Duas 'notas' jornalísticas no Echo Macaense de 7.2.1897
“À meia noite de 1 do corrente, véspera do anno novo, começaram a queimar-se grandes quantidades de panchões e os filhos do império celestial, com suas familias, dirigiram-se ao pagode do Hong-kongmiu*, a baterem as cabeças aos seus deuses. Esta cerimonia durou até às 3 horas da madrugada. No dia do anno novo a semsaboria desceu 5 graus abaixo do que eu tinha observado na véspera. As lojas fecharam as suas portas. E nas ruas, apparecia, de espaço a espaço, uma ou outra familia a largar os seus baguinhos nas bancas do cluclu, ou algum guloso a besuntar os beiços com o cebo de um pato assado, d’esses que se vendem nas próprias bancas do jogo. E... mais nada."
* Pagode na actual Rua 5 de Outubro/Largo do Bazar
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