Este antigo edifício fica no nº 8 da Estrada Coelho do Amaral, ao lado do antigo Quartel dos Bombeiros/agora Museu - e é uma relíquia da história da arquitectura da cidade.
Do pouco que consegui apurar começou por ser uma mansão, residência de um abastado cidadão chinês. Ao longo dos anos foi alvo de alguns 'acrescentos', nomeadamente no terraço original. Serviu ainda como armazém e loja. Os caracteres chineses a vermelho ainda se podem ver à entrada.
O edifício apresenta uma fachada que funde elementos ornamentais clássicos (ocidentais) com a tipologia de edifícios de uso misto populares na região. A varanda central do primeiro andar possui uma balaustrada de betão moldado com formas bulbosas ou urnas, um elemento decorativo ocidental comum. As varandas laterais têm balaustradas mais simples.
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| Ilustração criada por IA a partir de foto |
O recuo em relação à rua, protegido por um muro e portão, sugere um uso original como residência. O elemento mais impressionante é a galeria ou loggia no primeiro andar, definida por três grandes aberturas em arco de volta perfeita. Estas arcadas assentam em colunas cilíndricas maciças que atravessam o rés-do-chão e o primeiro andar, terminando em capitéis coríntios estilizados. O parapeito do telhado apresenta uma balaustrada de betão com aberturas retangulares mais simples.
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| Fachada lateral na Travessa dos Bombeiros Ilustração criada por IA a partir de fotografia |
Este edifício é um exemplar valioso da paisagem urbana. A sua arquitetura eclética combina uma estrutura clássica monumental com elementos funcionais locais, resultando num edifício único que sobreviveu à passagem do tempo. A sua preservação é crucial para a manutenção da identidade histórica de Macau.


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