sábado, 10 de julho de 2021

História Ilustrada do Comércio do Ouro (séc. 20): 1ª parte

As negociações para o estabelecimento de um Sistema Monetário Internacional (SMI) começaram, entre os EUA e o Reino Unido, em Julho de 1944, ainda no decorrer da Segunda Guerra Mundial. Os dois países tentaram estabelecer um padrão comum, perante o qual seriam definidos os valores das moedas nacionais. 
Chegados a um acordo, definiram o ouro-dólar como esse padrão. O ouro era um metal precioso cujo valor não sofria grandes flutuações e o dólar foi escolhido porque a economia norte-americana era considerada a mais estável.
O acordo de Bretton Woods teve como objectivos principais promover a cooperação internacional através das instituições monetárias, facilitar a expansão do comércio internacional, implementar a estabilidade dos câmbios e contribuir para a instituição multilateral de pagamentos. 
É assim que é criado o Fundo Monetário Internacional (FMI), destinado a assegurar os mecanismos de apoio financeiro necessários à estabilidade do SMI. Fica ainda proibida a importação de ouro para fins privados.
O preço do ouro é fixado a 35 dólares por onça e o seu comércio desencorajado e até mesmo proibido em alguns países como o Reino Unido (Hong Kong) e a China. Portugal fica de fora deste acordo e, por via disso, também Macau que passa a ser o Eldorado da Ásia para este comércio. De países na região como as Filipinas, Tailândia, Vietname, Índia, entre outros, passam a chegar a Macau milhares de onças, sobretudo em barras e lingotes que depois de transformados são reexportados. O governo de Macau que tinha acabado de perder uma importante fonte de receitas oriunda do comércio do ópio tem aqui a autêntica galinha dos ovos de ouro para encher os cofres públicos. A taxa de importação cobrada é de 2 dólares por onça e de 3 dólares para "ouro em trânsito" (o que não chegava a ser transformado estando no máximo 48 horas no território).*
Portaria 4176 de 21.6.1947

Em 1947 Macau importou 1.100.000 onças de ouro. No ano seguinte foram mais de 3 milhões de onças. É só fazer as contas...
A esmagadora maioria do ouro que passava por Macau era exportado, sobretudo para a China continental. Notícias da época indicam que o preço da onça em Manila rondava os 40 dólares e depois de passar por Macau era vendido em Xangai a 80 dólares.
Empresários locais como Pedro José Lobo (que era também o chefe da repartição que autorizava as importações de ouro) e chineses, quer de Macau quer do continente e de Hong Kong fizeram fortunas com este negócio que durou até à década de 1970.
* A taxa de importação de ouro de 2 patacas/onça foi instituída a 13 de Dezembro de 1947 (Portaria 4283 - Boletim Oficial 13.12.1947). A 19 de Janeiro de 1952 aumentou para 2,5 patacas originando uma quebra de quase 2 milhões de patacas nos lucros da concessionária do ouro a favor dos cofres públicos.
Curiosidade: O 7º livro da saga James Bond tem por título "Goldfinger" e foi editado em 1959. O autor, Ian Flemming, esteve em Macau nesse ano tendo-se encontrado no hotel Central com Pedro José Lobo. 
Em 1963, no livro "Trilling Cities escreve assim sobre Macau: "(...) Gold, hand in hand with opium plays an extraordinary secret role through the Far East, and Hong Kong and Macao, the tiny Portuguese possession (...) are the hub of the whole underground traffic. (...)

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Spotlight on Macau

Impresso em Singapura o "Papineau's Guide to Hong Kong and Spotlight on Macau" pela primeira vez em 1968 este guia turístico - da autoria de  Aristide J. G. Papineau -  depressa se tornou um dos mais conceituados na década de 1970. Num total de ca. de 200 páginas 10 eram sobre Macau.
Edições de 1977 e 1978
O guia turístico era focado na então colónia britânica mas com múltiplas referências a Macau, nomeadamente sobre a "vida nocturna".

Capa da 1ª edição: 1968

quinta-feira, 8 de julho de 2021

As várias versões do Mercado de S. Domingos

O Mercado de S. Domingos já teve várias versões. Pode ver aqui a versão dos primeiros anos do século 20 cuja construção foi feita em várias fases como atesta o anúncio publicado no Boletim Official nº 50 de Dezembro de 1905.

Na década de 1920 chegou a ser feito um projecto - imagem abaixo - de reconstrução mas a obra não chegou a avançar. 
Em 1949 os vários pavilhões foram demolidos para consrução de um novo mercado que ficaria pronto no início de 1950.
Nas imagens abaixo destacam-se o vendedor de balões, as tendinhas e a loja de venda de arroz. 
 As fotos de Joel Martin Halpern testemunham a versão de 1950 (são de 1957) já demolida.
Na placa toponímica pode ler-se Rua Norte do Mercado de S. Domingos
 A inauguração a 31 de Janeiro de 1950
O anterior mercado foi demolido e construído no mesmo local um novo

Em 1964
Versão actual: Complexo Municipal do Mercado de S. Domingos
inaugurado a 26 de Outubro de 1998.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

"Colonos chineses" para Timor

Anúncio do Governo de Macau publicado no Boletim Oficial de 1913 dando conta da partida de Hong Kong para Timor de um vapor e informando ainda que "concedem-se 6 passagens gratuitas a colonos chineses que queiram estabelecer-se naquela colónia". 
 
Já ali existia uma comunidade chinesa que com este tipo de iniciativas viria a aumentar o número. Dedicavam-se sobretudo ao comércio.

terça-feira, 6 de julho de 2021

Manuel da Silva Mendes: homem dos sete ofícios

A propósito dos 90 anos passados sobre morte de Manuel da Silva Mendes (1867-1931) - assinalam-se em Dezembro - recordo as referências sobre ele na edição de 1908 do "The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits Settlements, Malay States, Netherland India, Borneo, The Philippines, etc".
Nesta publicação podem atestar-se as múltiplas ocupações de MSM - foi ainda autor de livros e crónicas na imprensa, coleccionador de arte, etc... - no território onde chegara sete anos anos.
Em 1908 era Professor de português do Lyceu, Director do "curso commercial annexado ao Lyceu Nacional", Secretário do Grémio Militar, Membro do Concelho Municipal (Leal Senado), Advogado (bacharel em direito como se dizia na época) com escritório no nº 25 da rua da estrada da flora e ainda Juiz de Direito.






Em algumas referências, quer notícias quer directórios, dos primeiros anos do século XX  o nome surge como "Manoel" em vez de "Manuel". 
Referência à Biografia de MSM editada em 2017 no catálogo de edições do IC - Macau
Em cima o calendário do ano lectivo 1913-1914 quando MSM dava aulas de Português (também deu de Latim) no Liceu onde chegou a ser Reitor.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Escola Kwong Tai / 澳門廣大中學

A Escola secundária Kwong Tai em Macau remonta a 1938 quando foi constituída, à semelhança de outras instituições particulares de ensino que tiveram de fechar portas na China continental devido à invasão japonesa. Oriunda da província de Guangdong
Tem actualmente instalações na Rua de Fai Chi Kei e uma sucursal na rua Nova do Patane (pré-escolar e primária).
Antigas instalações da Escola Kwong Tai em Macau
The former location of Kwong Tai Middle School Macau. 
澳門廣大中學舊校址白馬行5號。

domingo, 4 de julho de 2021

Relatório do cônsul dos EUA: 1864

Macao, W. P. Jones Consul
September, 30 - 1864
I have the honor to submit my annual report for the year closing as above. Macao is a short irregular narrow peninsula of the great island of Keang Shan constituting almost the entire southwestern shore of the Gulf of Sintin the estuary of the Canton or Pearl river.
A flat sandy isthmus more than a mile long though scarcely forty paces broad connects it with the main island. Across the middle of this isthmus lie the ruins of an ancient barrier wall marking the Portuguese limits.
The city is situated in north latitude 22 12 longitude 113 31 east from Greenwich and is thus almost due south from Canton distant about ninety miles and due west from Hong Kong some forty miles. Immediately west of it the great West river Si Kiang enters the sea freighted with immense traffic which should find here its most natural communication with foreign commerce.
Under present restrictions but a small portion of it comes hither and that for the most part illicitly. This grand island of Keang Shan lying between the wealth laden Canton and West rivers and upon the sea should certainly under good government.
Lecome the Manhattan of southern China Situated barely within the northern tropic a picturesque promontory projecting boldly into the sea and fanned by the southwest and northwest monsoons.
Macao enjoys a salubrious and generally delightful climate that renders it the sanitarium of China. The equability of the temperature is remarkable the mercury never so far as I have experienced rising to above Fahrenheit 100 in the shade or falling below 36o. The mean maximum in a series of years for July the warmest month was 87 the minimum for January the coldest month 46o. (...)
The entire population of the Macao peninsula by calculation based on a late census is estimated at 105,800, classed as Europeans 800, Creoles and Mestizos 5,000, Chinese 100,000.
With such a climate and such a system of manuring as produce four crops per year it is still wonderful what an amount these frugal and industrious natives gather from the small area of arable land within this petty territory.
Vista do Porto Interior (imagem não incluída no livro)

Of course Macao is too insignificant in extent to render its agricultural products of any commercial importance. Like Hong Kong this is a consuming not a producing colony, a mere coast station for distribution into and collection of exports from China proper as such its market abounds with all the fruits and staples of this fertile tropical clime from the neighboring shores and island while its own gardens supply it bountifully with European vegetables and contribute of the same to the markets of Hong Kong and the open ports north.
The industrial energies of Macao are employed principally as follows viz In drying sorting firing and boxing tea a large business preparing and cassia and their oils for exportation bottling and casing it in gold beating and sugar refining in making Chinese cigarettes for the coast and straits trade a large business making vermilion umbrellas, fire crackers, incense sticks, camphor wood trunks, desks and bureaus bamboo and ratan work.
It is impossible to ascertain the amount of capital invested in these employments but it is safe to say they engage fully one fifth of the Chinese population or about 20,000 persons.
In the early part of the seventeenth century immediately preceding the exclusion of foreigners from Japan the commercial prosperity of Macao excited the wonder and envy of all Europe.
Many of the mansions of the merchant princes of those days almost palatial in their extent still remain to attest the opulence of their first masters and maintain some air at least of the city's ancient importance and glory.
It cannot be denied that the impolicy of the Macao authorities in persistently demanding heavy import and export levies long after they had good reason to know that these very duties were impelling the English and other traders to run the risks of smuggling rather than submit had much to do with hastening and aggravating their misfortune.
On the other hand the existing abolition of all imposts, the extreme liberality of the present authorities, together with low rents and exemption from taxes the much greater security to life and property here than in the other China ports under the superior police force and regulations of this colony are now promising to effect a favorable reaction in its favor.
Since the closing of the custom house little or no effort has been made to collect the statistics of trade until since the accession of the present governor.
Since the first of January last all masters of vessels have been required to furnish the captain of the port manifests of inward and outward cargoes with estimated value. Of course while the Macao government has no direct pecuniary interest in the correctness of these figures and the jealousies of merchants induce them to conceal their transactions from each other the manifests can be regarded as mere approximations much below the actual values. From these data to which the truth would I am fully persuaded add at least a third we learn that the imports during the first six months of 1864 amounted to an average rate of above five millions per annum being more than the exports of all China in 1830 or any year previous that I find reported except 1805 which were about the same.
So that were the profits of this trade what they once were Macao might still be opulent. The inner harbor of Macao is one of the safest havens on the China coast being perfectly land locked but unfortunately a sand bar renders its entrance impossible to vessels of heavy burden.
The Macao roads are entirely safe and commodious but some four miles distant which when a high sea is running proves a serious disadvantage. His excellency the present governor promises to dredge the bar hindering entrance to the inner harbor which it is hoped will be accomplished at an early day.
There is no American capital employed at Macao except in merchandising and this is done at present principally through agents of firms at Hong Kong what direct American trade may have hitherto existed at Macao having been totally arrested by the accidents of war.
The purchases of American houses made at this port during the preceding year probably reached the sum of 350,000 entirely for European trade or if for shipment to the United States to be delivered at Hong Kong whence they were invoiced I have no doubt that would several enterprising American firms taking advantage of the present liberal policy of this government resolve to establish houses at Macao they might transact a very profitable business.
in Commercial Relations of the United States with Foreign Countries. 1865

sexta-feira, 2 de julho de 2021

"Mysterious Macao, Once Busy Port, Now Exists for Fan-Tan and Opium"

De passagem por Macau em 1940, a jornalista e escritora norte-americana Violet Sweet Haven (1908-2001) escreverá uma crónica intitulada "Mysterious Macao, Once Busy Port, Now Exists for Fan-Tan and Opium" que seria publicada no jornal Lewiston Morning Tribune a 4 de Agosto desse ano.

"Here I am in Macao, a mysterious Portuguese colony along the estuary oh the Pearl river in south China. It is only five square miles but its perhaps the most exotic places in all Asia. (...) Now Macao is famous for Fan Tan games and its trade in opium. I came up from Hongkong this morning on a tiny river boat, the S.S. Chung S. There was no other white women on board and i made friends with a few of the crew. (...) Macao is tined with narrow European streets and the houses are of colourful shades: pink, blue and green. For a moment i thought it was last summer, and i was in Lisbon, Portugal. (...) Down the street was the Riviera hotel overloonking a bay filled with Chinese fishing junks. Inside Pancho's orchestra played Thaitian love song in ragtime as pretty Chinese girls danced the Congo. For dinner I was at the home of the British vice-Consul, high on a pinnacle, overlooking all of Macao and the islands surrounding it across the bay. (...) All of Macao is a paradise."
Imagem da década 1940 (não incluída no artigo)
Tradução:
“Aqui estou eu em Macau, uma misteriosa colónia portuguesa ao longo do estuário do Rio das Pérolas, no sul da China. Tem apenas cinco milhas quadradas, mas é talvez o local mais exótico de toda a Ásia. (...) Actualmente Macau é famoso pelo jogo de fantan e o comércio de ópio. Vim de Hong Kong esta manhã numa pequena embarcação fluvial, o SS Chung S. Não havia nenhuma outra mulher branca a bordo e fiz amizade com alguns membros da tripulação. (...) Macau é ladeada por estreitas ruas europeias e as casas têm tons coloridos: rosa, azul e verde. Por um momento pensei que era o Verão do ano passado, e estava em Lisboa, Portugal. (...) Descendo a rua** fica o hotel Riviera, sobranceiro a uma baía* repleta de juncos de pesca chineses. No interior, a orquestra de Pancho toca uma canção de amor  do Thaiti em ritmo jazzístico enquanto lindas raparigas chinesas dançam o congo. Ao jantar, estive na casa do vice-cônsul britânico, no alto de um pináculo***, com vista para toda a península e as ilhas que a rodeiam, do outro lado da baía. (...) O território de Macau é todo ele um paraíso.”
* Baía da Praia Grande
** Provavelmente a Av. Almeida Ribeiro, no percurso entre o Largo do Senado e a Rua da Praia Grande (no cruzamento ficava o hotel Riviera)
*** Colina da Penha

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Artefactos de malha

A fotografia mostra o pavilhão da Fábrica de Artefactos de Malha Iong Poc Tong - nome do proprietário chinês - na primeira Feira Industrial de Macau em 1926. A fábrica  (uma das três que existiam no final da década de 1920) ficava no nº 13 da Travessa de Maria Lucinda e também fez parte da representação do território na Exposição Portuguesa em Sevilha no ano de 1929.
Na primeira metade do século 20 os artefactos de malha estavam entre os produtos mais exportados de Macau. Para além da Iong Moc Tong as fábricas mais conhecidas foram a Chi-Sang na Rua Francisco Xavier Pereira, a Chong-Ha na Rua dos Mercadores, a Wai-san na Avenida Almirante Lacerda e a Wai-man na Rua João de Araújo.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

"Two to Macao"

Two to Macao
By Jim Marshall
Macao, the Portuguese city in China, is headquarters for exotic wickedness. She has had the reputation for years; nobody thought of questioning it. But now Pan American Clippers are dropping Americans there in droves, and the Americans are saying, "Show us." And Macao, put on her mettle, is going to do her level best Chinese lottery tickets are offered for sale every few feet along (...)
The big gambling places are all much a like. Typical one is the Vitoria. (...) Macao itself is a small peninsula on the west side of the Pearl River mouth, a few miles away below Canton, where the revolutions come from. It is only 5 square miles in extense, and half of thi sis reclaimed land.About 200,000 people live in the city. About a million more live roundabout in everything from 10 foot sanpans to 500 ton. war junks. (...)
Today if you fly in to Macao, you'll see the old Kinshan plowing slowly up the muddy channel far below. (...)
Macao has its streets of pleasure girls (...) 

in Collier's, edição 26 Junho 1937

Dois para Macau 
Por Jim Marshall 
Macau, cidade portuguesa na China, é sede de perversidades exóticas. Tem essa reputação há anos e ninguém nunca a questionou. Mas agora os Clippers da Pan American estão deixando americanos lá em massa, e os americanos dizem: "Mostre-nos." E Macau, com coragem, vai dar o seu melhor. Os melhores bilhetes de lotaria chinesa são colocados à venda a cada poucos metros (...) Os grandes locais de jogo são todos muito parecidos. Um típico é o Vitória. (...) Macau é uma pequena península no lado oeste da foz do Rio das Pérolas, algumas milhas abaixo de Cantão, de onde vêm as revoluções. Tem apenas 5 milhas quadradas de extensão e metade desta área resulta de aterros. Cerca de 200.000 pessoas vivem na cidade. Cerca de um milhão mais vive em redor, desde as pequenas sanpanas de 10 pés aos juncos de guerra de 500 toneladas. (...) Hoje, se você voar para Macau, verá o velho Kinshan subindo lentamente pelo canal lamacento lá em baixo. (...) Macau tem as suas ruas de miúdas do prazer (...) 
Tradução do excerto de artigo publicado na edição de 26 Junho 1937 da revista semanal norte-americana Collier's.

terça-feira, 29 de junho de 2021

1949-1969: celebrações do 20º aniversário da RPC

Criado em 1921 o Partido Comunista da China (PCC) celebra esta semana o centésimo aniversário. O PCC chegou ao poder em 1949 e desde então ao secretário-geral do partido é também o presidente do país. No post de hoje uma sequência de imagens das celebrações do 20º aniversário do PCC em Macau em 1969.
Porto Interior junto à ponte-cais 16 (Grand Hotel Kuok Chai à esquerda)
Av. Almeida Ribeiro/San Ma Lou (ao fundo o edifício Rainha D. Leonor)
Porto Interior junto à Praça de Ponte e Horta

Porto Interior

No Largo do Senado (SCM à direita)
Junto à Av. Inf. D. Henrique (esplanada Waltzing Matilda à esquerda)
Fotos de João Constantino, na altura militar português em comissão de serviço em Macau.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Hotel A. Chau: Rua do Gamboa



Séc. 21
Década 1970
Década 1950

Remonta à década de 1930 o hotel A-Chau na Rua do Gamboa cujo placard pode ver-se junto à Travessa da Louça onde está um túnel em arco. Este túnel em tempos idos, chegou a ter uma porta que se fechada durante a noite para evitar vagabundos ou malfeitores. Este termo era designado como “lanchaes”, do cantonense "lán châi". 
O Hotel A-Chau (significa Hotel Ásia) situava-se depois da passagem pelo túnel, num edifício do lado direito.

domingo, 27 de junho de 2021

sábado, 26 de junho de 2021

Visitas à Cadeia Pública: 1913


Acabado de concluir na época, em finais de 1913 um Aviso da Direcção das Obras Públicas informava que "é livremente permitida em todos os dias úteis" durante uma semana "a visita ao novo edifício da Cadeia Civil, acabado de concluir e que vai desde já ser entregue à exploração".

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Planta da cidade e peninsula do Nome [ [de] Deus [de] Macáo na China

Intitulada "Planta da cidade e peninsula do Nome [ [de] Deus [de] Macáo na China" foi elaborada por volta de 1700 e tem 75 x 51 cm.
Inclui localização e legendas da Fortaleza de Nossa Senhora da Guia, Fortaleza do Monte, Forte de S. Francisco, Forte de S. Pedro, Forte de Nossa Senhora do Bom Parto e Fortaleza da Barra