No final do século 19 e início do século 20 a Rua do Campo e a Rua Central eram as principais artérias comerciais da cidade. Refiro-me aos negócios pertencentes a ocidentais, nomeadamente portugueses, já que a zona do bazar era onde se concentrava a maioria do comércio, deste caso dominado pelos chineses.
No caso da Rua do Campo imperavam as mercearias e botequins onde os principais atractivos eram a venda de produtos portugueses, nomeadamente vinhos correntes, licorosos e enlatados.
Na imagem acima a "Loja A Portugueza" no número 50 da Rua do Campo. Em baixo um anúncio de Abril de 1911 publicado no jornal A Pátria.
Atenção !
LOJA "A Portugueza"
RUA DO CAMPO N.º 50, MACAU.
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Achando-se o proprietario d'este estabelecimento em condições de competir com qualquer outro do mesmo genero, convida o respeitavel publico a não fazer qualquer acquisição sem primeiro confrontar as qualidades e preços dos generos porque aqui se vendem.
N'este estabelecimento se encontra á venda um grande sortimento de artigos tanto nacionaes como extrangeiros.
— PREÇOS SEM RIVAL —
Francisco dos Santos Ferreira.
Na Rua do Campo havia ainda no início do século 20 - entre outros estabelecimentos - a "Loja Alto Douro" (no número 22), propriedade de António Martins da Silva que garantia que "n'esta rua não há quem venda mais barato" e o "Novo Botequim Portugal" (no número 36) de João José Pedro.
PS: Note-se que a Av. de Almeida Ribeiro só ficou concluída cerca de 1918 e só a partir de então passou a constituir-se com principal artéria comercial de Macau, pela sua extensão e pelo facto de ter comércio dos dois lados da avenida.
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