terça-feira, 21 de julho de 2026

Antigo Tribunal volta a ser Tribunal

Numa altura em que foi anunciado que no final deste mês o Tribunal de Última Instância  da RAEM passará a funcionar na Avenida da Praia Grande, n.º 459, recordo alguns pormenores sobre o edifício que remonta a 1951 e onde nessa época funcionou um tribunal.
Após o final das obras em 1951

O edifício foi projectado pelo arquitecto António Lei em 1949 sendo uma obra de referência do estilo modernista clássico em Macau. As características arquitectónicas principais incluem: uma fachada simétrica de grandes dimensões e quatro colunas jónicas.
Constituído por três pisos começou por albergar as repartições de finanças, registos e administração civil. Foi ainda Tribunal Judicial da Comarca. No pós 1999 e após muitos anos de abandono sofreu obras e no piso térreo realizaram-se várias exposições.

Ca. 1955 já com a Estátua de Jorge Álvares em frente
Sensivelmente a mesma perspectiva mas no séc. 21

Excertos do jornal Notícias de Macau a 21.6.1952:
"(...) Visita ao Palácio das Repartições
Pelas 10.15 horas, o Sr. Ministro do Ultramar, acompanhado do Sr. Governador da Província, visitou o Palácio das Repartições Públicas, em cujo rés-do-chão se encontram instalados os Serviços de Fazenda e Contabilidade, no primeiro andar os Serviços de Justiça e, no segundo, os Serviços de Administração Civil, a Administração do Concelho e o Tribunal Administrativo.
Os Srs. Comandante Sarmento Rodrigues e Marques Esparteiro foram recebidos, à entrada do imponente edifício, por várias altas individualidades, civis, militares e eclesiásticas e Chefe dos Serviços ali estabelecidos, cujas dependências Suas Exas. visitaram com interesse, tendo para com todos os funcionários, indistintamente, palavras amáveis.
O ilustre Titular da Pasta do Ultramar a todos impressionou com a captivante simpatia da sua pessoa e trato lhano.
A inauguração do Tribunal Judicial da Comarca
Finda a visita ao Palácio das Repartições, o Sr. Ministro do Ultramar, acompanhado do Sr. Governador da Província e outras altas individualidades, dirigiu-se ao primeiro andar, afim de inaugurar as novas instalações do Tribunal Judicial da Comarca, onde já se encontravam outras entidades, distintas senhoras, e numeroso público. (...)"
Fachada do edifício após 1999 tendo sido retirados a inscrição em numeração romana de 1951 e o escudo de Portugal.

Sem comentários:

Enviar um comentário