segunda-feira, 25 de maio de 2009

10 patacas de 1940

Notas antigas

10 patacas de 1963
1 pataca de 1945
10 avos de 1952

Carteira de Moedas


Carteira de moedas de Macau emitida pelo "Centro de Informação e Turismo". No interior estão: uma moeda de 1 Pataca (1952), duas moedas de 5 Patacas (1952 e 1971), um cartão com uma breve descrição de Macau em inglês e outro cartão com informação sobre características e emissões de moedas cunhadas em Macau de 1952 a 1972.

domingo, 24 de maio de 2009

BNU: desde 1902


1995
1931
1926
A sede do BNU em Macau situa-se no cruzamento da Av. da Praia Grande/Infante D. Henrique/San Ma Lou/5 de Outubro desde 1926. quando foi construído esta era a zona mais nobre da cidade, ficando mesmo junto ao rio.
O edifício foi renovado várias vezes, tendo sido completamente ampliado e remodelado em 1997. Na altura foi colocada uma estrutura moderna sobre o antigo edifício, que manteve a sua fachada tradicional.


1995
Foi assinado um acordo com a Administração de Macau pelo qual o Banco Nacional Ultramarino continuará a exercer as funções de banco emissor até, pelo menos, 2010.

1988
Em 5 de Julho de 1988, a Caixa Geral de Depósitos torna-se accionista maioritário do Banco Nacional Ultramarino S.A.

1974
O Banco Nacional Ultramarino é nacionalizado.
1950-1974
O BNU expande a sua actividade nos mercados financeiros internacionais.

1864-1930
O BNU expande a sua rede em Portugal, nos territórios ultramarinos e em países estrangeiros. A sucursal de macau abre em 1902, exercendo o BNU as funções de banco emissor.
1864
O Banco Nacional Ultramarino é fundado em Lisboa com o objectivo inicial de execer as funções de banco emissor nos territórios ultramarinos e contribuir para o seu desenvolvimento económico.

BNU: emissão de papel-moeda

O Banco Nacional Ultramarino S.A. começou a emitir notas com curso legal em Macau em 1905, três anos após a abertura da sua primeira agência no Território
Nota de 1 avo de 1942 impressa pela Hong Kong Printing Press. Estas notas foram emitidas ao abrigo da Lei No.9984 do Ministério do Ultramar. Quantidade emitida: 999.999
Nota de 5 avos de impressa pela Hong Kong Printing Press. Postas em circulação a 26.2.1920.
Foram emitidas 300.000 e em 1939, 80.000 notas desta emissão foram remetidas para Timor, para circulação.
Nota de 10 avos impressa pela Hong Kong Printing Press e posta em circulação em Agosto de 1946. Foram postas a circular 2 milhões destas notas.
Nota de uma pataca de 1905 impressa pela Barclay & Fry, Ltd., Londres. Esta emissão foi posta em circulação a 19.1.1906 ao abrigo da proclamação publicada no Boletim Oficial N.º 4 de 22.1.1906. Foram emitidas 100 mil notas. Em 1912, 10.000 notas desta emissão com “pagável em Timor” foram remetidas para Timor para circulação.
Nota de 500 patacas de 1944 impressa em Macau. Foram emitidas 10 mil destas notas.
Estas notas foram impressas com canhoto, do lado esquerdo e perfuradas como cheques. começaram a circular - 3500 - em Janeiro de 1906.
Nota de 25 patacas - uma quantia invulgar - de 1958. A sua emissão começou em 1907.

100 patacas em 1978

Emissão especial nos 25 anos do Grande Prémio em 1954-1978


50 patacas em 1944

In 1944 Macau was in problems, as many refugues from the WWII had come to the city. The money that circulated in the colony was not enough. A shippment of the new pagoda issue of banknotes was aboard a ship in Mocambique, but because of the dangers with the war could not reach Macau. So the Goverment aproved these certifikate issues with limited circulating time. They were made in Macau under strict security guidance and were handsigned by both the manager of BNU and the Director of Finance and registered before let out to circulate to avoid corruption. The 5p and 10p banknotes are not so difficult to find, but the higher denominations are rarely seen. The banknotes from this issue circulated only a few years, and were replaced by the pagoda issue, that was put in use in Macau 1947.

Em 1944 viveram-se tempos difíceis em Macau por causa dos milhares de pessoas que ali procuraram refúgio vítimas dos efeitos da 2ª Guerra Mundial. Escasseava a moeda e um navio que tinha um emissão de notas a bordo acabou por ficar retido em Moçambique. Desta forma, o Governo foi obrigado a emitir estes certificados que vigoraram durante um curto período de tempo. Para evitar falsificações eram assinados à mão pelo director do BNU local e pelo responsável pelas finanças. Foram emitidos 127 mil certificados substituídos por uma emissão normal de notas em 1947.
Há ainda referências para os chamados cheques-prata - pantgans - título fiduciário emitido por bancos privados de Macau entre 1923 e 1944, representativos de depósitos de moeda de prata.

Bilhetes de barco Macau-Taipa-Coloane

Até à inauguração da ponte Nobre de Carvalho (1974) e do istmo (1968) a ligação entre Macau e as ilhas da Taipa e Coloane fazia-se por barco com carreiras mais ou menos regulares cujos horários estavam dependentes das marés.
Nas imagens Bilhetes de 50 Avos, 1ª classe e destinados a funcionário militar ou militarizado.

Nota de 5 avos

5 avos de 1940


O primeiro papel-moeda que circulou em Timor era constituído por uma diversidade de notas dos Bancos de Java, Hong Kong e Shangai. O Banco Nacional Ultramarino abriu uma agência em Dili em Abril de 1912, tendo sido remetidas para circulação local, notas do BNU da Filial de Macau, às quais foram apostas as sobrecargas “PAGAVEL EM TIMOR”.
A primeira emissão do BNU feita propositadamente para TIMOR – “EMISSÂO SIMPLES”, expressa em Patacas, apresenta impressa a data de 1 de Janeiro de 1910 e consta dos Valores de 1, 5, 10 e 20 Patacas, tendo sido lançada em circulação a partir de Março de 1915.
A Portaria nº 9 394, de 5 de Dezembro de 1939, fixa em 100.000 patacas a circulação de cédulas para Timor: - 100.000 cédulas de 50 avos; - 30.000 de 10 avos;- 400.000 de 5 avos. E, enquanto estas cédulas se fabricam, autoriza o BNU a usar cédulas de Macau (emissão de 1920) com a sobrecarga “Pagável em Timor”. Nesta conformidade, foram remetidas para Timor as seguintes quantidades: 5 avos: 80.000 cédulas; 10 avos: 60.000 50 avos: 20.000.
Durante o período de ocupação japonesa (17Dez1941 a 19Set1945), e como era prática habitual dos japoneses nos territórios que iam ocupando, foram emitidas as notas de 10; 5; 1 e ½ gulden e ainda as notas de 10; 5 e 1 Cent, que viriam a ser retiradas de circulação em 1945. Ainda durante a ocupação foram lançadas pelos australianos várias cédulas falsas de 1 Pataca; 50 avos; 10 avos e 5 avos, num total aproximado de 100.000 patacas.
Fonte: Moeda de Timor, Ferraro Vaz, 1964.

Algumas curiosidades numismáticas

A nota de 5 Patacas foi encomendada ao fabricante Thomas de La Rue & Co. Lda. de Londres, para circular em Macau. Tem a data de 01/01/1924 e foi posta a circular em Macau em 1926. Foi recolhida em 1948.
Características: escudo das armas nacionais ao centro, sobre valor e legenda «Pagaveis em Macau em Moeda Corrente». Juncos à direita e vapor à esquerda, em baixo e ao centro. Numeração a preto. Assinaturas fac-simile de o Vice-Governador e O Governador. Data e restantes indicações na cor da moldura - verde. No verso, figuração simbólica de Mercúrio, em medalhão circundado pela designação do Banco e ladeado pelo valor.
Trata-se de uma nota emitida para Macau, mas que acabou por circular mais em Timor. A emissão total para Macau foi de 300.000 notas, mas algumas delas foram remetidas para Timor, depois da aposição da sobrecarga “Pagável em Timor”, na frente e no verso da nota.
Segundo o BNU em 30.9.1932, 120.000 notas desta emissão, com a sobrecarga “Pagável em Timor”, foram remetidas para Timor, para aí circularem. Em 1945, foram remetidas mais 122.000 exemplares.
Houve duas sobrecargas distintas para estas notas: "Pagável em Timor" e "Pagáveis em Timor". Curioso é que não circularam nas datas próximas da sua emissão, mas sim como dinheiro de recurso a seguir à Segunda Guerra Mundial.

Carta de 1898

Carta manuscrita de D. José da Costa Nunes, Bispo de Macau.. enviada a partir de Macau a 22 de Junho de 1898. "... Tive uma viagem felicíssima e vou-me dando bem com os chinas..." pode ler-se.

Algumas estatísticas sobre o blog

A todos muito obrigado: aos que cederam imagens, aos que fizeram comentários, aos que simplesmente visitaram, aos que vão divulgando este espaço.
Conto com todos para continuar a 'alimentar' o blog e fazer deste espaço um dos maiores 'depósitos' de imagens com história de Macau di tempo antigo.
Alguns números sobre o blog:
- 2 meses de publicações
- mais de 500 post's
- mais de 2 000 imagems
- mais de 21 mil visitas

Cerca de 1986 - Parte III (fim)

Universidade da Taipa... inaugurada em 1982
última rotunda antes de 'entrar' na China; à direita, instalações das FSM; à esquerda, campo de futebol
a guia e o liceu, encerrado em Janeiro de 1986 e demolido cerca de 1989
Hotel Lisboa e a estátua que seria removida alguns anos mais tarde
Galgos a 'aquecerem' para mais uma corrida
Bandeiras nas Portas do Cerco: o verde iria ganhar... na nova bandeira da RAEM
Vista geral do campo do canídromo perto das Portas do Cerco: no cruzamento a esquadra da PSP com a sua pequena horta
Campo de futebol, porta do cerco e edifício de serviços fronteiriços da China
inauguração do McDonald's no início da Rua do Campo
Ao Bessa Almeida os meus agradecimentos por partilhar neste espaço algumas das suas memórias fotográficas de Macau

Cerca de 1986 - Parte II

Café Restaurante Shangrila na Rua Camilo Pessanha
O 'campino' na entrada do hotel Lisboa
Revista da Polícia Marítima e Fiscal junto às Portas do Cerco
Momentos de lazer na parte superior do Jardim de S. Francisco
Casas de pescadores
zona da rua S. Francisco Xavier perto da TDM
Entrada da Fortaleza do Monte
Macau visto da Taipa
Coloane: capela/igreja S. Francisco Xavier
Busto de Vasco da Gama no pequeno jardim frente ao Hotel Royal

Cerca de 1986 - Parte I

Serviços Meteorologia - Fortaleza do Monte
Zona de aterros do Porto Exterior: Hotel Presidente e Hotel Lisboa
Largo do Leal Senado
Final do istmo Taipa-Coloane
Porto Interior
Ano novo chinês junto ao hotel Lisboa
Ponte
Piscinas de Hác-Sa
Hipódromo na Taipa Os 'calhaus' da Taipa
Liceu e hotel Lisboa Estátua Ferreira do Amaral
Rancho folclórico nas Ruínas de S. Paulo
Fotografias de Bessa Almeida a quem agradeço a cedência