportando depois em Singapura. No dia 29 de Maio, com 6 meses e 5 dias de viagem, chegou a Macau, cidade que ia ser o ponto central da sua estacão. Castilho foi promovido a guarda-marinha em 3 de Outubro de 1856, e a segundo tenente em 15 de Novembro de 1858.
Na sua estação da China assinalou-se com actos de valor e provas de talento. Ora seguia no seu navio, que formava esquadrilha com as lorchas, em viagens expedicionárias para exigirem satisfações ao pirata Táo-táo, ora, assim como seus camaradas, era designado para comissões especiais. Embarcado na lorcha Amazona, por ocasião do bombardeamento de Cantão, presenciou a ataque de French Folly, foi recebido pelo almirante Seymour, e também depois o tornou a ser pelo almirante Hope a bordo da sua fragata a vapor. Seguiu-se a prolongada excursão do Mondego, e nele percorreu Castilho quase todas as baías na costa da China, até fundearem a oeste da ilha de White-dog. No dia imediato entravam no rio Min, ancorando junto à boca do aYm-qui-pai. Esta expedição tinha por fim perseguir a esquadrilha do pirata Alen-kai. Depois de quatro anos, o brigue Mondego ia finalmente abandonar a China. No dia 1 de Dezembro de 1859 levantou forro, e seis dias depois chegou às alturas de Singapura, onde arribaram no dia 10, para o reparo duma pequena avaria no costado, tornando a partir no dia 20. Durante um mês seguiu viagem sem nenhum revés, porém, a 19 de Janeiro de 1860 estando no oceano Índico levantou-se um temporal de leste, e o brigue começou a fazer água, por se terem soltado a bordo algumas tábuas do forro exterior. 0 perigo foi aumentando progressivamente, e na noite de 21 para 22 o navio estava perdido. Trabalhava-se a bordo com o maior heroísmo, conservando-se, quanto possível o sangue frio, mas a desesperança era geral. Pela madrugada divisou-se uma sombra, era uma vela. A alegria depressa veio animar os pobres náufragos. Às 9 e meia da manhã o navio salvador avistou-os; era a barca americana Uriel. Às 11 e meia o Mondego pôde passar-lhe por diante, e foi então que a barca o reconheceu corno navio de guerra português Depois de grandes esforços de parte a parte, os dois navios conseguiram aproximar-se. O Mondego apelou para os escaleres, apesar de se não poderem suster com o horroroso temporal. O mar levantava-se em montanhas, e foi com dificuldade extrema que arrearam o escaler pequeno e a lancha. Todos os oficiais se tinham sempre havido dignamente naqueles dias de transe, mas neste momento principiou o grandioso papel de José de Castilho. O comandante encarregou-o de conduzir as mulheres e os doentes, perguntando-lhe se se atrevia a conduzi-los no escaler pequeno. Castilho respondeu-Ihe que cumpriria esta comissão, duvidando todavia do bom resultado. Saltou para o escaler, e muito custo e com multo perigo desceram as mulheres e os doentes. O escaler largou, e seguiu por entre duas montanhas de água, que pareciam quererem-se fechar sobre ele. A lancha, que era comandada pelo segundo tenente Santa Bárbara, largou em seguida. A Uriel conseguiu recolher alguns náufragos; em que se contou José de Castilho, depois das maiores provas de coragem e de abnegação, com que lutou para arrancar à morte aqueles infelizes no meio dos maiores perigos, heroísmo que imortalizou o seu nome. O naufrágio do brigue Mondego está minuciosamente descrito no livro do falecido escritor D. António da Costa, José de Castilho, o herói do Mondego A Uriel veio desembarcar os náufragos na ilha Maurícia no dia 3 de Fevereiro, desviando-se do destino que levava, pois que vinha de Calcutá e se dirigia a Boston. No dia 6 os náufragos deixavam aquela ilha, embarcando na barca inglesa West Derby.
No fim duma viagem muito demorada em que apanharam grandes calmarias, chegaram a Lisboa a 26 de Abril. Restituído aos braços de sua família José de Castilho descansou afinal de tantas fadigas. Acedendo aos desejos de sua mãe, obteve licença, pela portaria de 12 de Setembro, para seguir o curso de engenharia hidráulica, no qual se matriculou em Outubro. Pela segunda vez frequentava a Escola Politécnica, concluindo o curso no fim de três anos a 21 de Julho de 1863, obtendo valores de prémio em 5 das 7 cadeiras de que se compunha aquela habilitação superior. Concluído o curso fez tirocínio da sua nova posição na direcção geral dos trabalhos hidrográficos do reino até Julho seguinte. Só em 1864 é que José de Castilho recebeu dos poderes públicos uma remuneração pelos feitos heróicos praticados por ele no naufrágio do brigue Mondego. Por decreto de 26 de Abril desse ano, foi lhe concedida, por proposta do ministro da marinha, então José da Silva Mendes Leal, a mercê de cavaleiro da antiga ordem da Torre e Espada. Bem conhecido era o heroísmo com que, se, portara, e até o próprio capitão da Uriel, Walker, publicara no Diário Oficial do Brasil de 27 de Fevereiro de 1864, urna carta, que dirigira a seu pai, o conselheiro José Feliciano de Castilho, onde se liam as frases mais elogiosas. Em Julho do referido ano de 1864, foi encarregado de auxiliar seu irmão, Alexandre Magno de Castilho, na comissão hidrográfica do porto e barra do rio Minho, para onde partiu no dia 7. A 16 de Agosto o chefe da comissão hidrográfica participava ao director geral que José de Castilho se sentia muito doente, e piorava de dia para dia. Por ofício do mesmo director, de 6 de Setembro seguinte, foi mandado recolher a Lisboa, onde chegou a 10. A sua doença era a tísica; para procurar alguns alívios, obteve licença da junta de saúde naval, a 16 de Outubro, e partiu para a ilha da Madeira, em companhia de sua mãe, onde chegaram no dia 17, em Dezembro seguinte falecendo.
in "Portugal Dicionário Histórico"

Joaquim Mourão Garcez Palha: 1775-1850

Fidalgo cavaleiro da Casa Real, por alvará de 20 de Março de 1820, passado no Rio de Janeiro; do conselho da rainha D.Maria II; chefe de divisão da Real Marinha de Goa; comendador honorário da Ordem de Cristo, cavaleiro professo na mesma Ordem; governador geral do Estado da Índia, governador da cidade do Santo Nome de Deus de Macau, etc.
Nasc. a 8 de Agosto de 1775, fal. a em 26 de Junho de 1850. Era filho de Cândido José Mourão Garcez, fidalgo cavaleiro da Casa Real, governador de Damão, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de sua mulher, D. Ângela Maria de Sousa Rancosa.
Joaquim Mourão Garcez Palha foi governador da fortaleza e cidade de Diu, em 1800, e governador da cidade do Santo Nome de Deus de Macau, em 1825. Sendo capitão de mar e guerra, foi-lhe entregue o comando da fragata Salamandra, que de Goa partiu para Macau em 1822, conduzindo um destacamento de tropas sob as ordens do major José Cabral de Estefique, afim de libertar a cidade de Macau das extorsões que sofriam os seus moradores de um bando de facciosos, que se haviam apoderado do governo da mesma cidade. No desempenho desta comissão houve tanta prudência e bom êxito, que D. João VI, por carta régia de 4 de Maio de 1825 aos juízes, vereadores e procurador do Senado de Macau, e por proposta destes e do vice-rei da Índia, lhe concedeu, além da comenda honorária da ordem de Cristo, a pensão anual de 500 taés, pelos rendimentos da alfândega de Macau, com sobrevivência aos seus descendentes legítimos. Joaquim Mourão Garcez Palha casou com D. Lizarda Joaquina de Mendonça Corte Real, filha de Xavier de Mendonça Corte Real, moço fidalgo da Casa Real, capitão de mar e guerra da marinha de Goa, e de sua mulher, D. Violante Luísa Pereira de Castro. Deste consórcio, além de outros filhos, houve o 1.º visconde de Bucelas, Cândido José Mourão Garcez Palha, e o 1.º barão de Combarjúa Ludovico Xavier Mourão Garcez Palha.
in "Portugal Dicionário Histórico"


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tufão em 1923

A 18 de Agosto de 1923 um tufão (ciclone tropical) atingiu Macau. Balanço: cerca de duzentos prédios destruídos, dezenas de barcos afundados e 400 pessoas mortas.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Postal: década de 1970

Carteira de selos: 1989

"Macau Antigo" na última edição da Revista Macau

Na edição de Março 2010 (nº 18 - 4ª série) o Blog Macau Antigo é alvo de um extenso artigo intitulado "A saudade num clique". Para ler um excerto da entrevista (com texto de Raquel Dias e fotos de João Cortesão) é só 'clicar' neste link:http://www.revistamacau.com/rm.asp?id=018090
Em Portugal a revista pode ser adquirida na Livraria da Delegação do Turismo de Macau (Av. 5 de Outubro, Lisboa.. onde foram feitas as fotografias) e na Casa de Macau.
NA: correcção a duas informações do artigo: o livro "Liceu de Macau 1893-1999" foi editado em Setembro de 2007 e não em 2009; iniciei oficialmente o blog Macau Antigo em Março de 2009.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Década 1930: porto de Cantão

Grupo de militares
Pode ler-se Canton & Macau Line Steamers
Era neste cais que se fazia a ligação marítima a Macau através dos barcos a vapor.
"The principal sights of Canton, the largest city of South China, may be visited in a day. Leaving Hong Kong in the evening by one of the steamers of the Hong Kong, Canton & Macao Steamboat Co. Ltd, we arrive at the Canton Wharf about 1 o'clock next morning. It is recommended to engage a guide here at once, as without one, it is impossible to find one's way in the Chinese city. If one intends to remain for a day only, it will be the best to arrange, beforehand, with the Manager of the Victoria Hotel, for tiffin (light lunch) to be sent to the Five Storey Pagoda. The most important temples of Canton are: the Temple of the 500 Genii, the Kun Yam Temple, the Chun-Ka-Chie Temple (Ancestral Temple of the Chun Family), the Temple of the 5 Genii, all of which are well worthy of a visit, as well as the Flowery Pagoda. The Five Storey Pagoda, in the vicinity of the latter, is the large North Gate of the ancient Canton city wall. All these places are generally visited before tiffin, which latter, should be ready at the Five Storey Pagoda as mentioned above. In the afternoon, the rice-paper picture painters, kingfisher-feather workers, old embroidery dealers and lacquer ware shops should be visited, followed by the Tung Shing ivory & sandal wood workers and lastly the Nam Hoi Prison. On the way through the city, the long signboards of the shops and the Chinese engaged openly in their work inside are very interesting. Seen from the steamer on leaving Canton, the beautiful French Cathedral in the middle of the populous Chinese city affords a peculiar view. The fee for a guide is 1 Dollar for half-a-day and 2 Dollars for a whole day for one person. For several persons, the usual charge is 1 Dollar per person. Chair hire is 50 Cents per coolie, and it is customary to provide a chair for the guide at the same time. The small expenses connected with viewing the temples, pagodas etc. should not exceed 2 Dollars. The Victoria Hotel is recommended. The steamers leave Canton generally between 5 and 6 p.m., arriving at Hong Kong about midnight."
Excerto de um guia turístico do início do século XX sobre a cidade de Cantão.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A perigosa neutralidade de Macau na Guerra do Pacífico (I)


Durante a “Segunda Grande Guerra Mundial”, Macau viveu um dos períodos mais complicados da sua história. Colónia diminuta extravasava largamente as suas proporções geográficas em termos políticos tendo em conta que era o único território neutral do Extremo Oriente. Esse estatuto decorria, naturalmente, da posição de não beligerância declarada pelo governo de Lisboa face às potências em conflito. Todavia tudo não passava de um neutralidade perigosamente encapotada.
Ao contrário de Lisboa que, durante uma grande parte da hecatombe, pendeu para as forças do “Eixo”, Macau tomou desde logo uma atitude claramente favorável aos aliados. Essa situação tornava-se desde logo compreensível e explicável tendo em conta, não só a distância que a separava de Portugal funcionando assim num contexto géo-político muito diverso, mas principalmente, a influência britânica que se fazia sentir primordialmente através de laços familiares da comunidade macaense com as de Hong Kong, Xangai e Singapura (esta em menor grau, mas mesmo assim sensível), que eram colónias britânicas, ou, no caso de Xangai, onde a preponderância inglesa se fazia sentir mais do que outras.
Esse facto fez com que, depois da ocupação de Hong Kong pelos japoneses, no Natal de 1941, Macau se transformasse no mais importante centro de apoio e espionagem atrás das linhas inimigas (japonesas) dos aliados na China.
Para o efeito contribuiu decisivamente a imigração massiva para Macau, não só de macaenses, mas também dos cidadãos britânicos que residiam em Hong Kong e que conseguiram fugir antes de serem capturados e internados nos campos de concentração ali instalados pelos japoneses, onde muitos passariam os quatro longos e penosos anos que durou a ocupação e alguns neles acabariam por perecer.
Através de artifícios legais e diplomáticos, os fugitivos foram recebidos e instalados em Macau, pelo governador Gabriel Teixeira, permanecendo sob a protecção da bandeira portuguesa e à responsabilidade do cônsul inglês na cidade John Reeves. Na verdade este limitava-se a conceder uma protecção pura e simplesmente formal, já que não possuía meios para o efeito e se encontrava rigorosamente vigiado pela polícia política japonesa (Kempentai) que operava no território com a mesma, ou quase tanta liberdade quanto a polícia portuguesa. Discretamente o apoio aos refugiados era oferecido, de facto, pelo governo português, que auxiliava utilizando, para o efeito, diversas organizações não governamentais, nomeadamente a Igreja Católica.
Dessa forma, o governo evitava a hipótese de vir a ser acusado de quebra das condições de neutralidade por qualquer apoio directo que concedesse aos cidadãos ingleses, ou de outros inimigos do “Império do Sol Nascente” arriscando-se a sofrer a mesma sorte que Timor.
Tudo isso pese embora o facto de Tóquio saber muito bem que em Macau operava, não uma, mas várias redes hostis à ocupação. Essas redes não só se encarregavam de fornecer preciosas informações ao alto comando anglo-americano, sobre as movimentações militares terrestres e navais nipónicas, como se incumbiam também, de coordenar acções de sabotagem contra alvos designados em toda a região costeira do Sul da China, para além de furarem os bloqueios e garantirem o fornecimento de meios de subsistência às populações.
Essas redes, algumas das quais ficariam célebres apoiavam-se no mar nas diversas “tríades” que uniam os pescadores que enxameavam as rotas existentes entre a miríade de ilhas e ilhotas que pontuam as costas de Guangdong, para Sul através da ilha de Hainão, até ao Golfo de Tonquim.
Em terra apoiavam-se essencialmente na chamada “East River Column”(ERC). “Coluna do Rio de Leste” em português. Tratava-se de um forte grupo de guerrilheiros, baseados em diversos pontos do Delta das Pérolas, liderado e esmagadoramente constituído por elementos do Partido Comunista da China (PCC) bem integrados e apoiados pelas populações. A ERC, estava dividida em grupos de combate e possuía diversos aquartelamentos instalados em pontos inacessíveis das montanhas da região.
Duas das suas mais importantes bases de operações situavam-se nos Novos Territórios de Hong Kong e na ilha de Lantau, pontos fortes que operaram sem interrupção durante todo o conflito. A ERC, mantinha-se em contacto com a liderança central do PCC, através de potentes postos de rádio bem escondidos naqueles dois locais e que apesar das diversas investidas japonesas nunca foram neutralizados.
O seu núcleo de Macau, contribuiu desde o início com 50 homens armados. Este grupo nunca diminuiu em número e capacidade de combate e parece ter mesmo ganho maior dimensão à medida que o conflito foi avançando, embora não se conheçam dados claros sobre as suas forças.
Um terceiro posto de rádio secreto encontrava-se em Macau, tendo igualmente operado sem interrupções até ao final da guerra, a partir da Escola Salesiana, situada na Rua Central, onde se encontrava dissimulado e que a polícia japonesa nunca conseguiu detectar.
Este centro de comunicações porém não estava ligado à ERC, mas sim ao MI9, a rede de inteligência britânica que operava a partir de Chonqing, capital da China livre (1937-45), local onde se encontrava também a sede do governo nacionalista liderado pelo Kwomintang.
MI9 era a designação operacional do “British Army Aid Group” (BAAG) organização paramilitar das forças aliadas, que tinha sido criado na sequência da ocupação japonesa de Hong Kong.
O BAAG, foi formado, por Sir Lindsay Tasman Ride, professor de fisiologia da faculdade de medicina da Universidade de Hong Kong, que participou como voluntário na defesa daquela colónia britânica com o posto de tenente-coronel. Lindsay Ride viria a ser capturado pelos japoneses e internado no campo de concentração de Sham Shui Po, de onde conseguiu escapar com o auxílio dos guerrilheiros da ERC e atingir Chongqin. Ali sugeriu a criação da organização que viria a ser o MI9 de que assumiria o comando.
O MI9 destinava-se a auxiliar o esforço de guerra aliado e particularmente a restaurar a moral e o prestígio britânico duramente abalados após as quedas sucessivas de Hong Kong e Singapura às mãos dos japoneses.
A organização encarregava-se não só de recolher informações militares, mas também de organizar a fuga de prisioneiros de guerra, que depois de se restabelecerem e relatarem o que pudessem saber de interesse, eram reintegrados nas suas unidades de origem. Alguns eram-no no próprio MI9, onde eram treinados e posteriormente lançados em vários pontos da China para missões específicas.
De entre as fugas mais espectaculares organizadas por esta organização, conta-se, no que a Macau diz exclusivamente respeito, a do chefe da Repartição de Administração Civil, Menezes Alves, que discordava da política que o governador Gabriel Teixeira prosseguia em Macau e temia ser eliminado, embora não se saiba bem se pelo próprio governador, se pelos japoneses. Fosse como fosse, o MI9 conseguiu retirar secretamente Menezes Alves, de Macau e entrega-lo a salvo ao comando aliado em Chongqin, local de onde seguiu depois para Lisboa através de Goa.
Menezes Alves pretendia denunciar pessoalmente a actuação do Governador a Salazar. Todavia a denuncia, se ocorreu não produziu efeitos, já que Gabriel Teixeira, seria após o seu regresso a Lisboa agraciado pela forma como conduziu a política portuguesa em Macau durante a guerra, enquanto que Menezes Alves se perderia no anonimato da burocracia do Ministério do Ultramar sem mais dele se ouvir falar.
Em Macau, o MI9 era liderado por Y. C. Lyang, funcionário de Pedro Lobo, o todo poderoso chefe da Repartição dos Serviços Económicos. Y. C. Lyang, viria a tornar-se mais tarde em empresário de sucesso tendo sido o introdutor da Coca-Cola no Território.
Para além, de Y. C. Liang, vários portugueses faziam parte da rede de agentes secretos da organização. Entre muitos contava-se Jack Braga, destacado intelectual e autor de numerosos ensaios sobre a expansão marítima portuguesa dos séculos XVI e XVII no Extremo Oriente. Outro espião português do MI9, era o médico Eddie Gosano, figura distinta de humanista, que sob o nome de código de “Phoenix” haveria de ter um papel fulcral no restabelecimento do domínio britânico em Hong Kong, na sequência da rendição do Japão em 2 de Setembro de 1945.
A operação do agente Phoenix é um episódio dos muitos que ainda estão por contar sobre os cinco anos de perigosa neutralidade que Macau viveu durante os anos de fogo da Guerra do Pacífico.
Artigo da autoria do jornalista João Guedes publicado no seu blog Tempos d'Oriente e no Jornal Tribuna de Macau em Maio de 2010
50 avos: emissão de 1944

Selo de 1983

Postal de 1898

Envelope do 1º Dia: 1954


Emissão Comemorativa do aniversário da fundação da cidade de S. Paulo (Brasil)

domingo, 16 de maio de 2010

Álbum de fotografias de 1910

A day in Macau with a camera: soft cover book is 7 1/2 x 5" with approximately 66 pages. Photos taken by J. Arnold, dated Hong Kong 1910 and printed by St. Bride Works, Middlesborough, England.
Álbum de fotografias que encontrei à venda num leilão. É do início do século xx. O autor foi J. Arnold, provavelmente cidadão inglês já que foi aí que este pequeno álbum intitulado "um dia em Macau com uma câmera" foi impresso. Na imagem o templo de A-Ma na Barra.

sábado, 15 de maio de 2010

Conferência sobre arquitectura: 26 de Maio, 18 horas, Museu do Oriente

Aquitectura e Urbanismo de Macau 1999-2009 é o tema de uma conferência - com entrada livre - a proferir no Museu do Oriente - Sala Beijing, às 18h do dia 26 de Maio, pelo arquitecto José Romano, director da revista Arquitectura 21.
Na primeira parte da conferência José Romano fará a apresentação dos conteúdos recolhidos em Macau e que estão publicados no nº 21 da revista Arquitectura. Caberá depois ao arq. Manuel Vicente comentar a apresentação. No final, o jornalista e autor do blog Macau Antigo, João Botas, modera um debate com todos os participantes e fará uma resenha da evolução do espaço físico e social do território desde o séc. 16 até ao século 20.
NA: Na imagem aspecto da Praia Grande em 1986.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Patrocínio do Museu do Oriente

A partir de agora o blog Macau Antigo conta com o patrocínio do Museu do Oriente da Fundação Oriente.
O Museu do Oriente está nomeado para o prémio "Museu Europeu do Ano de 2010 - EMYA: European Museum of the Year Award", o mais importante galardão atribuído à museologia europeia desde 1977 e que visa premiar os espaços museológicos do velho continente que, além da sua qualidade, observem a diversidade e riqueza cultural da Europa e captem a atenção do público.
Prestes a completar dois anos de existência, o Museu do Oriente já viu o seu potencial reconhecido, ao ser galardoado com o prémio "Melhor Museu Português 2008", ano da sua abertura.
O mais recente motivo de visita prende-se com a mostra "Macau: Sentir o Património", da fotógrafa portuguesa Carmo Correia, residente em Macau desde 2000. São 32 fotografias que retratam alguns dos locais e monumentos classificados pela UNESCO, em 2005, como Património da Humanidade. Mas há muito mais para ver e sentir...
Informações úteis:
Morada: Av. Brasília, Doca de Alcântara, Lisboa
Tel. 21 358 5200
Horário: de terça a quinta-feira e ao fim de semana, 10h-18h; à sexta-feira, horário alargado, das 10h-22hPreços: €4, 0-5 anos grátis, 6-12 anos €2, >65 anos €2,50, estud. €2, sexta-feira 18h-22h grátis
Informações adicionais em: www.museudooriente.pt
NA: tb este mês, o blog recebeu um contributo de uma pessoa singular, com ligações a Macau, mas que prefere manter o anonimato. Obrigado!