Comparando com Macau do século XXI sobressaem algumas diferenças neste mapa da década de 1980: a superfície bem mais pequena que a actual (nesta altura ainda havia a baía da Praia Grande), só uma ponte a ligar a península à ilha da Taipa e o istmo Taipa-Coloane que foi 'engolido' pelo que é hoje a zona denominada de Cotai.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
José M. Braga (1897-1988): Jack Braga
Outro dos posts dedicados a Jack Braga:
António Aresta, docente e investigador, publicou a 14 de Abril de 2011 no Jornal Tribuna de Macau este texto sobre a vida e a obra de José Maria Braga que o pintor Fausto Sampio retratou (imagem de cima) em 1936 na sua passagem por Macau.
Erudito e eclético investigador da história dos portugueses em Macau e no extremo-oriente, José Maria Braga (1897-1988), assinava Jack Braga, prestou incontáveis serviços à cultura portuguesa. Natural de Hong Kong, era um “homem de grande estatura, olhos claros e brilhantes”, oriundo de uma família de pioneiros do estabelecimento da colónia britânica, onde o seu pai tinha sido director do influente “Hong Kong Telegraph”.
José Maria Braga gostaria de ter sido médico. A sua filha Maria Braga recorda esse passado: “as lágrimas deslizaram-lhe pelo rosto abaixo e nunca mais se voltou a falar sobre isso. Tinha apenas 15 anos e tinha recebido há pouco os resultados do seu exame de aptidão – fora o melhor aluno em toda a colónia de Hong Kong. Os irmãos do Colégio de S. José vieram à sua residência e deram-lhe instruções para solicitar uma bolsa de estudo para ingressar na Escola Médica. O seu pai, o ilustre J.P.Braga, chegou a casa e ordenou-lhe para não fazer o requerimento, porque se esperava que ele começasse a trabalhar e a ajudar a família. Depois de tudo, era o filho mais velho de uma família de 13 crianças”.
A família retorna a Macau no início dos anos vinte, e José Maria Braga ingressa no Seminário de S. José, na qualidade de Professor. Aqui leccionou Inglês, Literatura Inglesa e Inglês Comercial, durante vários anos, aos jovens macaenses que alimentaram a diáspora comercial em Hong Kong, Cantão, Xangai, Banguecoque, Yokohama e Tóquio. Casou em Macau com Augusta Isabel Osório da Luz, em 1924.![]() |
| Jack Braga com a mulher |
Dotado de uma infatigável curiosidade intelectual, como refere a sua filha Carolina Braga, “dedicava a maior parte do seu tempo livre à pesquisa histórica, depois do seu trabalho como gerente da Watco, uma empresa de fornecimento de água da China para uso em Macau. Trabalhava também nas actividades de importação e exportação”. Como consequência disso a sua obra é muito vasta, pelo que aponto alguns títulos: “Picturesque Macao”, 1926; “The Americans in Macao and South China”, 1930; “Early Medical Practice in Macao”, 1935; “A Biblioteca do Capitão C.R.Boxer”, 1938; “O Ínicio da Imprensa em Macau”, 1938; “Os Alvores da Impressão Xilográfica em Macau”, 1941; “Os Tesouros do Colégio de São Paulo”, 1942; “China Landfall: Jorge Álvares voyage to China”, 1955; “Macao: a short handbook”, 1963; “A Voz do Passado”, 1964; “O Ensino da Língua Portuguesa em Hong Kong”, 1969.
Na apresentação da obra de seu pai, José Pedro Braga, intitulada “The Portuguese in Hong Kong and China: their beginning, settlement and progress during one hundred years”, publicada no volume XII (1978), do Boletim do Instituto Luís de Camões, de Macau, (243 páginas), José Maria Braga escreveu o seguinte: “This is José Pedro Braga’s book. Nay, it it his tribute to his race, the Portuguese in China. ‘Our people’, he called them. None better than he knew the latent worth of these people. None better than he could tell of all that was best in them. None better than he understood their frailties”. Como se observa, o sentido da verdade está bem acima das emoções ou das conveniências.
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| do livro "short handbook" |
A faceta de bibliófilo merece uma nota breve.
A sua biblioteca particular estava recheada de verdadeiras preciosidades, entre livros, colecções de jornais e revistas, manuscritos, mapas, cartas, gravuras, fotografias ou pinturas. Tudo amorosamente coleccionado ao longo dos anos, por vezes em sadia competição com Charles Boxer, de quem era grande amigo.
Em 1966, na ressaca do maoísmo radical, que em Macau ficou celebrizado no 1-2-3, que trouxe grande instabilidade social e política, todo esse enorme e valiosíssimo acervo foi disputado por universidades e bibliotecas nacionais de diversos países. Acabou por ser adquirido pela Biblioteca Nacional da Austrália, a terra da família da sua mãe.
Nasceu, assim, “The Braga Collection in the National Library of Australia : The Portuguese in Asia and the Far East”, cujo Catálogo é o retrato cultural de José Maria Braga, um espírito eclético e com interesses pluridimensionais. Vale a pena folhear o Catálogo.Entre tantos espécimes valiosos registo os seguintes: uma edição de 1489, da “Cidade de Deus”, de Santo Agostinho; de Gabriel de Magalhães, a “New History of China”, de 1688; uma versão italiana, de 1682, do “Colóquio dos Simples” de Garcia de Orta.
Contam-se por centenas as monografias dedicadas à segunda guerra mundial, com especial ênfase sobre o expansionismo japonês.
A hemeroteca revela-se, também, muito importante: jornais de Macau (Voz de Macau; Macao Tribune; Notícias de Macau; União; Renascimento), jornais de Hong Kong (Hong Kong Telegraph; South China Morning Post; Sunday Examiner), jornais de Portugal (Comércio do Porto; Diário de Notícias; O Primeiro de Janeiro; O Século), e outros (O Portuguez na China; Anglo-Lusitano; The Asian Student; The China Mail).
Na colecção de pinturas, destaque para as obras de Smirnoff, Chinnery, Fausto Sampaio, Marciano Baptista, George West ou Charles Smith. E ainda, mapas antigos de Portugal, Macau, Hong Kong, Cantão, Nanquim e Pequim. Todo este manancial de informações é importante demais para ficar esquecido, subaproveitado ou para fazer esquecer o seu patrono.
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| Cemitério de S. Miguel por Smirnoff |
Bem andou o governo de Macau, em 1993, através do Instituto Cultural de Macau, do Arquivo Histórico e da Biblioteca Central, ao promover uma homenagem a José Maria Braga, consubstanciada numa exposição biobibliográfica que esteve patente na Biblioteca do Leal Senado. Mas fica a sensação de que não terá feito tudo o que podia ou devia em tempo útil, sobretudo no plano simbólico. É, pois, inevitável a comparação com tudo quanto foi dispensado, e muito bem, a Charles Boxer.
José Maria Braga era académico correspondente, desde 1965, da Academia Internacional da Cultura Portuguesa. A coroa britânica condecorou-o em 1950, com o título de “Chevalier of the Order of Saint James of the Sward”. O governo português, a título póstumo, concedeu-lhe o título de Grande Oficial da Ordem do Infante D.Henrique.
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| Jack Braga padrinho de casamento em Macau em 1939. Foto cedida por Candido Jorge Cuan (casamento dos seus pais) |
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Recordando Lara Reis (1892-1950)
Fernando de Lara Reis nasceu em Leiria, a 28 de Dezembro de 1892, e faleceu em Macau a 14 de Janeiro de 1950. Era filho do cirurgião militar Francisco António dos Reis e de Maria del Carmen de Lara Reis. Frequentou o Liceu de Leiria entre 1902 e 1904. Fez os seus estudos no Colégio Militar, ingressando a seguir na arma de Infantaria, na qual se reformou no posto de tenente, após o desastre que sofreu na aviação, onde serviu durante alguns anos.
Seguiu depois a carreira do Magistério, tendo sido nomeado professor efectivo do Liceu de Macau, cargo este que exerceu até ao fim da sua vida. Colaborou em diversas revistas e jornais. Das frequentes e longas viagens que então fez pelo estrangeiro, particularmente pelo Extremo Oriente, ficou extensa memória escrita.
Legou à Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Leiria a sua livraria particular. Escreveu Diário de Viagens (26 vols.) e Diários da Minha Vida (2 vols.), obra ilustrada com desenhos, impressos, mapas e fotografias de diferentes aspectos dos países que percorreu.
Este fundo documental foi doado ao Arquivo Distrital em 1951 pelo médico oficial do exército António Maria de Figueiredo, que esteve em comissão de serviço em Macau e que foi o portador da obra legada pelo amigo. É constituído por correspondência, iconografia, notas biográficas, notícias de imprensa, publicações e roteiros e convites.
Algumas datas...
- decreto de 3 Junho 1919 nomeia Lara Reis como prof. do 7º grupo do Liceu de Macau
- 28 Out. 1919: toma posse como professor
- O Jornal A Voz de Macau de 12 Fevereiro e 1 Março de 1947 inclui artigos sobre LR;
- Em Junho de 1925 LR recebe louvor da "Caixa Escolar" por ter sido ele a tomar a iniciativa da construção do campo desportivo do Tap Seac;
- O Liceu de Macau teve um pavilhão na Feira Industrial de 1926 tendo contado com a colaboração de LR;
- Em 1938 mostra vontade de ir ensinar para Goa o que veio a acontecer em 1942;
- Em 1945 regressa a Macau no paquete "Colonial" em 1945, quando são permitidas as ligações marítimas após o fim da 2ª Guerra Mundial;
- Está ligado à criação do Rotary Club de Macau cuja inauguração ocorreu a 11 de Janeiro de 1947;
- Em 1949 vai a Portugal pela última vez... já doente; regressa a Macau para morrer na sua 'verdadeira' terra;
- era um exímio desenhador; gostava muito de viajar e por onde passava registava o que via em desenhos.
- doou a sua moradia - "Sol Poente" - sita na av. da República, à Santa Casa da Misericórdia para clínica anticancerosa; na mesma existe uma lápide que assinala a doação em 1951;
- doou a sua moradia - "Sol Poente" - sita na av. da República, à Santa Casa da Misericórdia para clínica anticancerosa; na mesma existe uma lápide que assinala a doação em 1951;
Dados obtidos a partir do livro "Macau e o Oriente no espólio de Lara Reis" da autoria de Orlando Cardoso.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
Portugal dos Pequenitos: postais
sábado, 11 de janeiro de 2014
O "Vitória": mais do que um cinema
Anúncio ao Vitória como cinema, salão de dança, casa de chá...
programa de 20 Outubro 1945
O "Vitória" (cinematógrafo) foi inaugurado a 8 de Janeiro de 1910 então com o nome "cinematografo". Quando o governo de Macau resolveu 'vender' mais
licenças de jogo os donos do cinema “Vitória” lançaram-se na corrida. Após obras de
remodelação reabriram a 18 de Maio de 1935 sob o nome de “Palácio Fortuna”. Para além de jogo, tinha
restaurante, quartos, salão de dança e restaurante. Teve nova remodelação em 1938 e durou até Novembro de 1971 quando foi demolido e no local construído um edifício que albergou o banco Tai Fung .
Em 1955 teve ali lugar a estreia de "Caminhos Longos".
Located in the historic centre of Macau. The Teatro Victoria (806 seats) first opened on 8th January 1910, and screened its first film the following day. The building was made of wood, and was located on the Calçada Oriental. It had an unusual placement of the screen, which was hung in the centre of the auditorium, with seating on both sides, and a narrator describing the film from the side of the screen. The cheaper seats behind the screen saw the image in reverse. A new Teatro Victoria was built in 1921 on the corner of the main road Avenida Ameida Ribeiro, with an entrance on the narrow Rua dos Mercadores. It became the first cinema in Macau to be equipped for 'talkies' from 28th March 1928. Closed in July 1934, due to out-dated equipment and bad hygienic conditions, it was renovated and re-opened in 1935. The building now boasted a modern cinema, a casino, nightclub and a restaurant. The cinema was again renovated in 1938. The Teatro Victoria was closed on 25th November 1971, and was later demolished. A Tai Fung Bank building now stands on the site.
Em 1955 teve ali lugar a estreia de "Caminhos Longos".
Located in the historic centre of Macau. The Teatro Victoria (806 seats) first opened on 8th January 1910, and screened its first film the following day. The building was made of wood, and was located on the Calçada Oriental. It had an unusual placement of the screen, which was hung in the centre of the auditorium, with seating on both sides, and a narrator describing the film from the side of the screen. The cheaper seats behind the screen saw the image in reverse. A new Teatro Victoria was built in 1921 on the corner of the main road Avenida Ameida Ribeiro, with an entrance on the narrow Rua dos Mercadores. It became the first cinema in Macau to be equipped for 'talkies' from 28th March 1928. Closed in July 1934, due to out-dated equipment and bad hygienic conditions, it was renovated and re-opened in 1935. The building now boasted a modern cinema, a casino, nightclub and a restaurant. The cinema was again renovated in 1938. The Teatro Victoria was closed on 25th November 1971, and was later demolished. A Tai Fung Bank building now stands on the site.
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| Década 1920 |
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
"Macaenses em trânsito: o império em fragmentos"
Título da tese de mestrado em Antropologia Social de Maira Simões Claudino dos Santos na Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas em 2006.
Resumo: Tendo como ponto de partida um trabalho de natureza etnográfica realizado na Casa de Macau em São Paulo, procuramos recuperar aqui a experiência de macaenses que abandonaram esta cidade na China e emigraram para São Paulo entre 1953 e 1977. A partir de narrativas sobre sua história individual e sobre as particularidades de Macau, e dialogando com relatos de macaenses no Rio de Janeiro, Lisboa e Macau, e com parte da historiografia contemporânea sobre Macau, pretendemos discutir de um lado as dinâmicas idenditárias deste grupo tendo a diáspora como referência, e de outro a forma como um pequeno grupo reage a mudanças tão profundas do seu entorno reinventando continuamente um universo de tradições. Na relação direta com os macaenses em entrevistas, conversas e registro de histórias de vida, pretendeu-se perceber histórias pouco conhecidas de Macau: aquelas que dizem respeito à saída sucessiva de grupos e famílias de macaenses em função das crises que marcaram o enclave desde meados do século XIX.
Abstract: Considering the ethnographical work conducted in the Casa de Macau in São Paulo, we shall retrace here the experience of these people that abandoned their city in China and immigrate to São Paulo between 1953 and 1977. We intend to discuss both the identity dynamics of this group, with the diaspora as reference, and how this group reacts to the changes around them and continually reinvent a universe of traditions. In order to do that our research considered the narratives of their individual story (Macanese in São Paulo)and some reports of Macanese from Rio de Janeiro, Lisboa and Macao, Macao?s singularities itself, and the contemporary historiography on it. From direct contact with interviews, talks and reports of life stories, we wanted to understand some unknown stories of Macao: those that concern to the successive movements of families leaving it due to the crises that has marked that enclave since the middle of the XIX century.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Postal 'máximo': Hospital C. S. Januário: 1982
Construído em 1958 foi demolido em 1987 sendo construído um novo com o mesmo nome no mesmo local. Antes desta 'versão' da década de 1950 existiu outro, o primeiro, construído em 1874 no então denominado Monte de S. Jerónimo. Foi há 140 anos... Nesse ano Macau foi assolada por um dos tufões mais devastadores de que há memória.
PS: veja aqui o que no 'mundo' da filatelia se designa por "máximo-postal".
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Hipódromo: origens
Foi inaugurado em 1927. Na toponímia da zona estão as 'provas' da sua existência: av. Norte do Hipódromo, p.e.. Toda a história aqui
As corridas de cavalos remontam (pelo menos) ao século 17. Em 1637, uma frota inglesa, comandada por John Weddell chega a Macau. A bordo de uma das embarcações está Peter Mundy que no seu diário toma nota de tudo que vê. O registo não se fica pelos textos. Faz ainda desenhos. Ao regressar a Inglaterra publica as suas memórias. The Travels of Peter Mundy, in Europe and Asia, 1608-1667: Travels in England, Western India, Achin, Macao, and the Canton River, 1634-1637
A certa altura refere que presenciou uma corrida de cavalos num domingo de Novembro num amplo terreno plano junto à igreja de S. Domingos.
English trader and writer Peter Mundy of his visit to Macau in 1637 is accepted, horse racing was already taking place on this small peninsula.On his return to England, Mundy recorded in his memoirs how on a Sunday in November, he “went to the races in Macau”. The race meeting was staged at a large levelled area in front St Domingo’s Church.
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| do Anuário de 1938 |
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| Na Taipa: década 1990 |
Corridas a trote: 1985 na Taipa
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| Ca. 1983. foto de Maria Gabriel Mesquita |
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Conferência Económica do Império Colonial Português
Na Conferência Económica do Império Colonial Português, realizada pela primeira vez em 1936, a delegação da Colónia de Macau - a designação da época - foi presidida por Américo Pacheco Jorge. A sessão inaugural realizou-se a 8 de Junho na sala das sessões da Câmara Corporativa.
O Presidente da República Óscar Carmona presidiu à sessão onde esteve presente o cardeal Cerejeira, deputados, o Corpo Diplomático, procuradores e "personalidades ultramarinas". Na ocasião Salazar profere o discurso "O Império Colonial na Economia da Nação" - Unidade económica imperial; nas colónias também "ali é Portugal".
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Eusébio em Macau: testemunhos de leitores do blog
No seguimento do desafio lançado no post anterior aqui ficam os primeiros testemunhos de quem privou com Eusébio em Macau e que se disponibilizou para os partilhar de uma forma tão rápida. Obrigado! Os testemunhos que entretanto chegarem serão publicados a posteriori.
Eusébio passou por Macau sobretudo ao serviço do seu clube de sempre, o SL Benfica nas décadas de 1970, 1980, 1990. Em 2002 esteve pela última vez no território ao serviço da Selecção. No blog existem vários posts que documentam esses momentos.
1995: Miguel Brandão (foto) e José Costa Santos entrevistam Eusébio
Miguel Andrade: "Entrevistei o Eusébio em Macau, no Hotel Sintra, no seguimento de uma visita do Benfica à Ásia. O jogo realizou-se no Canídromo. Ele já estava retirado, mas fez uma "perninha". Terá sido em 1977, 78 ou 79. Vou procurar a foto."
A fotografia acima foi tirada em 1983 e publicada no livro do Prof. Fernando Vinhais Guedes, "Desporto em Macau 1981-1985" com a edição do Jornal Tribuna de Macau. Contributo de António Moura.
Pedro Cortes - que enviou a foto - com Eusébio em Maio de 1986 na pista em redor do Campo Desportivo 28 de Maio, mais conhecido por Canídromo.
Contributo de José Rodrigues numa outra fotografia com o Pantera Negra no Canídromo
Eusébio com Sakimlong-Eugenio Novikoff Sales (anos 90)
曾經兩度隨效力球隊賓菲加來澳門比賽,1970年和74年分別在蓮峰球場以4比0和9比0擊敗澳門代表隊,雖然當時每張門票賣50蚊,但仍吸引許多球迷入場一睹這位歐洲頂級前鋒的風采。尤西比奧辭世
Eusébio was a Portuguese soccer player (born in Mozambique) that became an international sporting icon and died at 71 last sunday. He was know as the 'black panther". His agility and speed made him one of Europe’s most dangerous forwards for most of a career that lasted two decades, 60's and 70's, mainly at Benfica). He was awarded the Ballon d’Or in 1965 as Europe’s player of the year and twice won the Golden Boot ('68 and ’73) for being the top scorer in Europe. According to FIFA, he scored 679 goals in 678 official games.
In 1998, a panel of 100 experts gathered by FIFA named him in its International Football Hall of Fame as one of the sport’s top 10 all-time greats. Eusébio died but the legend lives!
domingo, 5 de janeiro de 2014
Eusébio (1942-2014): registos da passagem por Macau
No Canídromo (década 1970)
Deslocou-se diversas vezes a Macau nomeadamente nas décadas de 1970 e 1980 ao serviço do Sport Lisboa e Benfica. Ficam os registos em forma de homenagem ao melhor jogador de futebol português de todos os tempos.
Foto de e com Rui Ribas em 1982
(em baixo numa foto que está ao lado de Francisco Manhão e que pode ser vista num outro post)
Eusébio, também conhecido por "pantera negra" nasceu a 25 de Janeiro de 1942 em Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique e morreu a 5 de Janeiro de 2014 em Lisboa. 綽號「黑豹」葡萄牙名宿 尤西比奧 (Eusebio)逝世,終年71歲。
A foto autografada que Eusébio me ofereceu numa passagem por Macau na década de 1980.
PS: quem tiver fotos de ou com Eusébio em Macau e que queira partilhar, por favor enviar para macauantigo@gmail.com e serão publicadas no próximo post. Obrigado!
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