sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O Zodíaco chinês e o Cavalo de fogo

No contexto das celebrações do Ano Novo Lunar, o Zodíaco Chinês, conhecido como Shengxiao, assume um papel central na cultura e na espiritualidade do país. Diferente do sistema ocidental baseado em constelações mensais, este horóscopo assenta num ciclo de doze anos, onde cada ano é representado por um animal específico: Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão e Porco. Segundo a tradição, a ordem destes animais foi determinada por uma mítica corrida organizada pelo Imperador de Jade. Mais do que uma simples contagem do tempo, acredita-se que o animal regente do ano de nascimento influencia profundamente a personalidade, a sorte e a compatibilidade social de cada indivíduo.

O Cavalo no Zodíaco Chinês
O Cavalo ocupa a sétima posição no ciclo e é tradicionalmente associado a características como o entusiasmo, a independência e uma energia inesgotável. As pessoas nascidas sob este signo são frequentemente vistas como o "alma da festa", possuindo uma natureza comunicativa e um desejo intrínseco de liberdade. No entanto, o sistema chinês é ainda mais complexo, combinando estes doze animais com os cinco elementos essenciais: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água.

O Cavalo de Fogo: fenómeno raro e intenso
Quando o signo do Cavalo se cruza com o elemento Fogo - o que acontece apenas uma vez a cada 60 anos - surge o Cavalo de Fogo (Wu Wu). Este é considerado um dos signos mais poderosos e, simultaneamente, mais temidos da astrologia chinesa. Enquanto um Cavalo comum já é energético, o elemento Fogo amplifica essa força para níveis vulcânicos, resultando em personalidades extremamente inteligentes, carismáticas e audazes, mas também impulsivas e teimosas. 
O último ano do Cavalo de Fogo ocorreu em 1966, ano da Revolução Cultural na China marcado pelo movimento dos Guardas Vermelhos e pela purga ideológica de Mao Tsé-Tung.

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