sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
"Directório de Macau"

Antes de passar a chamar-se "anuário", o que de mais importante acontecia em Macau num determinado era resumido no "directório". O da imagem é de 1935 e 'diz' ser o 4º ano de publicação. No entanto, existem registos da sua existência desde, pelo menos, 1879.
Para além dos principais acontecimentos da vida do Território, foram também publicados anuários específicos relativos, por exemplo, da dados estatísticos sobre a população, comércio, turismo...
Para além dos principais acontecimentos da vida do Território, foram também publicados anuários específicos relativos, por exemplo, da dados estatísticos sobre a população, comércio, turismo...
História do Grande Prémio
Dr Philip Newsome - in the photo with Nigel Mansel - has been photographing and documenting the Macau Grand Prix since his first visit to the former Portuguese enclave in 1985. He has written three definitive books on the history of the event and in the process has compiled an exhaustive collection of Grand Prix-related photographs and memorabilia. The photos ont his post belong to Dr. Philip Newsome.Processo de Transferência de Soberania
O Presidente da República Ramalho Eanes num encontro com o Director do Conselho Consultor do Partido Comunista Central Chines, Deng Xiaoping, no ano de 1985, em Pequim. Ambas as partes, portuguesa e chinesa, atingiram consenso, após negociação, sobre a questão de Macau.
O Primeiro Ministro, Cavaco Silva, quando discursava na Cerimonia da Assinatura da Declaração Conjunta Luso-Chinesa. 
A Declaração Conjunta Luso-Chinesa sobre a questão de Macau foi assinada em Pequim em 1987.
O Grupo de Ligação Conjunto Luso-Chinês realizou 37 reuniões, durante os 12 anos do período de transição, manteve conversações e trocou informações sobre as questões da transição de Macau. O Grupo manteve-se activo até ao dia 1 de Janeiro de 2000.
O Presidente da República, Jorge Sampaio, no encontro com o Presidente Chinês, Jiang Zemin, durante a sua visita oficial à China em 1997.
O último Governador de Macau da presença portuguesa, Rocha Vieira e o 1º Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau, Edmundo Ho.

A Declaração Conjunta Luso-Chinesa sobre a questão de Macau foi assinada em Pequim em 1987.
O Grupo de Ligação Conjunto Luso-Chinês realizou 37 reuniões, durante os 12 anos do período de transição, manteve conversações e trocou informações sobre as questões da transição de Macau. O Grupo manteve-se activo até ao dia 1 de Janeiro de 2000.
O Presidente da República, Jorge Sampaio, no encontro com o Presidente Chinês, Jiang Zemin, durante a sua visita oficial à China em 1997.
O último Governador de Macau da presença portuguesa, Rocha Vieira e o 1º Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau, Edmundo Ho. Canhoneira "Macau" (em inglês)
The Macau was a Portuguese river gun boat of 95 tons displacement launched in 1909 and stationed in China. The Macau was powered by one Yarrow boiler providing a top speed of 12 knots and carried a complement of 24. She was armed with two 6 pdr guns and three machine-guns.
Nota: existe outro post em português sobre o mesmo tema http://macauantigo.blogspot.com/2009/04/nrp-macau-lancha-canhoneira-1909-1943.html
Praia Grande, antigo ex-libris
Para mim, a baía da Praia Grande sempre foi o verdadeiro ex-libris de Macau. Muito mais dos que a fachada/ruínas da Igreja de S. Paulo. Até ao início do século XX manteve a sua forma original de autêntica baía. Este recorte viria a ser alterado com a sucessão de aterros. Hoje praticamente não existe. E é pena.
No início abrangia a rua com o mesmo nome que ia da Fortaleza do Bom Parto ao Convento de S. Francisco (demolido em 1861 dando lugar ao quartel com o memso nome que ainda hoje existe).
Nesta rua, montra da cidade, ficavam os mais belos exemplares (e alinhados) de edifícios da arquitectura europeia. São de destacar o Palácio do Governo (aquirido em 1881 à família do Barão do Cercal), as vivendas de famílais abastadas (em especial da Companhia Inglesa das Índias Orientais), a antiga residência dos governadores, que chegou a ser conhecida por Palácio das Repartições (demolido nos anos 50), o Hotel Riviera (demolido em 1971 e que antes se chamava New Macao Hotel), o Grémio Militar (fundado em 1870 tendo entretanto adoptado o nome de Clube Militar) e o Jardim Público, o primeiro de Macau... Nota ainda para o nº 75 onde viveu Camilo Pessanha.
Os aterros também acabaram com os dois fortins que protegiam a baía: o de S. Pedro, de S. João e 1º de Dezembro.
Pousada e Capela de S. Tiago da Barra
The Fortaleza da Barra was one of the fortresses built in the 17th century by the Portuguese to defend Macau against hostile European nations and local pirates. One hundred years later a chapel was built within its walls and dedicated to Saint James, the patron saint of the Portuguese garrison. Today, much of the fortress and the Chapel have been preserved as part of the Pousada de São Tiago.
The small Chapel, erected in the Barra Fort in 1740, was dedicated to St. James, the saint adapted by the Portuguese army, and the statue above the altar depicted St. James in military uniform. He wears high boots and the soldiers at the fort believed that at night he would leave the Chapel and patrol the ramparts, to inspect his troops. In the morning, legend says, there would be mud on his boots, so a soldier was assigned to polish them each day. On one occasion, it is said a lazy soldier was hit on the head by the saint. To this day, his feast is celebrated at the Chapel on the 25th of July every year. In 1978, the Chapel was restored and the statue of St. James cleaned and painted. As in the past, it became an integral part of the main building, adjoining the reception area and cocktail lounge. 



Fortaleza de São Tiago da Barra - também conhecida como Forte da Barra, foi erguida em 1629 no local de uma primitiva bateria, com a função de defesa do ancoradouro interior. Sobre as colinas no extremo sul da península de Macau, constituía-se numa cidadela dentro da cidade. As suas muralhas tinham com seis metros na base, 3,3 no topo, elevando-se a 30 pés de altura. A sua importância estratégica era de tal ordem que nos séculos XVII e XVIII o seu comandante era nomeado diretamente pelo soberano em Portugal e não estava sujeito ao Governador de Macau. O forte passou a contar com uma capela sob a invocação de São Tiago, patrono dos militares, a partir de 1740, quando foi reforçada e ampliada. A sua plataforma principal media 113m x 42m, albergando doze canhões de calibre 24, e quatro de calibre 50, uma cisterna com capacidade para 3.000 litros e instalações para o comandante e 60 soldados. Mais acima na colina havia uma casa da guarda, seis canhões calibre 24 e, ao nível do solo, armazéns para munições e abastecimentos e uma casa espaçosa. Como as demais estruturas defensivas, caiu em ruínas ao longo dos séculos até que, durante a Segunda Guerra Mundial os antigos canhões foram vendidos para adquirir arroz para alimentar os refugiados de Hong Kong e da China.
Ao longo dos anos o forte foi gradualmente demolido para construção de estradas e a partir de 1976 deixou de ser utilizado pela Polícia Marítima. O Departamento de Turismo do Governo de Macau recuperou-o e requalificou-o como pousada, a "Pousada de São Tiago", inaugurada em 1982. Os visitantes podem conhecê-la e visitar a capela em seu interior, onde se destacam a imagem da Virgem e a do padroeiro. Segundo uma lenda local, a estátua do santo patrulhava o forte de noite, pelo que de manhã as botas estavam enlameadas, havendo um soldado destacado para as limpar. Um dia o soldado ter-se-ia esquecido de o fazer, tendo sido atingido na cabeça pela espada do santo.
IV Grande Prémio de Macau
A edição numero 4 do GP realizou-se no dia 17 de Novembro de 1957 e contou com a inscrição de 19 pilotos, dos quais alinharam à partida 16. Entre os favoritos destacou-se a presença do Mercedes 300 SL de Pateman, do AC Bristol de Hardwick e do Ferrari 500 Mondial Spyder Scaglietti série II de George Baker, que havia pertencido ao tenente Mário Lopes da Costa, com a qual alinhou no Grande Prémio Macaense em 1955 e 1956.
Com uma interessante luta inicial entre o 500 Mondial e o 300 SL, a corrida viu à 35ª volta o Ferrari de Baker parar com uma biela partida. A partir daqui o duelo seria entre Pateman e Hardwick no pequeno e ágil AC Bristol. Apesar de um breve ida às boxes para verificar um possível derrame de óleo, Pateman venceu a corrida, completando as 77 voltas (330 milhas) em 4h34m e 37 segundos, constituindo este um tempo recorde para esta prova. Hardwick ficou em 2º lugar a uma volta. A prova foi presenciada por cerca de 25 000 espectadores.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
A Missa das 11 horas
"No Largo [da Sé], todo rodeado de casas assobradadas, ainda adormecidas, escutavam-se os primeiros pregões do vendedor de pão fresco e o encarregado da iluminação pública apagava os últimos candeeiros de petróleo. Havia poucos madrugadores na missa. Só algumas mulheres de do, correndo as contas do rosário ou debruçadas sobre o confessionário, e ainda grupos que iriam passar o domingo em piqueniques, na terra-china, ou à Praia da Boa Vista, à Areia Preta, ou à Praia de Cacilhas, famosa pela transparência das suas águas. O chique era a missa das onze horas e depois o passeio à Rua Central onde os mouro-mouros tinham os seus estabelecimentos, pejados das últimas novidades da moda, e dali se descia a Calçada de Stº. Agostinho, mais conhecida pela Travessa das Onze Horas, para a Praia Grande".

«A sahida da missa». Fotografia da "Illustração Portugueza" de 28 de Dezembro de 1908.
domingo, 1 de novembro de 2009
"A Opinião Pública em Macau"
José Augusto dos Santos Alves escreveu "A opinião pública em Macau: a imprensa Macaense na terceira e quarta décadas do séc. XIX. Uma edição da Fundação Oriente no ano 2000.A Opinião Pública em Macau - a Imprensa Macaense na terceira e quarta décadas do século XX aborda pela primeira vez com profundidade e rigor o periodismo em Macau no alvor do liberalismo oitocentista, proporcionando um espelho rigoroso da sociedade macaense e das correntes de pensamento nela predominantes.
A complexidade do estudo deriva da especial situação do território de Macau que, não sendo autónomo de Lisboa, sempre agiu com grande independência. Deste modo, a imprensa macaense revela-se um mercado aberto à “oferta” e à “procura” de informação, espaço vital para o funcionamento das instituições de uma sociedade onde a legitimação do exercício do poder assenta na comunicação amplificada entre a Sociedade e o Estado.
in site da FO
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