MACAO. Geog.
Colonia portuguesa de la costa S. de China (prov. de Kwang-tung) en la desembocadura del Cantón, á 101 km. al SE. de Cantón y á 60 km. al O. de Hong-Kong, en una pequeña península, unida con la isla de Hiang-shan por medio de un pequeño istmo. Las murallas que existían en toda la long. de la frontera, y en cuyas puertas había antiguamente centinelas chinos, están totalmente derruídas. En la península, además de la ciudad de Macao, hay tres ald., á saber: Mong-ha, Patane y Lappa. También pertenecen al dominio portugués las islas Taipa y Colovane [Coloane]. Su extensión total es de 11,75 km², con 78.627 h., de ellos 3.898 portugueses y algunos españoles é ingleses que lo sano del clima atrae de Hong-Kong. Macao perteneció, hasta 1844, al gobierno general de Goa, y forma, desde 1896, un solo gobierno. El comercio, monopolizado por los chinos, es muy importante.
MACAO. (Llamada en portugués Cidade do Santo Nome de Dios de Macao.)
Geog. Ciudad de la costa meridional de China, correspondiente á la prov. de Kwang-tung y sit., aproximadamente, á los 22º 20' N., al OSO. de Hong-Kong y á unos 100 km. de Cantón. Forma parte de la colonia portuguesa del mismo nombre y se levanta á orill. del estuario del río de Cantón ó de las Perlas, en el extremo S. de una península, cortada por numerosos esteros, que la convierten en isla. La ciudad propiamente dicha cuenta 74.866 h., de los que 3.919 son blancos, entre ellos 3.780 portugueses; 60.057 chinos, y 154 pertenecen á diversas naciones. Se divide en dos barrios, el chino y el europeo, y está rodeada de colinas con fuertes de poca importancia. En el barrio europeo, bien edificado, aunque con muchas pendientes, hay buenas casas con jardines, un paseo llamado Praia Grande, el hospital, el Senado, cinco templos, entre ellos la catedral de San Pablo; varias capillas y un muelle semicircular que mide más de 1 km. En un jardín cercano á la iglesia de San Antonio se encuentra una gruta donde, según la tradición, terminó Camoens sus Lusiadas. El barrio chino es sucio y de calles estrechas, pero muy animado y comercial. La rada, defendida por algunos islotes, tiene muy poco fondo, de manera que los buques de gran porte tienen que anclar á 9 ó 10 km. de la ciudad. El comercio, antes muy importante, ha decaído; se reduce casi todo al de tránsito y está, en su mayor parte, en manos de los chinos. En 1910 se exportaron por él mercancías consistentes en añil, arroz, azúcar, té, seda, etc., evaluadas en 6.707.360 escudos, y se importaron por valor de 7.322.040.
in Enciclopedia Universal Ilustrada Europeo-Americana, 1930
![]() |
| Inclui uma fotografia tirada da colina da Guia sobre a Fortaleza do Monte e Porto Interior |
Tadução/Adaptação
MACAU. Geogr.
Colónia portuguesa da costa sul da China (província de Kwang-tung) na foz do Cantão, a 101 km ao SE de Cantão e a 60 km ao O de Hong Kong, numa pequena península, unida à ilha de Hiang-shan por meio de um pequeno istmo. As muralhas que existiam em toda a extensão da fronteira, e em cujas portas havia antigamente sentinelas chinesas, estão totalmente destruídas. Na península, além da cidade de Macau, há três aldeias, a saber: Mong-ha, Patane e Lapa. Também pertencem ao domínio português as ilhas da Taipa e Coloane. Sua extensão total é de 11,75 km², com 78.627 habitantes, dos quais 3.898 portugueses e alguns espanhóis e ingleses que o clima saudável atrai de Hong Kong. Macau pertenceu, até 1844, ao governo geral de Goa e forma, desde 1896, um só governo. O comércio, monopolizado pelos chineses, é muito importante.
MACAU. (Chamada em português Cidade do Santo Nome de Deus de Macau.)
Geogr. Cidade da costa meridional da China, correspondente à província de Kwang-tung e situada, aproximadamente, aos 22º 20' N., ao OSO de Hong Kong e a cerca de 100 km de Cantão. Faz parte da colônia portuguesa de mesmo nome e ergue-se à margem do estuário do rio de Cantão ou das Pérolas, no extremo sul de uma península, cortada por numerosos esteiros, que a convertem em ilha. A cidade propriamente dita conta com 74.866 habitantes, dos quais 3.919 são brancos (entre eles 3.780 portugueses); 60.057 chineses, e 154 pertencem a diversas nações. Divide-se em dois bairros, o chinês e o europeu, e está rodeada de colinas com fortes de pouca importância. No bairro europeu, bem edificado, embora com muitas ladeiras, há boas casas com jardins, um passeio chamado Praia Grande, o hospital, o Senado, cinco templos, entre eles a catedral de São Paulo; várias capelas e um cais semicircular que mede mais de 1 km. Num jardim próximo à igreja de Santo António encontra-se uma gruta onde, segundo a tradição, Camões terminou os seus Lusíadas. O bairro chinês é sujo e de ruas estreitas, mas muito animado e comercial. A enseada, defendida por alguns ilhéus, tem pouca profundidade, de modo que os navios de grande calado têm de ancorar a 9 ou 10 km da cidade. O comércio, anteriormente muito importante, entrou em declínio; reduz-se quase todo ao de trânsito e está, na sua maior parte, nas mãos dos chineses. Em 1910, exportaram-se por ali mercadorias consistentes em aniz, arroz, açúcar, chá, seda, etc., avaliadas em 6.707.360 escudos, e importaram-se valores de 7.322.040.

Sem comentários:
Enviar um comentário