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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

A 'febre' das bicicletas no início do século 20

Data de 1899 a criação da primeira empresa dedicada à construção, venda e conserto de bicicletas e riquexós. Denominada Macao Cycle Depôt, pertencia a L. A. da Silva e estava localizada nos números 97 e 99 da Praia Grande.
No início do século 20 era Carlos Ayres o proprietário da empresa que importava marcas como a "Raleight" de Inglaterra . O entusiasmo pela nova modalidade de passeio foi tal na sociedade macaense que nessa altura já existiam cerca de uma dezena de estabelecimentos onde era possível alugar bicicletas.
Num anúncio da empresa em 1910 podia ler-se:
MACAO CYCLE DEPOT
Esta conhecida e antiga loja de bicycletas acaba de receber de Londres uma remessa de bicycletas para homens e senhoras e de varios outros accessorios, taes como: cornetas acusticas, lanternas, travões, gomma, tinta, rodas, borracha interna e externa, presilhas para calças, etc. etc. Vão ser postas á disposição do respeitavel publico para aluguel muitas bicycletas novas. Pede-se aos amantes do sport de bicycletas uma visita a este estabelecimento onde se encontram á venda todos os accessorios de bicycletas e machinas completas por preços convidativos.
Macau, 28 de março de 1910.
Carlos Ayres.
Num relatório da polícia local de 1920 descreve-se o número de bicicletas como um "formigueiro perigoso" registando-se inúmeros acidentes, nomeadamente com peões e os primeiros carros que circulavam na cidade.
Perante este cenário de caos, o Leal Senado viria a criar três espaços (com diferentes horários) para se aprender a andar de bicicleta: no Campo de Mong-Há, na Avenida da República (desde o Tanque dos Mainatos até à Fortaleza da Barra) e na Avenida Vasco da Gama.
Ao mesmo tempo no Código de Posturas da cidade os agentes de autoridade tinham responsabilidade de fiscalizar com mais afinco a circulação de bicicletas e aplicar multas. Bicicleta sem campainha dava lugar a uma coima de duas patacas. A falta de lanterna custava uma pataca de multa.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Companhia "Tai-Sang" dos vapores de carreira Macau-Hongkong

Anúncio de 1939 da Companhia "Tai-Sang" - 泰商 - dos vapores de carreira Macau-Hongkong.
Companhia "Tai-Sang" dos vapores de carreira Macau-Hongkong

Os vapôres "Kau-Tung" e "Macau", com explendidas acomodações, dotados com as mais aperfeiçoadas e higienicas acomodações e tendo um pessoal esmerado fazem as carreiras entre esta cidade e Hongkong, com o seguinte horario, e por preços muito convidativos:

Vapor "Macau"
De Hongkong para Macau Ás 8.15 horas
De Macau para Hongkong Ás 16 horas.

Vapor "Kau-Tung"
De Hongkong para Macau Ás 14,30 horas.
De Macau para HongkongÁs 3.30 horas da madrugada

1a. classe = $3.00; ida e volta = $5.00; 2a. classe = $2.00; 3a. classe = $1.40.
Os passageiros do deck pagam $0,70, e no porão $0,30.

As passagens de Macau para Hongkong são pagas em notas chinêzas só nas 2a., 3a. classes e no porão, e de Hongkong para Macau em notas europeias.

Quaisquer informações são prestadas pelo telefone No. 2353 a bordo dos referidos vapores,ou pelo telefone da Companhia "Tai-Sang", No. 973, Avenida Almeida Ribeiro (Hotel Central, 1.º andar)


Um dos vapores da empresa na ponte-cais nº10

Os vapores Macau (澳門) e Kau-Tung (九江) eram gémes. Foram construídos em 1903 e tinham1.665 toneladas. Transportavam carga e centenas de passageiros, incluindo no "porão", o bilhete com o preço mais baixo.
Note-se a regra de pagamento: passagens baratas podiam ser pagas em "notas chinesas" (da província de Guangdong), mas as classes altas ou viagens a partir de Hong Kong exigiam "notas europeias" (como os dólares de Hong Kong emitidos por bancos britânicos ou as patacas de Macau), reflectindo a complexidade monetária da região antes e durante a Segunda Guerra Mundial.
A empresa tinha o escritório no 1º andar do Hotel Central.

terça-feira, 30 de junho de 2026

As várias 'vidas' do S. S. Tung Shan

O Tung Shan foi um navio a vapor clássico de três andares que operou na rota entre Hong Kong e Macau durante as décadas de 1960 e 1970.
Originalmente construído em 1924 com o nome Sai On, esta embarcação de 1.950 toneladas e 71 metros de comprimento teve vários nomes e utilizações.
Atracado no Porto Interior

Como SS Sai On (1924 - 1943) começou a operar na rota Hong Kong–Cantão (Guangzhou) pela Woo & Mok Ltd. Em 1936, foi vendido à Tung On Steamship Co..

Como Seian Maru (1943 - 1945): Durante a Segunda Guerra Mundial e a ocupação japonesa de Hong Kong, o navio foi confiscado pelo Governo Imperial Japonês. Foi rebaptizado e usado como navio de transporte.

Regresso como Sai On (1945 - 1950): Devolvido aos donos originais após a guerra, o navio sofreu o seu pior dia a 4 de fevereiro de 1947. Enquanto estava atracado em Hong Kong, um incêndio massivo deflagrou a bordo, transformando o navio num inferno. Cerca de 300 passageiros morreram queimados ou sufocados. Foi um dos piores acidentes marítimos de Hong Kong no século XX.

SS Takshing (1950–1968): O casco carbonizado foi submetido a uma reconstrução em Ngau Chi Wan. Foi rebatizado como Takshing (ou Tak Shing), voltando ao serviço activo - pela empresa Tai Yip - totalmente modernizado. Ian Fleming viajou nele até Macau em 1959.

Em 1968 recebeu o seu último nome, Tung Shan. Operou desde esse ano e até Janeiro de 1974 na rota Macau-Hong Kong. Foi retirado de circulação em Janeiro desse ano e desmantelado.
Demorava cerca de quatro horas para completar a viagem. A bordo do Tung Shan, os passageiros tinham à disposição lugares em três decks e desfrutavam de um um cruzeiro cénico de 4 horas pelo Delta do Rio das Pérolas. Estava equipado como camarotes privados confortáveis, salas de jantar e um bar.
O escritor James Kirkup descreveu estas cabines de primeira classe como o "último grito do luxo requintado", decoradas com espelhos, palmeiras e pelúcia rosa, onde se serviam jantares finos
No porão e no convés inferior, os bilhetes eram baratíssimos mas com piores condições. Havia ainda toldos de lona listrada no convés para relaxar e tomar bebidas.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

"Barcos da carreira regular Macau-Hong Kong" em 1962



Actualmente são três os barcos que mantêm uma carreira regular entre Macau Hongkong:
Tak Shing — Tai Loy — Fat Shan
Nos três barcos é sensivelmente igual o custo das passagens:
Cabines de 1.ª classe (singelas) $ 20,00 
Cabines de 1.ª classe (duplas)  $ 15,00 (por pessoa) 
Salão de 1.ª classe $ 8,00 
Cabines de 2.ª classe (duplas) $ 10,00 (por pessoa) 
Salão de 2.ª classe $ 6,00
in Anuário de Macau 1962

sexta-feira, 5 de junho de 2026

"Estação para Jerinxás" na Rua de S. Paulo

Nesta fotografia da Rua de S. Paulo, já perto do Largo da Companhia de Jesus, destaco a placa do Leal Senado, localizada no lado esquerdo e onde se pode ler: "Leal Senado - Estação para Jerinxás".
Um olhar mais atento permite perceber que no registo fotográfico foram captados dois momentos distintos da evolução deste meio de transporte público. À esquerda está dois jerinxá, variante fonética macaense de "jinrikisha", veículo de duas rodas puxado por um homem que foi um dos principais meios de transporte em Macau desde o final do século 19 e até meados do século 20, quando aos poucos foi sendo substituído pelo triciclo, de que se pode ver um exemplar do lado direito.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Aspectos do Cais dos Vapores no primeiro quartel do século 20

Nesta fotografia dos primeiros anos do século 20 o antigo Largo da Caldeira já surge ocupado nomeadamente por um edifício onde na fachada está uma anúncio de grandes dimensões:
"COLGATE & CO. / NEW YORK / U.S.A. / ESTABLISHED 1806"
A azáfama neste troço da Rua das Lorchas é notória, nomeadamente o elevado número de jerinxás. Entre os vários elementos arquitectónicos visíveis destaco uma vista parcial da torre Prestamista na Rua do Bocage.

O topónimo Largo da Caldeira já não existe mas ficaram a Rua e a Travessa da Caldeira que permite situar este local nos dias de hoje. O prédio do anúncio da Colgate corresponde à actual Travessa 5 de Outubro.
Sendo uma zona de muito movimento em redor existiam vários restaurantes, casas de chá, hospedarias, pensões, hotéis, etc...
Junto ao muro inúmeras sampanas, pequenas embarcações vitais para a vida comercial e o transporte de mercadorias no porto interior

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Enciclopédia "The Countries of the World"

Na imagem parte da página 1383 de uma enciclopédia geográfica famosa do início do século XX chamada "Countries of the World", de Robert Brown (Ed. Cassel), numa reedição feita entre 1920 e 1923- 
Sob o título "Three-Masted Junk and a Sampan off Macao" uma legenda acompanha a fotografia de John Bushby.
"The large vessel is a junk, and the smaller white-sailed vessel is a sampan. Junks are the ordinary craft of the Chinese coastwise trade, and are rigged with lug sails, often made of matting, and may have one, two, or three masts. Sampans are the usual river craft, being characterised by a matting awning over the after-part, while they can be sailed or worked with a single oar over the stern."

Tradução/Adaptação:

Junco de três mastros e uma sampana ao largo de Macau
A embarcação grande é um junco, e a embarcação menor de vela branca é uma sampana. Os juncos são as embarcações comuns do comércio costeiro chinês e são equipados com velas de carangueja (tipo lug), frequentemente feitas de esteira, podendo ter um, dois ou três mastros. As sampanas são as embarcações fluviais habituais, caracterizadas por um toldo de esteira sobre a parte traseira, e podem ser navegadas à vela ou operadas com um único remo na popa.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

A última viagem do jetfoil Madeira

Nos últimos anos já não tinha as cores e parte do design de origem, mas o jetfoil Madeira fica para a história como um dos lendários modelos Boeing 929 que moldaram a ligação marítima entre Hong Kong e Macau ao longo do século 20.
Ainda navegavam os mais antigos hydrofoil quando o Madeira entrou ao serviço a 22 de Abril  de 1975 estabelecendo um novo padrão nas viagens marítimas entre as duas cidades, com uma velocidade e estabilidade excecionais, como se estivesse a voar sobre o mar... Saiu da fábrica da Boeing em Fevereiro de 1975 e chegou a Hong Kong em Março. Foi o primeiro dos jetfoil da Far Eastern Hydrofoil Company - antecessora da actual TurboJET - e navegou durante 50 anos!
Com um custo de 18 milhões de dólares de Hong Kong, o Madeira navegou para Macau pela primeira vez com passageiros a bordo no dia 25 de Abril de 1975 partindo às 9h da manhã de Hong Kong. Nesse dia completou três viagens de ida e volta. O tempo de viagem foi reduzido de 1 hora e 15 minutos para apenas 50 minutos, enquanto a capacidade de passageiros duplicou para cerca de 280. Cada bilhete custava 30 HKD nos dias úteis e 35 HKD nos fins de semana e feriados, acrescida de 5 HKD de taxa de embarque. Sensivelmente os mesmos valores em patacas.
A FEH reforçou a sua aposta nos jetfoils após o grande sucesso do Madeira e do Santa Maria, que se juntou à frota mais tarde, ainda em 1975. Nos primeiros quatro anos de actividade foram transportados pelos jetfoil cerca de 5 milhões de passageiros. O sucesso foi de tal ordem que no início da década de 1980 a FEH foi pioneira no serviço de navegação nocturna em ferries de alta velocidade, equipando os jetfoils com sistemas avançados de visão nocturna. O pico da era dourada deste meio de transporte seria atingido na década de 1990 quando estavam ao serviço 16 unidades.
Em funcionamento regular até Novembro de 2013, altura em que colidiu com um objecto desconhecido no mar, permaneceu no estaleiro desde então e foi agora desmantelado. Neste fim de uma era, em 2025 deixaram de estar ao serviço outros velhinhos jetfoil como o Taipa, Terceira, Funchal e S. Jorge. Resta apenas o Flores embora também já não esteja operacional. Na verdade o Flores foi o primeiro a ser construído pela Boeing em 1974, mas só entrou ao serviço em Macau mais tarde, já que foi comprado em segunda mão, depois da estreia no Hawai.
Bilhete de jetfoil em 1979: uma viagem custava 38 HKD (ca. 40 patacas)

sexta-feira, 6 de março de 2026

O jerinxá/riquexó de Camilo Pessanha

No mês em que se assinala o centenário da morte de Camilo Pessanha aqui fica mais post alusivo ao poeta.
Desaconheço o actual paradeiro do jerinxá/riquexó de Camilo Pessanha, meio de transporte utilizado pelo poeta na sua vida, incluindo segundo consta, nas deslocações até ao Liceu juntamente com o pequeno cão Arminho - no Largo de Santo Agostinho, no antigo Hotel Boa Vista ou no Tap Seac - onde foi professor durante muitos anos e por norma chegava atrasado às aulas. Ensino história e geografia, por exemplo. Terá também sido um riquexó como este usado pelo poeta à chegada a Macau, transportando-o do cais dos vapores Porto Interior, até ao hotel Hing Kee, na Praia Grande, a sua primeira morada no território.

O mesmo riquexó, página de um artigo da revista Macau em 1988.

Após a morte do poeta em 1926, o riquexó viria a fazer parte do espólio do Museu Luís de Camões. Em 1979 o riquexó foi exibido em Lisboa, no âmbito na iniciativa Quinzena de Macau, organizada pelo Fundação Calouste Gulbenkian.

segunda-feira, 2 de março de 2026

"Carreiras de Camionetas" em 1948

Na imagem abaixo um bilhete de autocarro do final da década 1940. A viagem começava no cais dos vapores (Poto Interior, junto à ponte-cais nº12) seguia pela Rua da Barra, depois pela Av. da República e Rua da Praia Grande até chegar ao "Aterro da Praia Grande" onde no cruzamento junto ao Jardim de S. Francisco, virava à esquerda para a Rua do Campo, até chegar ao destino final, o Bairro Tamagnini Barbosa (Toi San). 
Companhia de Auto-Ómnibus de Macau
澳門公共汽車公司
UA 7777 20 c. (20 avos)
Cais de vapores de Hongkong e Macau
港澳碼頭
Rua da Barra
媽閣
Avenida República
西灣
Aterro da Praia Grande
游泳場
Portas do Cerco
關閘
Bairro T. Barbosa
台山 
Este bilhete é válido só para uma viagem e é intransmissível
此票祇用壹次不得轉給別人

Terminada a segunda guerra mundial foi reactivado o serviço de transporte público na cidade de Macau. O Leal Senado lançou o concurso ganho pelo Companhia de Auto-Ónibus de Macau (com sede na Rua das Lorchas). Ficou com o exclusivo da operação a partir de 2 de Julho de 1947 e por um período de seis anos. Na prática o serviço só começou no final de Março de 1948 e com dois itinerários, segundo um anúncio publicado no dia 24 desse mês no jornal Notícias de Macau:
Carreiras de Camionetas da "Companhia de Auto-Omnibus de Macau"
com sede na Rua das Lorchas, No. 43
Seguem por enquanto 2 itinerários:
1.º  Partida na Rua Visconde Paço d'Arcos (ao Cais dos vapores), seguindo pela Av. Almeida Ribeiro, Praia Grande, Rua do Campo, Av. Conselheiro Ferreira de Almeida, Av. Horta e Costa e regresso ao ponto de partida pela Avenida Marginal.*
2.º  Partida do mesmo ponto, seguindo as camionetas em sentido inverso do anterior.
As carreiras funcionam todos os dias das 7 às 24 horas, sendo os intervalos entre duas camionetas entre 8 a 12 minutos.
Preço dos bilhetes — 20 avos para qualquer distância dentro dum itinerário.

Na década de 1950 a empresa tinha 25 viaturas ao serviço e cinco itinerários custando cada viagem 20 avos por pessoa. 
* A Avenida Marginal referida é o troço ao longo do Porto Interior: desde a Av. do Almirante Lacerda passando pela Rua da Ribeira do Patane até ao Cais dos Vapores, onde ficava o ponto de partida e de chegada dos autocarros, uma zona muito movimentada por ser a ligação de Macau com o exterior. Em cima uma fotografia da época onde assinalei a paragem dos autocarros, junto à ponte-cais nº 12.

domingo, 23 de novembro de 2025

O "Sui-An" da "Hong Kong-Macao Line"

Um dos navios que no início do século 20 assegurava a ligação entre Macau e Hong Kong.
Um testemunho de um viajante no Sui An pode ser lido aqui.
 




sexta-feira, 31 de outubro de 2025

"S.S. Macau" na ponte-cais do porto Exterior

 

A par das 'velhinhas' pontes-cais no Porto Interior, nomeadamente as nros 12 e 16, que serviam de terminal de passageiros nas ligações com Hong Kong e Cantão, a partir de meados da década 1960, passou a funcionar a ponte-cais do Porto Exterior. Com um pouco menos de assoreamento, permitia a acostagem navios de maior calado, e passaria também a ser usada pelos novos hydrofoil e mais tarde os jetfoil.
Construído em 1931 (a carvão) sob o nome de Princess Margaret para operar nos portos do Reino Unido tinha quase 100 metros de comprimento e uma velocidade máxima de 20,5 nós. Em 1952 foi reconvertido para usar óleo e em 1962 foi vendido à Shun Tak Shipping Co. Ltd. que o adaptou para as viagens locais. Entrou ao serviço em Novembro de 1964 estando activo até ao final da década 1980.
O S.S. Macau fazia a ligação com Hong Kong em 2,5 horas (incluindo viagens nocturnas) e tinha capacidade para cerca de mil passageiros. O preço dos bilhetes no "Macau" eram mais elevados do que o dos vapores que atracavam no Porto Interior e demoravam cerca do dobro do tempo na viagem.
O terminal marítimo de passageiros foi uma das contrapartidas exigidas à STDM no âmbito da concessão da exploração em exclusivo do jogo em Macau. Começou por ser uma simples ponte-cais em madeira. A primeira estrutura foi feita por fases tendo ficado pronta já no final da década de 1960. Sempre em constantes obras de ampliação duraria até ao início da década de 1990 quando foi construído um novo terminal. Este seria substituído já no início do século 21.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Troço da Rua Dr. Pedro José Lobo em 1979

Entre os néons publicitários destaca-se o da Joalharia Chong Ngai Companhia Limitada/Chinese Arts and Jewellery Company Limited/Chong Ngai Chu Pou Kong Ngai Pan Iao Han Cong Si, fundada em Julho de 1979. Ficava no nº 22-A r/c da rua Dr. Pedro José Lobo/ 南灣羅保博士街.
Foto de Felix Aeberli em 1979

Ao fundo, à esquerda, pode também ver-se o Restaurante Jardim de Jade nos números 35-39. Corresponde ao actual Choi Un Jade Garden. Do lado direito, no nº 30 a Vila Nam Loon (uma pensão) que ainda existe (Nam Long) e o Restaurante Mundo Novo, entre outros estabelecimentos comerciais.
A fotografia tirada em 1979 permite ainda perceber como eram os táxis nas décadas de 1970 a 1990.
Perspectiva actual 

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Um automóvel "para venda": 1935

A Voz de Macau 7.9.1935
Anúncio da época ao Ford Tudor Sedan

PS: Um Studebacker de "cinco asssentos", também usado, custava na época 500 patacas, de acordo com outro anúncio publicado na mesma edição.

domingo, 21 de setembro de 2025

"Motocicleta inglesa"

A Verdade - 25.8.1928

Em mais um exemplo de como era o quotidiano de Macau há 100 anos, aqui fica uma pequena notícia do jornal A Verdade (25.8.1928) - que mais parece um anúncio - sobre a venda de "uma motocicleta inglesa da marca Matchless, de um cilindro em bom estado".

Modelo de 1925 da Matchless: Model L4 - 347cc

terça-feira, 15 de abril de 2025

Incêndio no Sui Tai em Agosto de 1928

O "Sui Tai" ancorado em Hong Kong. Desde o final do século 19 e até Agosto de 1928 fez a ligação marítima entre Macau e Hong Kong.
The China Mail (Hong Kong) 24.8.1928
A Verdade (Macau) 25.8.1928