segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Jornal "Ponto Final": desde 1991


"Criado em 1991, o PONTO FINAL começou por ser um jornal diário, com páginas em tamanho A4. Teve como primeiro director Herculano Estorninho.Depois de cerca de um ano com este estilo e periodicidade, a publicação foi temporariamente suspensa para dar lugar a um novo conceito. Adoptou-se o formato tablóide e passou a ser um semanário, dirigido primeiro por Pedro Correia e mais tarde por Luís Ortet. Em Fevereiro de 2002, o PONTO FINAL passou a ser publicado de segunda a sexta-feira. Tem actualmente como director Ricardo Pinto."

Maior e Vacinado
Foi um parto doloroso que na realidade aconteceu duas vezes mas, dizem os seus vários pais, valeu a pena. Porque se fez, porque continua a fazer-se. O PONTO FINAL nasceu há 18 anos, filho da irreverência de um grupo de jornalistas. De lá para cá, mudou de formato, de profissionais, de direcção. Na altura em que atinge a maioridade, recordam-se as dores e as alegrias do crescimento. Paulo Aido, Pedro Correia e Luís Ortet contam a história.

Artigo de Isabel Castro publicado a 16-10-2009 no Ponto Final

O jornal que está neste momento a folhear era bastante mais pequeno quando nasceu. Se estava em Macau em 1991 talvez se lembre do acontecimento: por altura da rentrée, saiu para as bancas um jornal A4, um formato invulgar, numa edição experimental, dedicada a Timor.Entre os jornalistas fundadores deste semanário que não ocupava a mesa toda do café estava Paulo Aido, à época jornalista da Rádio Macau. No território desde 1987, tinha vontade de fazer um jornal. Não era o único. Carlos Carvalho, camarada de trabalho na Rádio Macau, partilhava o desejo. Com um grupo de jornalistas, decidiram avançar para uma publicação que, ditava a ideia original, era para ser uma espécie de Time Out, algo que, recorda Aido, não existia na altura por estas bandas.Ao telefone de Lisboa, o jornalista recorda os dias do nascimento do PONTO FINAL, que acabou por nunca chegar a ser uma magazine de cultura porque a oferta era escassa para alimentar um título do género. Mas este conceito inicial “ajuda a explicar o formato” que se adoptou então, aquele jornal pequenino mas irreverente que muitas dores de cabeça causou em Macau. E isto porque se meteu na política, numa altura particularmente sensível. “Fazia mais sentido um semanário de actividade política que abordasse as questões do período de transição que estávamos a viver na altura”, explica Paulo Aido, que esclarece de onde vem essa componente política pura e dura. “Estávamos a viver o período após a saída de Carlos Melancia e a chegada de Rocha Vieira ao poder.”
Quando saiu o número zero, o PONTO FINAL não tinha uma redacção propriamente dita. Dedicado a Timor, território que vivia sob a ocupação indonésia e era tema quente, a edição experimental “foi um teste para a parte gráfica e para a produção de textos”. Começou por ser semanário mas, ultrapassada a fase de acertos e iniciada a publicação regular, transformou-se em diário. “O primeiro director foi Herculano Estorninho, pintor, uma figura muito importante na comunidade macaense”, conta Paulo Aido. “Entendemos que fazia sentido homenagear a comunidade onde estávamos inseridos.” Impertinente e sem papas na língua, o jornal começou desde cedo a “sofrer enormes pressões políticas”. “Procurou, por um lado, ser independente, mas também tinha alguma irreverência. O jornal começou a ser hostilizado pelo Governo, a ponto tal que, na fase final do nosso ‘mandato’, não conseguíamos ter publicidade de nenhuma entidade oficial de Macau”, diz o jornalista. Esta irreverência era muito ao género de O Independente – a atitude do jornal português era fonte de inspiração. Na publicação de Lisboa tinha trabalhado um dos jornalistas do núcleo inicial do PONTO FINAL, Carlos Morais José. “Foi esta publicação em formato A4 que teve repercussões na dinâmica local. Foi um jornal importante, que marcou a diferença na linguagem do jornalismo em Macau. Apareceu com uma nova linguagem, mais directa, mais moderna”, recordava em 2007 o proprietário do Hoje Macau em entrevista ao suplemento português do Tai Chung Pou. Esta linguagem directa e sem pudores fez com que a primeira vida do PONTO FINAL não tivesse sido fácil. “Do ponto de vista económico era impossível sustentá-lo. Trabalhávamos de graça para o jornal”, relata Paulo Aido. As únicas despesas eram as facturas da tipografia, com quem o jornalista negociava adiamentos nos pagamentos. Um “sufoco económico” que não conseguiu ser ultrapassado nem sequer com o apoio dos leitores. “Lançámos uma campanha chamada ‘A liberdade há-de passar por aqui’, uma frase que fomos recuperar de um antigo secretário-adjunto, Magalhães e Silva, do tempo de Melancia”, contextualiza. “Dávamos o número da conta para as pessoas depositarem dinheiro, e houve quem o tivesse feito, incluindo figuras importantes – juízes, por exemplo – que tentaram que aquela voz não se calasse”.

Pressões e histórias
Mas calou-se, ainda que provisoriamente. “Ao fim de algum tempo, Herculano Estorninho teve de abandonar a direcção porque sofreu pressões.” Aido também não passou imune ao “cerco” da altura: “Essa é também a fase em que eu e o Carlos Carvalho fomos despedidos da Rádio Macau.” Apesar das dores de parto, valeu a pena. “Teve um papel importante na altura pela capacidade que tinha de contestar e comentar a actividade governativa do território.” Das manchetes que 18 anos não apagaram da memória, o jornalista evoca a primeira capa do PONTO FINAL A4 versão diário, edição regular: “Foi sobre a concessão de terras do aterro do Porto Exterior. Houve um engano nos valores e o território saiu lesado.” Mas há “muitas outras histórias”. Uma delas volta a ter Timor como tema. “Uma delegação do Instituto Cultural de então, cuja tutela pertencia a Salavessa da Costa, secretário-adjunto do Governo de Rocha Vieira, deslocou-se à Indonésia. A questão de Timor estava muito acesa, pelo que a deslocação foi vista com alguma perplexidade”, comenta. “Essa manchete teve consequências políticas na altura.” Se as relações com as autoridades de então não eram fáceis, já com os leitores criaram-se vínculos que Aido não esquece. Assim como histórias dignas de cinema que aconteciam com as suas fontes, e que são demonstrativas do “clima da altura”. O jornal recebia telefonemas de pessoas que queriam contar histórias. Mas porque era fonte do desassossego governamental, “as pessoas queriam encontrar-se connosco da forma mais disfarçada possível. Combinávamos encontros nos cafés mais escondidos. As pessoas tinham medo de eventuais retaliações”. Depois, houve um momento de ameaças à publicação. Em noites de fecho como aquela em que este artigo é escrito, os jornalistas de então do PONTO FINAL recebiam “telefonemas anónimos e ameaças”. Aido nunca soube quem eram os seus autores. No Verão de 1992, o PONTO FINAL desmaia de asfixia, do tal “sufoco” financeiro em que vivia e que tornava impossível a sua manutenção. Não tardou a que Paulo Aido embarcasse de regresso a Portugal, num Agosto que não significou esquecer Macau. Mais tarde “voltaria” ao território, a páginas já mais crescidas do jornal que ajudou a fundar. Não obstante as atribulações, o PONTO FINAL deu, ao agora editor da TV Guia, o melhor que o jornalismo tem. “Foi um jornal que marcou uma época, cumpriu um objectivo. Ajudou a perceber que vale a pena lutar por um projecto livre na imprensa. Muito modestamente, fomos um pequeno contributo para a própria democratização do território. Criou-se um laço afectivo com os nossos leitores.”

Reanimação e desafios
A publicação do jornal é suspensa durante o Verão e o título muda de propriedade – passa para as mãos de dois advogados, um acontecimento que corresponde a uma tendência da época. Pedro Correia é convidado por Frederico Rato e Francisco Gonçalves Pereira (já falecido) para dirigir o PONTO FINAL e reanima-o em pouco mais de um mês. “Foi um desafio muito estimulante”, diz Correia. “Lancei o jornal como um projecto novo, de raiz, em que se manteve apenas o título. Procurei – e julgo, sem falsas modéstias, tê-lo conseguido – fazer o melhor jornal em língua portuguesa de Macau na forma e no conteúdo. Em moldes profissionais, semelhantes aos de qualquer jornal de Lisboa”, refere o jornalista do Diário de Notícias. O PONTO FINAL tem, mais uma vez, um número zero – que, na realidade, “já equivalia a um número um”. Pedro Correia lembra-se “perfeitamente” da manchete: “Aproveitando as eleições para a Assembleia Legislativa então realizadas, fazíamos uma extensa leitura dos resultados eleitorais e entrevistávamos Ng Kuok Cheong, estrela do novo hemiciclo. O projecto materializou-se exactamente como o tinha idealizado, com uma equipa muito restrita mas muito operacional de excelentes profissionais. E os melhores colunistas da imprensa portuguesa de Macau à época”. Há histórias que, quando se escrevem, nunca se esquecem. Pedro Correia guardou várias desse seu período de Macau, “umas mais sérias, outras mais divertidas”. Optou por uma que integra esta última categoria e que recorda sempre com um sorriso, “a descoberta de que um membro do Governo de então, o brigadeiro Lages Ribeiro, tinha sido figurante no filme ‘O Pai Tirano’”. Mas a “cacha que me deu mais gozo foi a divulgação da lista completa de convidados – três mil, se bem recordo – de Portugal para a cerimónia solene da inauguração do aeroporto internacional de Macau, que o Executivo do general Rocha Vieira rodeava do maior secretismo”.

Respeito e irritação
Maior no formato e publicado semanalmente, o PONTO FINAL continuou a ter um grande impacto junto dos leitores. “O jornal tinha uma liberdade crítica muito grande e passou a ser de leitura obrigatória na comunidade portuguesa logo nas primeiras semanas”, atesta Pedro Correia. “As autoridades encaravam-no com um misto de respeito e irritação.” O Governo era frequentemente criticado “por motivos que iam desde o derrube envergonhado da estátua de Ferreira do Amaral, travestido de ‘arranjo urbanístico’ da rotunda do hotel Lisboa, ao facto de Rocha Vieira, sempre em pose majestática, não conceder uma só entrevista ou conferência de imprensa aos jornalistas de Macau”. As memórias menos boas de Pedro Correia não se afastam em muito das de Paulo Aido. Da Macau de então e do seu trabalho à frente do PONTO FINAL, o jornalista salienta “a instrumentalização do poder judicial pelo poder político, com sentenças condenatórias a jornalistas, acusados de ‘abuso de liberdade de imprensa’ por textos de opinião que nenhum tribunal em Portugal sancionaria”. As boas recordações são feitas de manchetes e de textos que sabe bem escrever mas sobretudo das pessoas que o rodearam. “Nomeadamente as pessoas que trabalharam comigo no PONTO FINAL. Pessoas como os proprietários do jornal. E profissionais que comigo trabalharam, como o Carlos Morais José, o Luís Ortet, o João Carvalho, a Clara Gomes, o José Costa Santos, o Paulo Azevedo, o Paulo Borges, o Ricardo Pinto e o João Paulo Meneses, entre outros.” De Macau Pedro Correia levou ainda “a memória calorosa” do jantar de despedida, antes de regressar a Portugal, que juntou mais de cem pessoas. E que teve a particularidade de contar com “cabeças de lista rivais à Assembleia Legislativa na campanha que então decorria”.

Memórias e pessoas
Pedro Correia deixa a direcção mas não cortou os laços com o PONTO FINAL, mantendo-se como colaborador. Em Julho de 1995, era o jornal dirigido por Luís Ortet, o jornalista assinava um texto da secção “Grande Plano”, que ocupava as páginas 2 e 3 do jornal. “Quem os viu e quem os vê” colocava em destaque um fenómeno político de então, com alguns protagonistas que ainda continuam a fazer a actualidade noticiosa. “Alberto Costa, António Vitorino, Jorge Coelho, Murteira Nabo e Maria do Carmo Romão. Nomes de figuras bem conhecidas no actual elenco do PS. Com uma característica comum: já exerceram funções de responsabilidade em Macau. No tempo em que o Território era considerado um ‘viveiro’ do partido cor-de-rosa”, escrevia Pedro Correia. Paulo Aido publica, no mesmo número, um texto que merece chamada na primeira página – com o título “Calado aos berros” – e que conta a história de um professor de ginástica (de apelido Calado) a quem a Administração devia 100 mil patacas, “uma história que acabou por envolver a mulher do presidente da República”. Como correspondente em Portugal, entrevistou o então Ministro dos Negócios Estrangeiros Durão Barroso, “na véspera de uma visita à China”, bem como antigos Governadores de Macau. Pedro Correia e Paulo Aido eram alguns dos colaboradores do PONTO FINAL dirigido por Luís Ortet, jornalista que começou, também ele, por ser colaborador do jornal, logo no final de 1992. A publicação tinha, nesse reinício, uma “equipa de luxo”.“Apesar de eu já pertencer a uma geração mais velha, o certo é que aprendi muito com todos eles e com o ambiente que se vivia na redacção. Comecei como mero colaborador mas em breve passei a integrar a redacção, assumindo o cargo de chefe de redacção em 1993 e de director em 1994″, sintetiza Luís Ortet. O actual editor da Revista Macau começou a dirigir internamente o jornal na fase da saída de Pedro Correia, em que o director formal da publicação era Henrique Nolasco. “Quando o meu nome surgiu no cabeçalho da publicação, na primeira sexta-feira de Junho de 1994, tinha uma nova equipa a trabalhar comigo”, recorda, destacando o chefe de redacção Paulo Azevedo, que continuou no PONTO FINAL após a saída de Ortet, em Dezembro de 1997. Tal como os seus antecessores, o jornalista lembra, sobretudo, a forma como o jornal se posicionava e as pessoas com quem trabalhou. “Levantou na praça pública diversas questões e, sobretudo, levou a sério o direito à crítica, que era exercido pela pena de diversos colaboradores como Carlos Morais José, o próprio Pedro Correia, António Ramos André e o advogado Sérgio Correia, entre muitos outros.” No PONTO FINAL, acrescenta, trabalhavam jornalistas como Clara Gomes, Paulo Rego, Maria João Leal e Isabel Meneses, além de muitos outros colaboradores. “E há que não esquecer o eterno correspondente do jornal em Portugal, João Paulo Meneses, que começou a ser o correspondente no meu tempo e não há sinais de que algum dia venha a deixar de o ser”, realça. “A ele, sim, o jornal deve bastantes manchetes”, diz Luis Ortet, que recorda ainda “o contributo, na componente gráfica, de nomes como Paulo Pratas, Paulo Borges, Luís Almoster e José Figueiredo”.

Inesquecíveis anos 90
Luís Ortet prefere não ver o PONTO FINAL de uma forma isolada quando chega a altura de olhar para o impacto que teve sob a sua direcção. “O PONTO FINAL desses tempos só foi possível porque vivíamos na década de 90 do século passado, a década do período de transição e da despedida portuguesa de Macau. Vivia-se com uma data escrita no espírito: 20 de Dezembro de 1999″. A comunidade portuguesa era grande, “muitos milhares, efervescente e diversificada”. E variada era também a imprensa de língua portuguesa. “O PONTO FINAL era uma componente de um quadro maior”, diz o jornalista, que realça “o papel importante” dos jornais Tribuna de Macau e Jornal de Macau, de O Clarim, a Gazeta Macaense, o Futuro de Macau e do Macau Hoje. “Creio que o conjunto dos jornais espelhou bem a nossa maneira portuguesa de ver a vida. Só por mero acidente estamos todos de acordo. Gostamos de discordar e de criticar.” Ortet defende que, “de uma maneira global, a Administração portuguesa fez um trabalho positivo em áreas importantes”. O incremento do bilinguismo e a construção de diversas infra-estruturas são os factos que destaca. Porém, “houve aspectos negativos”.“A dificuldade em digerir as críticas era um deles”. Mais uma vez, a vida do PONTO FINAL não era fácil. “Não recebia o subsídio do Governo a que legalmente tinha direito e foi preciso esperar pela chegada da Administração chinesa de Macau para que essa ilegalidade fosse corrigida”, conta, salientando que se trata de um “um pormenor que não deve ser sobrevalorizado”. Do PONTO FINAL Luís Ortet guarda ainda a memória da “experiência gratificante de ter sido parte de uma vivência tão excepcional como foram os anos 90 em Macau e ter participado nela num lugar privilegiado”. E gostou de “ver o jornal continuar e entrar pelo século XXI adentro e afirmar-se nessa conjuntura nova, sem perder a sua independência e o seu sentido crítico”, acrescenta.

Passado, presente, futuro
O jornalista decidiu abandonar a direcção da publicação no final de 1997, no contexto de um regresso a Portugal que foi projectado mas que acabou por nunca se concretizar. “Propus o nome do Ricardo Pinto para me substituir e houve unanimidade.” Ortet justifica a escolha: “Licenciado em Direito, Ricardo Pinto decidiu enveredar pelo jornalismo e fez uma carreira brilhante no canal de televisão da TDM. E já completou uma década à frente do PONTO FINAL. A sua paixão pelo jornalismo é evidente e incurável, e ainda bem”. Em Maio de 1999, o jornal passa a ser gerido por um grupo de jornalistas. Frederico Rato e Francisco Gonçalves Pereira acabam por vender o jornal em 2001 a Ricardo Pinto e Paulo Azevedo, proprietário e responsável da Macau Business, que se manteve na publicação até à altura em que lançou a revista especializada em economia e negócios. Desde então, a propriedade do título não sofreu mais alterações. É de 2001 também o regresso à edição diária. Chegado à maioridade, Luís Ortet diz esperar que o PONTO FINAL “continue a marcar a sua diferença pela sua forma específica de abordar a realidade local”. Pedro Correia tem uma única sugestão a fazer para os próximos anos deste jornal. “Que nunca perca a irreverência. O jornalismo, tal como o concebo, é sempre irreverente”, diz. Paulo Airo espera que continue a existir, “porque faz parte da história de Macau, viveu o período final da administração portuguesa e tem vivido os primeiros anos da administração chinesa”. Voltamos na próxima segunda-feira. Já maiores e vacinados.

domingo, 25 de outubro de 2009

sábado, 24 de outubro de 2009

Comissão Militar 1973-1975

António Brito Calado foi mobilizado para Macau como 1º cabo tendo embarcado no navio "Timor" em Outubro de 1973 para cumprir o tempo restante do Serviço Militar. Prestou serviço no Quartel da Guia, o ponto mais elevado de Macau. Regressou a Portugal em Maio de 1975. Salva de tiros no Quartel da Guia
As Ruínas de S. Paulo
Hotel Lisboa
O Livre-Trânsito por causa do Grande Prémio de 1974
Imagens de "Os Loringuenses na Guerra do Ultramar"

Rotary Clube de Macau: desde 1947


The idea of setting up a Rotary Club in Macau was raised for the first time in 1938. However, due to the Pacific War, the idea did not become a reality at that time. In 1946 when Macau and Hong Kong began to recover from the effects of the 2nd World War, the idea of forming a club in Macau was resurrected. Henrique Nolasco Jr., a resident of Macau, was invited to attend the weekly meeting of the Hong Kong Rotary Club. He was very impressed by the fellowship and the ideals of Rotary.
On his return to Macau, urged on by his enthusiasm, meetings were held with the then District Governor (DG) Arthur Woo and others who gave their assistance and advice for setting up a Club. On 11th January, 1947, a dinner was held at the Fat Siu Lau Restaurant at which the 36 founding members appointed their first Board of Directors. The Rotary Club of Macau was thus formed and began functioning as a provisional club. Though still lacking official recognition by Rotary International, the provisional club set its course to fulfill the ideals of Rotary by creating The Welfare Fund of the Rotary Club of Macau which was to help many worthy causes in our community such as Homes for the Destitute and Aged, the Portuguese Red Cross, the inhabitants of Taipa and Coloane, the Canossian Institute, The Salesian Orphanage, Peng Man School, Kiang Wu Hospital, The Tong Sin Tong Association, primary and commercial schools and the S. Rafeal Hosptial Maternity Wing. The Rotary Children's Library was also set up for the primary school children. On 16th June 1947 the Rotary Club of Macau received official recognition from the Rotary International and was chartered as Club No. 6662 with the then District 57. On 12th and 14th March, 1949, Macau had the honour of being the venue of a District Conference which was attended by hundreds of Rotarians from the 12 clubs in the Far East. During the 1950-51 Rotary Year, The Rotary Club of Macau had the privilege of having its Past President Pedro G. Lobato elected District Governor. In this capacity he attended the Rotary International Convention in Detroit, USA.
In 1951, as of result of the concerted efforts of all Rotarians united in the ideal of service, the Rotary Club of Macau opened the Lara Reis Anti-Cancer Clinic. It was located at Sol Poente, the residence of the late Rotarian Fernando Lara Reis who had bequeathed it in his will to the Portuguese Welfare Organization Santa Casa da Misericórdia which subsequently administered the Clinic. In the beginning of the 1951-52 Rotary Year, political changes in China affected all the Rotary Clubs in the area District 57. Only four clubs from District 57 remained Hong Kong, Kowloon, Macau and Taipei. Being too few in number to form a district, they composed an area under an Administrative Advisor nominated by Rotary International. The situation was brought back to normal when District 345, to which Macau belonged, was created several years later. In 1988, District 3450 was formed, with Hong Kong and Macau being a separate district from Taiwan. The Rotary Club of Macau has been the meeting place for a wide cross section of Macau society, encompassing people of various professions and nationalities. A survey of members indicates that the Club's members today are made up of 11 nationalities, who can speak a total of 16 languages. This is why, for many years now, English has been adopted as the working language for the Club meetings and proceeding.
In the 70's, the development of Macau led to growth in the Rotary movement here. New clubs were established, the Rotary Club of Hou Kuong was chartered in 1979, the Rotary Club of Macau Central in 1984, the Rotary Club of Amagao in 1986, the Rotary Club of Guia in 1993 and Rotary Club of Macau Islands in 1997. As mentioned earlier, the Rotary Club of Macau has always shown a strong awareness of the needs of Macau and has contributed much of its capabilities to meet those needs through community projects. In the 60's, assistance was given in building a reservoir at the Ka Ho Leper Colony and in building and setting up of fully equipped vocational training workshops at the Boy's Home which at the time was being run by the Macau Police Force. In the 70's and 80's, the Club was involved in the construction of new shower rooms for the orphan's dormitories at the St. Jos School in Ka Ho. Many smaller projects have also been carried out including the provision of bus shelters, children's playgrounds, donations and scholarships to students in need, subsidies to school canteens, old people's homes and refugee centers, and dental health programme for students. Preserve Planet Earth, which has become Rotary International's motto since 1990, has been implemented in Macau, with our club closely cooperating with local environmental activists, by supporting their purchase of equipment to measure pollution, developing a civic education campaign for keeping the city clean and beautiful and also by organizing tree planting activities. Other community service included a van donated to Caritas for the distribution of meals to elderly people living alone. Vegetarian meals were offered to the blind and elderly people at Chinese New Year when Lai See were also offered. Special equipment was sent to the Concordia School for the hearing impared. The Rotary Club of Macau does not only confine its activities to those in need in Macau, it also plays its part in helping the world at large in the true spirit of Rotary International. The Club has taken an active part in the campaign against famine in Ethiopia, and in disaster relief in Columbia, Bangladesh and China. In 1997, we donated funds through our District to provide water storage facilities in outlying provinces in China that suffer from a short rainy season and a consequent water supply problem.
In 1999-2000, the Rotary Club of Macau together with the Rotary Club of Kowloon North, the Rotary Club of Taipei North, the Ama Rotary Club in Nagoya, and the Macau Catholic Social Services, built three primary schools in remote mountain villages in Du'An, Guangxi province. The 2001-2002 Rotary Year, in a joint project with the Rotary Club of Kowloon North, two more primary schools were built, the Yan Ma and the Jian Qiao primary schools. In addition, the completion of the unfinished building and the construction of new facilities and a dormitory for the Experimental Middle School n Du'An Town had its ceremonial inauguration that August. We have also provided funds for the disaster relief that have been administered through both the Catholic Social Service and through Rotary District 3450. We will continue to make funds available for such emergency relief. Our Club is honoured with 34 Paul Harris Fellow and 4 Benefactors, who have made contributions to the Rotary Foundation, and through which the Rotary Club of Macau has sponsored promising young men and women to further their studies abroad in order to better serve Macau on their return. In 1978, Dr. Alfredo Ritchie was awarded a scholarship to study endoscopy in the USA and on his return, he was pioneer of this technique in Macau and later became the head of the Endoscopy Department in the Macau Government Hospital. Dr. Ritchie became a Rotarian in 1983 and was the President for the 1987-88 Rotary year and 2001-02 Rotary year. Another scholarship was awarded to Dr. Tito Lopes who went to Australia to specialize in geriatrics, a speciality much in demand in Macau. For the Rotary year 2001-02, our Club sponsored Dr. Mok Toi Meng, who went to Melbourne as an ambassadorial scholar and furthered her studies in the field of cardiology. With the increase of females in the professional world, our Club inducted its first female member in 1992 and by this year our Club has 9 active female members. Out of the 9 female members, Stella Kan became the first female President for the Rotary year 1996-97, followed by Synthia Chan as this years President and Fatima Ferreira as President Elect for the year 2004-05. To commemorate our 50th Anniversary, a special post mark and specially designed envelope was introduced to the public on our birthday, 16th June, 1997, in Macau. Another event to mark the 50 years movement in Macau, the Blind-Aid Charity Concert was held on 13th December, 1997, at the Macau Stadium, Taipa, to help blind persons in Macau and China. The concert was co-organized by the Macau Catholic Social Services and the Orbis Charity, with the support of Macau Government. The effort put into this concert by our Club led to the award of The Best Achievement in International Service that year.
For 3 consecutive years since the Rotary year 1999-2000, Rotary Club of Macau has organized Christmas Parties, together with the 3 Centers of the Macau Association for the Mentally Handicapped, where we share during this festive seasons our love and care to these special children and their families. In the Rotary year 2001-02, the 5 Rotary Clubs in Macau with the cooperation of the Blood Transfusion Center, joined together to formed the first Blood Donation Day on 13th January, 2002 where 88 persons donated blood on that single day. Last year, the 2nd Blood Donation Day was held on 23rd March, 2003 where there was an increase in the donors. Hence, this has become an annual event for the 5 Rotary Clubs in Macau and shall continue to be so. Now, Rotary Club of Macau has began its 60th year where we are certainly looking forward to continuing serving and Lend A Hand to the local and international communities in the best Rotary Spirit Service is the commitment we shall always be faithful to.
Texto do site do Rotary Club of Macau - District 3450

Lara Reis: 1892-1950

Fernando de Lara Reis nasceu em Leiria a 28 de Dezembro de 1892. Frequentou o liceu da cidade de 1902 a 1904 e entrou de seguida no Colégio Militar, acabando por seguir carreira das armas. Ingressando depois na aviação militar portuguesa, o que lhe permitiu muito cedo viajar, atingiu ali o posto de capitão. No entanto, devido a um acidente aéreo quando se encontrava em França, durante a 1ª Grande Guerra, viu-se obrigado a mudar de carreira e cedo se reformou. Foi com o desafio de Telo de Azevedo Gomes que rumou a Macau, onde foi nomeado professor efectivo do Liceu de Macau, cargo que exerceu até ao fim da sua vida. Muito estimado e considerado em Macau, desempenhou ali as funções de presidente da Agência de Macau dos Combatentes da Grande Guerra de 1914-1918, tendo dado grande impulso a este organismo a que muito se dedicou.
Colaborou em diversos jornais e revistas, visitou os países estrangeiros, percorrendo todos os continentes, e passando praticamente todas as suas férias em viagem. Das viagens que fez por todo o mundo, mas sobretudo pelo Oriente, deixou extensa memória em volumosos manuscritos que transmitem as suas impressões dos locais e motivos que visitou, desde 1915 a 1949, e que intitulou “Diário de Viagens”, em 26 volumes inéditos. Deixou, também, dois volumes manuscritos intitulados “A minha vida” que testemunham a sua actividade pessoal e o ambiente cultural e social da Macau portuguesa da primeira metade do século XX.
Faleceu em Macau no dia 14 de Janeiro de 1950, com 57 anos. Foi o então tenente médico Dr. Moreira de Figueiredo que, regressando de Macau em finais de 1951, trouxe para Leiria o legado de Fernando de Lara Reis.
A importância do legado
O fundo actualmente à guarda do Arquivo Distrital de Leiria é considerável, assumindo especial relevo os 26 volumes manuscritos e profusamente ilustrados e documentados do seu “Diário de Viagens” e ainda os dois volumes manuscritos biográficos “A minha vida”. Naquele “Diário”, Lara Reis regista com minúcia de jornalista todos os pormenores da sua estadia por todo o mundo e documenta-os com materiais diversos, desde os simples bilhetes dos transportes às ementas do restaurante ou programas de espectáculos, para além de fotografias de circunstância ou bilhetes postais alusivos e recortes de jornal dos locais e da época.Está por fazer a análise detalhada deste monumental registo de viagens, pelo menos com o pormenor que requer. No entanto, uma observação atenta permite desde logo perceber que os registos de Lara Reis são autênticas “reportagens” dos locais visitados e dos episódios associados, o que, de par com a enorme colecção de fotografias ali inseridas ou guardadas em álbuns, deixa aos eventuais leitores um fresco vivo dos mais conhecidos ou insólitos pontos do globo.São realmente importantes os cerca de duas dezenas de caixas e volumosos álbuns de fotografias e de bilhetes postais ilustrados que fez e/ou coleccionou durante as suas viagens ou durante a sua vida académica e sócio-cultural em Macau. A primeira metade do século XX, em Macau e nos mais diversos recantos do Oriente, encontra nestes álbuns autênticos testemunhos do mundo num tempo não muito distante, em termos cronológicos, mas que terá sofrido transformações drásticas de então para cá, podendo encontrar-se ali documentos únicos.Vários livros constituem também este fundo, especialmente com desenhos e gravuras chinesas, alguns com pinturas originais de inegável valor iconográfico. Dois outros livros registam uma excepcional colecção de carimbos orientais, presumivelmente da China.
Correspondência pessoal, inúmeros recortes de imprensa ou mesmo jornais completos da época, sobretudo de Macau, e alguns objectos pessoais, completam este fundo de inegável importância que espera uma oportunidade para uma divulgação à altura do seu conteúdo, não obstante os importantes estudos que Orlando Cardoso e Acácio de Sousa já lhe dedicaram.
Artigo do jornal Região de Leiria de 11 de Agosto de 2006

Macau e o Oriente no espólio de Lara Reis

Este livro de Olrlando da Cruz Cardoso faz parte da Colecção Cadernos de Investigação N.º 2 e foi editado em 1998.
Fernando Lara Reis deixou o seu espólio, constituído por livros de memórias e de viagens, entre outros materiais, a Leiria, a sua cidade natal. Esse espólio encontra-se no Arquivo Distrital de Leiria. Os seus livros de memórias permitem recriar o ambiente no ensino em Macau (foi professor no Liceu) e a sociedade macaense ao longo de três décadas, com a sombra tutelar da China por pano de fundo. O levantamento do espólio de Lara Reis permite um melhor conhecimento da sociedade macaense durante o período que vai dos anos 20 aos anos 50 do nosso século.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Blog Macau Antigo: primeiros 7 meses

Nos primeiros 7 meses de vida do Blog foram colocados centenas de comentários directamente no espaço criado para o efeito. Ao mesmo tempo, recebi no e-mail pessoal outras reacções. Deixo aqui o testemunho dessas pessoas.

"Quero em primeiro lugar felicitar V. Exª. pela sua iniciativa, a qual consideramos um importante contributo para a preservação da memória de Macau."
Maria Alexandra Costa Gomes - Administradora - Fundação Jorge Álvares - Portugal - Outubro 2009

“Parabéns por mais esta iniciativa com o pensamento em Macau. Desejo que, nos teus tempos livres da actividade jornalística, vás conseguindo recolher e colocar neste MACAU ANTIGO, muitas matérias sobre esta terra que bem conheceste. Divulgarei o blog com prazer!"
Hélder Fernando – Macau – Março 2009

“Excelente trabalho! Belo blog! Meus parabéns, mais um feito seu sobre a história e memória de Macau. Na próxima actualização do meu site, irei colocar o link para o seu blog.”
Rogério Luz – Brasil – Março 2009

“I was sent the link to your magnificent Blog on Macau Antigo, where I was born and lived for several years. It brings back so many warm memories. Thank you for publishing those wonderful photos that will bring so much joy to all who have a soft spot for the old Macau.”
Henrique ("Henry" or "Quito") d'Assumpção – EUA – Abril 2009

“Parabéns. Achei muito interessante! Já reencaminhei para pessoal mais velho.”
Pedro Alves – Portugal – Abril 2009

“Os meus parabéns pelo seu blog sobre Macau Antigo.È o voltar ao Macau que eu conheci e que já não existe, o da década de 50 do século passado. O meu obrigado.”
Augusto Veiga – Portugal – Abril 2009

“Parabéns pelo Blog!”
Pedro Lobo – Macau – Abril 2009

“Grandes imagens de Macau!”
João F. Pinto – Macau – Abril 2009

“Um espaço brilhante! Os meus sinceros parabéns! Vou colocar um link do 'Macau Antigo' no meu site.”
Charlie Santos – Brasil – Abril 2009

“Muitos parabéns pelo sucesso deste "blospot" muito interessante e único sobre a nossa querida Macau. E como "macaense" só tenho a dizer MUITO OBRIGADO.”
Rui Francisco – Macau – Abril - 2009

“(...) E obrigada pelo blog, desde pequenina que tenho uma fascinação por Macau antigo por causa das histórias que o meu avô me contava...(...) Obrigada pelo link! Vou juntar aos favoritos.”
Cláudia Dias – Portugal - Abril 2009

“Parabéns pela bela iniciativa e felicidades para o Macau Antigo!”
Nuno Lima Bastos – Macau – Abril 2009

“I am a Macau citizen and love the history of this city. So lucky to find your blog.
I don’t read much Portuguese but I try to guess. Your pictures are so precious....
So anccious to see them every night.”
Keizi – Macau – Maio 2009

"O meu nome é Carlos e sou da cidade da Guarda. Nas minhas demandas pela internet, dei com o seu blog, que desde já felicito por ser espetacular!"
Carlos Fraga - Portugal - Junho 2009

(...) "tive conhecimento deste blog pelo meu amigo Eugénio Reis e resolvi vir dar uma vista de olhos e vi que há algumas fotos do nosso querido e saudoso Lanceiros do Oriente, obrigado pela divulgação do nosso trabalho de há quarenta anos, eu era um dos participantes com a parte desportiva e outras, que saudades e como elas de atenuam nestes nossos encontros, onde encontramos alguns dos nossos camaradas."
João Lavado - Portugal - Junho 2009

"Que bom haver quem se dedique a fazer-nos lembrar coisas de Macau antigo."
Anónimo - Portugal - Agosto 2009

(...) "quero dar-te os meus vibrantes parabéns pelo teu blog Macau Antigo! É uma verdadeira pérola documental sobre a história, o património e a cultura popular de Macau. De fazer inveja a qualquer veleidade cibernáutica do Instituto Cultural de Macau ou do Instituto Português do Oriente. Lê-se como um livro de aventuras. Transmite essa emoção."
António Duarte - Portugal - Agosto 2009

"A minha paixão pela filatelia já tem mais de 30 anos e Macau sempre ocupou um lugar especial, isto sem nunca ter tido a oportunidade de visitar o antigo território português. O seu blog Macau Antigo, que muito me agradou, passará a figurar na minha lista de blogs favoritos."
Luís Melo - Portugal - Setembro 2009

"Tive imenso prazer em o conhecer pessoalmente, já a sua escrita me é bem familiar e me agrada ler e recordar os belos tempos de Macau."
António Cambeta - Macau - Setembro 2009
"Brilhante recolha de informação! Brilhante!"
António Conceição - Macau - Outubro 2009

"Chamo-me Susanna e sou italiana, encontrei em internet o seu blog sobre Macao. Fiquei muito impressionada com a competência e paixão com qual o Senhor descreve esta ilha. Nao há um site igual."
Susanna Pacchiarotti - Itália - Outubro 2009

"Very nice website! My compliments!"
Michael Rogge - Holanda - Outubro 2009

"Este seu trabalho merece ser louvado, pois conseguiu fazer de uma “coisa” que não existe actualmente, um trabalho exemplar."
Rui Ribas - Portugal - Outubro 2009

Associação de Patinagem: desde 1983

Em 1983, em Macau, realizou-se a 1ª Assembleia Geral da Associação de Patinagem de Macau. Assim, um grupo de carolas pelo Hóquei em Patins iniciou a modalidade no território. Do grupo fundador lembro-me destes companheiros que observo na foto, engenheiro Porto, Gentil Noras, Jorge Marques e José Duque. Em 1984, tivemos o privilégio de chefiar a delegação da primeira Selecção de Macau de Hóquei em Patins que disputou, em Paris, o Campeonato do Mundo - Grupo B. Em Lisboa, o seleccionado macaense realizou um estágio de preparação e, na oportunidade, foi recebido pelo saudoso primeiro-ministro, professor Mota Pinto, e pelo embaixador da República Popular da China em Portugal.
Texto e imagens de João Severino publicados no seu blog

"Histórias de Portugal - Macau, A Pérola do Oriente"

Um DVD com 90 minutos de duração da autoria do professor José Hermano Saraiva . Faz parte da série Histórias de Portugal.
O conteúdo, claro está, é sobre "a presença portuguesa em Macau, a pequena península do estuário do Rio das Pérolas. Um exemplo único no mundo da convivência de duas culturas radicalmente diferentes," conforme se lê na sinopse.
Primeiro episódio: "O Ano de Á-Má". Nos meados do séc. XVI chegaram missionários e mercadores portugueses que obtiveram licença para fundear os seus navios numa baía de águas serenas onde já existia um templo consagrado a Á-Má, uma divindade protectora dos navegantes. A expressão "baía de Á-Má", em chinês "Á-Má Gao", estará na origem do nome Macau.
No segundo e terceiro episódios intitulados "O Museu Marítimo de Macau" e "Tangentes Culturais", a gesta portuguesa do Oriente é recordada no cenário natural de um junto chinês, bem como em visitas a alguns dos mais significativos museus locais, entre os quais se destaca, obviamente, o museu marítimo.
Os três episódios deste DVD foram transmitidos pela RTP em 3, 10 e 17 de Janeiro de 1999.

Compal faz sucesso em Macau há mais de 40 anos

Reprodução de uma notícia da Agência Lusa de 23.10.2009
Macau, China, 23 Out (Lusa) - A Compal chegou a Macau há mais de 40 anos pelas mãos de um empresário local e hoje os seus produtos são os mais vendidos entre outras 11 marcas nacionais que a agência Seng Kuong representa na Região Administrativa Especial chinesa.
Nos anos 70, ainda quando Macau estava sob a administração portuguesa, a família de Vittorio Acconci, de origem italiana mas com raízes em Macau, tinha negócios na área da construção civil, acabando por se dedicar à representação de marcas de bens de consumo de diferentes países e regiões, entre os quais Portugal, tendo ainda aberto um restaurante italiano de nome "Toscana".
"Há mais de 40 anos, Vittorio Acconci fez uma viagem a Portugal para visitar os grandes produtores, acabando por trazer na bagagem latas de feijão da Compal e garrafas de vinho Borba", explicou à Agência Lusa a directora comercial da agência comercial Seng Kuong Da Vittorio, Sam In U.
Hoje, a Compal é a marca mais vendida em Macau pela Seng Kuong, que representa ainda no território a Sagres, Nobre, Pedras, Caramulo, Bacalhôa, Vieira de Castro, Maçarico, Ramirez, MF, Borba e Porto.
O "sucesso" da Compal, como Sam In U constata, leva mesmo alguns residentes, como Amy Chan, de 28 anos, a achar que "Compal é uma marca chinesa", uma vez que se depara com a marca nos supermercados desde muito pequena, justificou à Lusa a visitante da Wine & Gourmet.
"Começámos a importar latas de feijão, mas com o avançar dos tempos, a população começou a pedir produtos mais saudáveis e há dez anos passámos a importar sumos de fruta", constatou Sam In U ao salientar que hoje os sumos da Compal são encontrados em hotéis de luxo em Hong Kong, além de nas grandes superfícies e lojas japonesas.
Há menos de dois anos nas prateleiras dos supermercados de Macau, as latas de sardinha e atum Ramirez são os produtos menos vendidos pela agência Seng Kuong no território.
A cerveja Sagres também tem tido algumas dificuldades de afirmação, já que "não consegue competir com a cerveja local ou da China, essencialmente devido ao preço", explicou Sam In U, acrescentando que no que toca ao azeite, a venda em garrafa gera maior confiança do consumidor.
A agência Seng Kuong Da Vittorio tem em exposição na feira Wine & Gourmet Asia, que decorre até domingo em simultâneo com a Feira Internacional de Macau, os produtos portugueses que tem à venda no território, de modo a alargar a sua rede de distribuição.
Entre a dezena de marcas nacionais que procuram novas oportunidades de investimento na feira encontra-se também a Casa do Porco Preto, de Barrancos, que já importa desde 2007 presuntos e enchidos portugueses para Macau, com uma facturação anual na ordem dos 300 mil euros. "Em 2007 conseguimos arranjar um parceiro local e hoje já se encontra o nosso presunto numa série de hotéis, casinos e restaurantes do território", explicou à Lusa o director comercial da Barrancarnes, Eduardo Bernardo, salientando que a meta é agora expandir a rede de distribuição em Hong Kong e para outras regiões da China.
Autor: PNE

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Os primeiros selos

O primeiro selo postal de Macao foi emitido em 1884 com valor facial de 5 réis (preto). Mostra a Coroa Portuguesa.
No ano seguinte, este mesmo selo recebeu sobrecarga e foi usado em Timor.
O primeiro selo postal comemorativo foi emitido em 1898 com valor facial de meio avo aquando das comemorações dos 400 anos da Viagem de Vasco da Gama, mostra as datas 1498-1898 e a caravela...
Igual ao emitido para Macau mas com a sobrecarga de Timor

1º selo postal comemorativo de Macau
1º selo postal: 1884

Macau: visto pela Nasa

Jornal Macau Hoje e Hoje Macau





É mais uma especificidade de Macau. O jornal "Macau Hoje" foi fundado em 1990 e fechou portas cerca de uma década depois. Em Setembro de 2001 surgiu sob o nome de "Hoje Macau".

Vencedores do GP Macau (F3) de 1954 a 2000

Cartazes do 45º Grande Prémio de Macau em 1998

1954 - Eddie Carvalho (Hong Kong), 1955 - Robert Ritchie (Hong Kong), 1956 - Doug Steane (Hong Kong), 1957 - Arthur Pateman (Grã-Bretanha), 1958 - Chan Lye Choun (China), 1959 - Ron Hardwick (Hong Kong), 1960 - Martin Redfern (Hong Kong), 1961 - Peter Heath (Grã-Bretana), 1962 - Arensio Laurel (Portugal), 1963 - Arensio Laurel (Portugal), 1964 - Albert Poo (Hong Kong), 1965 - John MacDonald (Hong Kong), 1966 - Mauro Bianchi (Itália), 1967 - Tony Maw (Malásia), 1968 - Jan Bullell (Cingapura), 1969 - Kevin Bartlett (Austrália), 1970 - Dieter Quester (Austrália), 1971 - Jan Bunsell (Cingapura), 1972 - John MacDonald (Hong Kong), 1973 - John MacDonald (Hong Kong), 1974 - Vern Schuppan (Áustria), 1975 - John MacDonald (Hong Kong), 1976 - Vern Schuppan (Áustria), 1977 - Riccardo Patrese (Itália), 1978 - Riccardo Patrese (Itália), 1979 - Geoff Lees (Grã-Bretanha), 1980 - Geoff Lees (Grã-Bretanha), 1981 - Bob Earl (Estados Unidos), 1982 - Roberto Pupo Moreno (Brasil), 1983 - Ayrton Senna (Brasil), 1984 - John Nielsen (Dinamarca), 1985 - Maurício Gugelmin (Brasil), 1986 - Andy Wallace (Inglaterra), 1987 - Martin Donnelly (Inglaterra), 1988 - Enrico Bertaggia (Itália), 1989 - David Brabham (Austrália), 1990 - Michael Schumacher (Alemanha), 1991 - David Coulthard (Escócia), 1992 - Rickard Rydell (Suécia), 1993 - Jorg Müller (Alemanha), 1994 - Sasha Maassen (Alemanha), 1995 - Ralf Schumacher (Alemanha), 1996 - Ralph Firman (Inglaterra), 1997 - Soheil Ayari (França), 1998 - Peter Dumbreck (Escócia), 1999 - Darren Manning (Inglaterra), 2000 - André Couto (Portugal), único piloto local a vender o GP.

Um F3 de 1979
A 'velhinha' curva do Hotel Lisboa

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Curtisom

Os Curtisom foram uma banda musical - "rock" - formada por jovens portugueses em Novembro de 1981: Nuno Lagartinho, João Mendes, Pedro Lagartinho e Isaías Rosário.
De acordo com Esmeralda Catalim os Curtisom "ensaiavam no ginásio do Quartel General de São Francisco", entre o Clube Militar e o Hospital Conde de São Januário. "Marcaram a geração dos anos 80, por ter sido a unica banda de garagem a ser criada em Macau por portugueses", recorda Esmeralda, acrescentando que "Ainda hoje, os elementos originais do grupo (irmãos Lagartinho, João Fátima Mendes, Isaías do Rosário e o Rui Ribas que agia mais como apoiante e gerente do grupo se encontram esporádicamente para relembrarem os velhos tempos".
Entre os vários concertos que deram registe-se os do Ténis Militar e no Liceu de Macau. Terminaram em 1983 quando alguns elementos voltaram a Portugal.
Fotos acima de Paula Reis; em baixo dos elementos da banda





sábado, 17 de outubro de 2009

História em Banda Desenhada

José Ruy desenhou em 1989 esta História de Macau em banda desenhada que tem também uma versão em chinês

José Ruy nasceu na Amadora em 9 de Maio de 1930. A sua primeira banda desenhada foi publicada n’O Papagaio, em 21 de Dezembro de 1944 (com a idade de 14 anos). A partir daí, colaborou em quase todas as publicações de BD portuguesas, com destaque para, além do já citado Papagaio, o Mosquito e o Cavaleiro Andante.
Tem exposto o seu trabalho em Portugal e no estrangeiro, e recebeu diversos prémios ao longo da sua carreira, incluindo o Troféu Honra do FIBDA (1990) e a Medalha Municipal de Mérito e Dedicação, da Câmara Municipal da Amadora (1991). Ministrou durante três anos, cursos intensivos de BD no Instituto Médiocurso de Lisboa.
É o artista português com maior número de álbuns produzidos (68 álbuns ilustrados, 39 dos quais em histórias aos quadradinhos até meados de 2001).