sábado, 16 de novembro de 2013

De Freixo de Espada à Cinta ao Oriente


Freixo de Espada à Cinta assinala este sábado os 500 anos (1513-2013) da viagem de Jorge Álvares, (natural daquela localidade) à China.

Do programa das comemorações organizado pela autarquia consta uma missa (10h30), "o lançamento do Carimbo Comemorativo "Jorge Álvares” da responsabilidade dos CTT, bem como de um período de alocuções com início às 11h30m, na Praça Jorge Álvares."


Jorge Álvares, a portuguese explorer (died July 8, 1521) was the first to have reached China and Hong Kong by sea in 1513.

欧维士(葡萄牙)是第一位探险家,1513年已经达到了中国大陆和香港
Duas estátuas de Jorge Álvares: em cima em Portugal (ca. 1990) e em baixo em Macau (ca. 1940-50). O selo faz parte de uma emissão filatélica de 1955 nunca posta a circular.
NA: agradecimentos ao Óscar Amaral e JD

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

G.P. Macau: uma tradição no Oriente (2ª parte)

(continuação)
Um ano mais tarde, os carros voltavam ao Circuito da Guia, então já completamente asfaltado. E não foi preciso esperar muito para que aparecessem as bancadas em cimento armado. Todos os anos algo melhorava, o que se percebe até pelos gastos de organização. A primeira edição do Grande Prémio de Macau custou 15 mil patacas. No ano seguinte as despesas subiram para 60 mil. Em 1956 foram precisas mais de 200 mil... Entretanto, também o público começava a pagar bilhete. Uma pataca foi quanto custou o ingresso no circuito em 1955. Mas os carros andavam, as corridas faziam-se. Isso, sim, era importante. E acontecia com o apoio da Polícia e do Exército, que emprestava os sinaleiros para a pista... A cronometragem, claro, era manual, e o conta-voltas feito com folhas do calendário...
Os anos foram passando. Apareceram os ‘fórmulas’, as motos, o reconhecimento da Federation Internationale du Sport Automobile, a inscrição no calendário internacional. E Macau projectava-se no mundo através do seu Grande Prémio.(...) E tudo a partir de uma brincadeira do grupo de quatro homens a que é preciso juntar o nome do António Lage, de pronto chamado para colaborar nas tarefas de âmbito comercial. Homens a quem o Grande Prémio de Macau tudo deve. Ter nascido, e também não ter acabado. Como podia ter acontecido, no final da década de 60, quando uma das pontes para peões se abateu sobre o circuito. Era o fim para muitos. Macedo Pinto agitou a bandeira vermelha, mas houve o discernimento e a coragem para dar nova partida!
Macau continua, assim, a ser palco privilegiado para as grandes máquinas. Um dos grandes circuitos do Oriente e, sem dúvida, um dos mais espectaculares de todo o Mundo, pelas suas condições invulgares.” (...)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

G.P. Macau: uma tradição no Oriente (1ª parte)

Do tanto que já coloquei aqui no blog sobre o Grande Prémio escolhi para este post uma edição trilingue de 1982 do Leal Senado intitulada “Grande Prémio de Macau: uma tradição no Oriente”São dois jornalistas do Diário de Notícias que assinam a autoria do livro: Eduardo Tomé (fotos) e Silva Pires (textos). 
O livro vale ainda pelas fotografias antigas cedidas por Fernando Macedo Pinto, um dos fundadores da prova em 1954. Seguem-se alguns excertos.
"Quando, numa tarde de 1954, durante uma conversa de café, quatro homens meteram ombros à tarefa de realizar uma prova de automóveis em Macau, estavam longe de supor que a ‘brincadeira’ que pretendiam levar a efeito pudesse algum dia ganhar a dimensão que hoje têm as provas no Circuito da Guia. De facto, foi de uma brincadeira que nasceu o Grande Prémio de Macau." Macedo Pinto, Carlos Silva, Paulo Antas, capitão Cruz – são os nomes da primeira hora. Encontravam-se os quatro frequentemente, e um dia... ‘Estávamos em 1954’ – conta Macedo Pinto – ‘e não havia em Macau mais do que 300 ou 400 automóveis. Uma tarde, em conversa no café, lembrámo-nos de organizar uma gincana, mas uma gincana com foros de coisa invulgar. O Carlos Silva recordou-se, então, de escrever para Hong Kong, para o clube de automóveis local, pedindo informações sobre a forma de organizar a prova, que, na nossa ideia, devia envolver toda a cidade.’



Escreveram mesmo e a resposta não se fez esperar. Resposta, aliás, bem diferente daquela que aguardavam, já que surge em cena um homem de origem suíça, Paul Dutoit de seu nome, e que para Macedo Pinto merece as honras de ser considerado o ‘pai’ do Grande Prémio de Macau. Pois Paul Dutoit, em vez de escrever a enviar informações, resolveu deslocar-se a Macau, aproveitando um fim-de-semana.
‘Fomos recebê-lo e ele, indivíduo de um dinamismo fantástico, foi directo ao assunto e perguntou-nos o que queríamos fazer’, continua Macedo Pinto. E disseram-lhe que tinham um circuito...‘Pegámos num automóvel e fomos dar uma volta ao que é o actual Circuito da Guia, que era o percurso que já tínhamos delineado. E a nossa surpresa não pôde deixar de ser enorme quando vimos o Paul Dutoit aos pulos.’ ‘Isto não é uma gincana. O que vocês têm é o circuito para um Grande Prémio!’ ‘Era isto que ele nos dizia, enquanto olhávamos uns para os outros com aquele olhar que pode ter alguém que pura e simplesmente pensa que estão a brincar com ele.’
Paul Dutoit, porém, com todo o seu dinamismo e uma capacidade invulgar para convencer as pessoas, fez-lhes ver que não estava a brincar. Insistia mesmo: ‘– Vocês têm um circuito que é melhor do que o do Mónaco. Nunca imaginei que pudesse haver em Macau uma coisa destas!’.E o certo é que os quatro decidiram que era de acompanhar aquele homem. Mesmo que se tratasse de um louco, tinha-os convencido. Do entusiasmo de Paul Dutoit nasceu, assim, o I Grande Prémio de Macau, que contou com um grande apoio do Hong Kong Motor Sports e mereceu o carinho das autoridades do Território.
Construiu-se um ‘stand’ em bambu e os carros foram para a estrada. Uma mistura incrível de carros de todos os tipos, como recorda Macedo Pinto. Que lembra mais. Por exemplo, que o percurso entre a Casa Branca e o Ramal dos Mouros era em terra batida... Ele, além de organizador, também era concorrente e recorda-se ainda que naquele troço do circuito o pó obrigava a que os pilotos orientassem a sua condução pela copa das árvores! Para a história, todavia, ficam outros factos, como o da parte da pista se ter desfeito durante a prova. Mas, apesar de tudo, não pode dizer-se que as coisas tenham corrido mal”. (...) “Mesmo fazendo essa constatação, os quatro entusiastas pensavam que se tinha organizado o I Grande Prémio de Macau – e o último... Mal a prova acabou, no entanto, Paul Dutoit não lhes deu tréguas, a exemplo, aliás, do que aconteceu com a imprensa de Hong Kong. O Grande Prémio de Macau deve continuar – era a palavra de ordem. E continuou mesmo!
(continua...)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Teatro e cinema no Capitol

4 sessões diárias em Outubro de 1939
 na Rua de S. Domingos: um filme exibido em 1942
Em cima: exibição em 1937
Em baixo: em 1942
Resistiu à voragem dos tempos, mas como centro comercial



terça-feira, 12 de novembro de 2013

GP: memórias da década de 1980

Se a memória não me atraiçoar garantidamente assisti a sete edições do Grande Prémio (GP) nos anos em que vivi em Macau entre 1984 e 1991, dos 13 aos 19 anos de idade. Não tive oportunidade de ver Ayrton Senna no circuito da Guia em 1983 (onde se estreou vencendo a prova de Fórmula 3) mas vi mais tarde, no meu último Grande Prémio (1990), o duelo entre Schumacher (que corria num carro azul) e Hakkinen (carro branco e vermelho) que o alemão acabaria por vencer. Para os dois, Macau representou o salto definitivo para a Fórmula 1.
As memórias que guardo do GP estão divididas em vários momentos distintos. Primeiro, a minha estreia. Ainda um miúdo e acabado de ‘aterrar’ em Macau tive a sorte e o privilégio de ir morar num prédio na avenida da Amizade (que ainda hoje existe) ao lado do Hotel Presidente. Tal localização permitiu que durante alguns anos tivesse uma vista privilegiada sobre um dos melhores ‘spots’ do GP: uma janela com vista para a curva do Hotel Lisboa (ver foto, notando que em vez do NAPE havia água…). Colocada no final de uma longa recta, esta curva de 90 graus é conhecida por proporcionar alguns dos momentos mais espectaculares do GP.
Não me recordo quem foram os grandes vencedores daquela edição número 31. O que sei é que desde essa ‘estreia’ fiquei com a noção da importância que o GP tinha para a vida do território. Várias semanas antes a cidade iniciava um processo de transformação como se de uma metamorfose se tratasse. Da alteração física na preparação das placas metálicas que delimitavam o circuito ao aumento do número de forasteiros, tudo aquilo ‘mexia’ (como podem imaginar) com um miúdo de apenas 13 anos.
Só com o passar dos anos é que me fui apercebendo das diferentes provas que aconteciam ao longo do fim-de-semana em que Macau parava para ver os ‘gloriosos malucos das máquinas motorizadas’. Do GP Motos à Corrida da Guia passando pela prova dos Clássicos, sem esquecer a prova rainha, a Fórmula 3. Não menos importante eram as provas ditas para amadores e para as quais os pilotos locais ansiavam o ano inteiro. Tive a sorte de por volta de 1987/88 ter conhecido – através do meu pai e irmão – um desses pilotos, o Belmiro Aguiar. Recordo-me bem do brilho dos seus olhos quando os dias do GP se aproximavam e ele preparava o melhor que podia a sua máquina.
Enquanto estudante do Liceu (primeiro na Praia Grande e depois no Complexo Escolar do Porto Exterior) também privei de perto, com alguns jovens portugueses e macaenses que participaram na prova. Como não me recordo dos nomes de todos eles e para não parecer indelicado, não os menciono. Eles sabem… E muitos deles lembrar-se-ão certamente de uma prática habitual entre alguns grupos de jovens mais apaixonados pelas corridas, pelo cheiro a borracha derretida, pela adrenalina que só um circuito citadino como o da Guia proporciona, dentro e fora da pista. Refiro-me às incursões nocturnas que fazíamos, nomeadamente para a zona do miradouro de D. Maria. Sem entrar em muitos detalhes diria apenas que ao entrarmos na zona do circuito antes de este ser completamente vedado (o que acontecia no outro dia de manhã) ganhávamos direito a ver o GP à borla e numa das melhores zonas do circuito. E mais não digo…
Foi no Liceu que me apercebi que a paixão pela velocidade era uma condição inata a muitos jovens, em especial os que tinham motos (o que nunca foi o meu caso). Quem não se recorda de, por exemplo, à entrada do Complexo Escolar ver os mais diferentes modelos perfilados em ‘espinha’ junto ao portão principal? São também desses tempos da juventude as noites de ‘corridas’, ou melhor, de aceleras, uns mais inocentes que outros, que gostavam de terminar a semana a alta velocidade ora acelerando na avenida da República até à zona de Sam Ka Tchun ou então na maior recta que Macau tinha na época, o istmo Taipa-Coloane (actual Cotai).

O que posso contar é um outro momento marcante do GP para mim. Foi em 1988. Eu era presidente da Comissão de Finalistas do Liceu. O objectivo último dos finalistas era efectuar na Páscoa do ano seguinte a viagem de fim de curso. Na década de 1980 o destino de eleição era a Tailândia. Ali também se passaram muitos episódios a ‘alta velocidade’ envolvendo motos e jipes, mas isso são outras histórias. Dizia eu que para irmos à Tailândia tínhamos de angariar dinheiro. Fizemos diversas iniciativas com esse fim, muitas delas arrojadas e inéditas. Para além da publicação da tradicional revista, nesse ano conseguimos fundos extra levando a cabo dois projectos inovadores. O primeiro foi termo-nos associado ao lançamento de dois livros de poesia do advogado António Correia que teve a amabilidade de nos ceder a receita das vendas. O segundo projecto (já não sei de quem foi a ideia) passou por explorarmos uma tasca de comes e bebes durante os dias do GP. Se assim pensámos melhor o fizemos. Escrevemos uma carta à Comissão Organizadora que acolheu muito bem a ideia. Depois foi pôr mãos à obra. Definir equipas e logística e todos os dias bem cedo lá estava a tasca dos finalistas a funcionar junto ao reservatório.
A grande atracção eram as bifanas e, quer ‘bifes’ (leia-se turistas britânicos oriundos de Hong Kong) quer chineses, deliciaram-se com o petisco bem português acompanhado de cerveja ou vinho. Por certo imbuídos do entusiasmo próprio de quando se é jovem calculámos mal as necessidades de matéria-prima e sobraram muitos quilos de carne! O pior é que ao fim de três dias rodeados daquele cheiro já ninguém queria ouvir falar de bifanas… Ainda assim a experiência foi a todos os níveis bastante positiva. Nesse ano, e pela primeira vez, uma comissão de finalistas apresentou lucros e no final da viagem os estudantes ainda receberam dinheiro.
Em 1989 (edição nº 36) o meu contacto com a prova foi feito por via profissional ao serviço da TDM-Rádio onde era um jornalista em início de carreira. Foi o ano da “Corrida de Campeões” conseguida graças a Teddy Yip, “o senhor GP”, que nesse ano levou a Macau nomes com créditos firmados no mundo do desporto automóvel como Denny Hulme, Roy Salvatori, Alan Jones e Geoff Lees que correram ao volante dos Mazda (modelo MX5… acho). Dessa vez tive a oportunidade de ver o GP por dentro, nomeadamente toda a azáfama da zona das boxes.
Como em muitas coisas da vida, para se perceber a verdadeira emoção do que é o GP de Macau eu diria que só experimentando. Tive o privilégio de viver essas emoções dos mais diversos ângulos e durante vários anos. Fica o meu testemunho da década de 1980 para memória futura da história de um evento iniciado em 1954 e que colocou Macau no mapa do turismo mundial.
Artigo da autoria de João Botas publicado no JTM de 10.11.2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Jardim da Maternidade

1º plano (esq. para a dtª): Nazaré Ribeiro, por identificar.
2º plano, (esq. para a dtª): Amélia Santos, Fernanda do Rosário Valverde e Maria Lourdes do Rosário (falecida).
Foto tirada em 26 de Dezembro de 1956 no jardim da maternidade.
O jardim da "Maternidade" ficava na Guia 'colado' ao hospital S. Januário num antigo convento das freiras franciscanas. Na Estrada do Engenheiro Trigo (s/n), frente ao antigo Convento do  Precioso Sangue. O prédio era conhecido por "Vila Primavera" e foi arrendado em Novembro de 1952 pelo Governo para ali instalar a "maternidade do hospital central conde de S. Januário". Era proprietária a Sra. Pun Fong Kun. Recebeu $1.500/mês durante o primeiro ano de contrato e 1.000/mês nos posteriores.
Testemunho de Filipe Rosário, autor da fotografia (acima): "O jardim estava dentro da maternidade, a maternidade já não existe, o edifício mantém e está um outro serviço a funcionar nele, tenho a certeza absoluta que o jardim sofreu modificações, nunca foi aberto ao público, julgo que foi sempre propriedade particular, as personagens desta foto foram enfermeiras e eram transferidas de ano a ano de um lugar para outro, a maternidade era uma fracção do Hospital S. Januário. Passei muito tempo neste edifício onde nasci, a minha mãe trabalhava lá, as freiras do convento que ficava por cima da maternidade trataram-me inúmeras vezes".

domingo, 10 de novembro de 2013

Grande Prémio: os primeiros 30 anos (2ª parte)

1983
No 30.º GP a prova foi nomeada como Taça do Mundo de Fórmula 3 da FIA. Com o forte apoio da Theodore Racing, de Teddy Yip, um jovem piloto brasileiro, então conhecido por Ayrton Senna da Silva, venceu no seu primeiro GP de Fórmula 3. Senna foi seguido de Roberto Guerrero e Gerhard Berger. A vitória de Ron Haslam na sua Honda 500, no GP de Motas, fê-lo igualar o recorde de Sadeo Asami de três vitórias consecutivas. Na Corrida da Guia, Hans Stuck e Dieter Quester lutaram com o piloto de Hong Kong, Michael Lieu, acabando por vencer Stuck, frente de Quester e Lieu, por esta ordem.
1984
No 31º John Nielsen ficou à frente de Stefan Johansson que tinha obtido o primeiro lugar da grelha de partida. O neo-zelandês Mike Thackwell ficou em terceiro. No GP de Motas Mick Grant venceu no conjunto das duas mangas em Suzuki 500, seguido de Roger Marshall, em Honda 500, e Mark Salle, numa segunda Suzuki. Tom Walkinshaw venceu a Corrida da Guia num Jaguar XJS, ficando o seu colega de equipa Hans Heyer em segundo e Hans Stuck, em BMW, em terceiro.
1985
Ron Haslam regressou ao circuito da Guia e voltou a vencer o GP de Motas. Didier de Radigues, ficou em segundo e Eero Hyvarinen, o "finlandês voador", terceiro. Mauricio Gugelmin venceu no conjunto das duas mangas no GP de Fórmula 3, em edição encurtada, seguido de Mike Thackwell e Jan Lammers. Na Corrida da Guia, o vencedor foi Giancarlo Francatelli, seguido de Gerhard Berger e Michael Liu.

1986
O inglês Andy Wallace venceu o GP de F3, ficando o seu colega de equipa, Mauricio Gugelmin em 2º e Jan Lammers em 3º. O venezuelano Johnny Cecotto, num Volvo 240 T, triunfou na Corrida da Guia, seguido de Tom Walkinshaw em segundo e Thomas Lindstrom em terceiro. Ron Haslam venceu o quinto GP de Motas, um feito sem paralelo, à frente de Didier de Radigues e do americano Randy Renfrow, todos tripulando Honda.
1987
O tufão Nina assolou a costa chinesa, mas os ventos acalmaram o suficiente para se disputar um GP de Motas com 10 voltas, vencido uma vez mais por Ron Haslam, o que o tornou no piloto com maior número de vitórias, seis. A versão reduzida do GP, de 20 voltas, teve como vencedor Martin Donnely, seguindo-se Jan Lammers e Bernd Schneider. A Corrida da Guia foi um sucesso para a BMW, obtendo os três primeiros lugares, com Roberto Ravaglia em 1º, Dieter Quester em 2º e Fabien Giroux em 3º.
1988
Kevin Schwantz venceu e convenceu (incluindo cavalinhos a 140 km/h) no GP de Motas. Os colegas da equipa da BMW Altfried Heger e Markus Oestreich ficaram em 1º e 2º lugar respectivamente na Corrida da Guia, enquanto Andy Rouse, em Ford Sierra ficou em 3º. A primeira manga do GP foi uma vez mais encurtada devido a um acidente na curva do Hotel Lisboa. Enrico Bartaggia venceu no conjunto das duas mangas, sem ter vencido nenhuma delas. Damon Hill ficou em 2º e Otto Rensing em 3º.
1989
Uma vez mais, Teddy Yip organizou a sua "Corrida de Campeões". Correndo em Mazda MX5 Miatas idênticos, estavam lendas como Denny Hulme, Roy Salvatori, Al e Bobby Unser, Alan Jones e o vencedor Geoff Lees. A vitória na F3 foi para o australiano David Brabham, seguido de Julian Bailey e Christophe Bouchut. Na Corrida da Guia, o domínio pertenceu aos Ford Sierra, com Tim Harvey a ficar à frente de Andy Rouse. Devido ao mau tempo e à falta de claridade, o GP de Motas foi encurtado para oito voltas, com o irlandês Robert Dunlop a sagrar-se vencedor.

1990
Embora o Grande Prémio de Macau tenha protagonizado muitos finais emocionantes, nenhum foi mais dramático que o choque ocorrido na última volta entre o vencedor da 1.ª manga e favorito à vitória, Mika Hakkinen, com o comandante da 2:ª manga e eventual vencedor da prova, Michael Schumacher. No Grande Prémio de Macau de Motas, Steve Hislop venceu à frente de Peter Rubatto e o veterano de Macau Masahiro Hasemi, num Nissan Turbo, arrasou a concorrência na Corrida da Guia.
1991
David Coulthard venceu o GP no conjunto das duas mangas, apesar de terminar em segundo atrás do espanhol Jordi Gene na segunda manga. O 3º lugar foi para Christian Fittipaldi na sua estreia no circuito da Guia. O piloto do Campeonato Mundial de Motociclismo, Didier de Radigues, terminou uma carreira brilhante vencendo as Bodas de Prata do GP de Motas, e estabelecendo um novo recorde da volta mais rápida em 2:25.91. A Corrida da Guia foi ganha pelo antigo piloto de Fórmula 1, Emanuele Pirro, à frente de Kurt Thiim e o vencedor de Le Mans (por três vezes) Klaus Ludwig.
1992
Este ano viu todos os recordes das voltas mais rápidas das principais corridas batidos. O sueco Rickard Rydell venceu o GP de F3 por uma diferença de 1,57 à frente do português Pedro Lamy, que fez a volta mais rápida no seu Reynard 923 Spiess Opel. Em 3º, ficou Jacques Villeneuve. Na Corrida da Guia luta renhida entre a Mercedes e a BMW. Em Mercedes Bernd Schneider bateu o recorde com 2:29.74, mas Emanuele Pirro, pela BMW acabou por vencer. No GP de Motas domínio de três Yamaha 500 cc, tendo vencido Carl Fogarty no conjunto das mangas, à frente de Toshihiko Honma (2º) e Jamie Whitham (3º). Fogarty estabeleceu ainda a volta mais rápida com 2:33.94.



 O Museu do Grande Prémio: inaugurado em 1993


 
1993
Na 40ª edição a prova mudou-se para as novas instalações construídas propositadamente na zona do novo terminal marítimo. Rickard Rydell estabeleceu um novo recorde da volta com 2:17.40, mas foi obrigado a desistir, deixando caminho livre a Jorg Muller. O dinamarquês Tom Kristensen ficou em 2º, seguido do favorito à vitória, Kelvin Burt. No GP de Motas, o vencedor de 1990, Steve Hislop, repetiu a proeza com uma vantagem de 4 segundos sobre o vencedor de 1989, Robert Dunlop, que também bateu o recorde do circuito com 2.33.18. Charles Kwan, de Hong Kong, passou a figurar na história do GP ao vencer três provas, sendo a mais notável a que obteve na Corrida da Guia.



Moeda comemorativa com o valor facial de 500 patacas
 

sábado, 9 de novembro de 2013

Grande Prémio: os primeiros 30 anos (1ª parte)


1954
O primeiro Grande Prémio de Macau contou com 15 participantes numa prova de 51 voltas ao circuito da Guia (6,2 km) que durou quatro horas. O Triumph TR2 de Eddie Carvalho venceu na prova inaugural enquanto Gordon "Dinga" Bell estabeleceu a volta mais rápida com 4:12.00 tripulando um Morgan. No entanto, o circuito deixava muito a desejar e os comissários relataram que "a parte interior do circuito era muito suja e com areia solta".
1955
Durante a Primavera e início do Verão de 1955, a totalidade da parte interior do circuito foi encerrada ao trónsito para que os seus velhos paralelepipedos fossem retirados e substituídos por asfalto. Robert Richie, de Hong Kong, venceu o segundo Grande Prémio de Macau, com 60 voltas, num Austin Healey 100, com um tempo de 3:55.55.7. Menos de um segundo depois, terminou o Mercedes 190 SL de Douglas Steane, enquanto o terceiro lugar ia para Neville Fullford, num Triumph TR 2.

1956
O terceiro GP testemunhou a construção da bancada central em betão que englobava 10 "boxes" e uma lotação para 300 pessoas. A prova de 77 voltas foi ganha por Douglas Steane num Mercedes 190 SL, com um avanço superior a duas voltas sobre os seus rivais mais próximos.



1957 - A 4ª edição incluiu uma corrida "Handicap" de 160 km que foi ganha pelo piloto da Pan Am George Baker, uma Corrida de Senhoras e uma Corrida de Iniciados. O Grande Prémio, de 77 voltas, teve como vencedor Arthur Pateman, num Mercedes 300, que estabeleceu igualmente uma nova volta mais rápida em 3:25.50.
1958 - O circuito da Guia foi reduzido para a sua extensão actual de 6,1 km para o 5º GP. Neste ano surgiu o Troféu ACP com 15 voltas. Um total de 31 carros, o maior contingente até aquela data, participaram na prova, que foi reduzida para 66 voltas para evitar o brilho do pôr do Sol. Chan Lye-choon, de Singapura, venceu o GP num Aston Martin DB 3S.
1959 - O programa do 6º GP passou a abranger sessões de treinos oficiais pela primeira vez. Ron Hardwick de Hong Kong assumiu o comando da prova, mas a bandeira vermelha veio a ser mostrada quando uma ponte para peões construída em aço caiu, ferindo 21 espectadores. Hardwick comandou novamente na segunda partida, vindo a vencer num Jaguar XKSS, estabelecendo uma nova volta mais rápida com 3:24.10. Em 2º ficou o australiano Bill Wyllie num DKW 1000 RS, enquanto o terceiro lugar ia para Chan Lye-choon num Aston Martin DB 3S. Carol Ungricht venceu a éltima edição da Corrida de Senhoras no seu MGA.
1960 - Pela primeira vez, o Grande Prémio de Macau, fez parte do calendário internacional de provas automobilísticas na qualidade de "corrida nacional com participação estrangeira", sendo, também pela primeira vez, realizado de acordo com os regulamentos da FIA relativos a automóveis de desporto e grande turismo. O escocês Martin Redfern, no Jaguar XK SS, venceu o 7º GP com um tempo de 3:27:24.4. O segundo posto foi para o americano Grant Wolfkill, num Porsche Spyder, enquanto o terceiro foi para o inglês Jan Bussell, num Ferrari Monza. Na prova o recorde da volta foi batido 11 vezes - quatro por Redfern, duas por Bussel e cinco por Wolkill, que veio a estabelecer a volta mais rápida com 3:17.20.



1961
Peter Heath, da Tailândia, que, juntamente com Chan Lye-choon, quase que era excluído da prova quando os inspectores reprovaram os seus carros, acabou por vencer o oitavo GP num Lotus 15. 26 segundos depois, cortou a meta Bill Baxter no seu novo Jaguar E-Type, enquanto Heinz Gosslar, em Porsche Carrera, terminou em terceiro, com uma volta de atraso.
1962
Na sua segunda aparição em Macau, o popular filipino Arsenio "Dodgie" Laurel venceu o Grande Prémio com um Lotus 22 Ford FJ e estabeleceu a volta mais rápida com 3:10.1. Em segundo lugar ficou Don Bennett, num Lotus S7, e em terceiro ficou Albert Poon, de Hong Kong, na primeira das suas inúmeras participações no Grande Prémio de Macau.
1963
Com a sua vitória de 1963, Dodgie Laurel tornou-se no primeiro piloto a vencer dois Grandes Prémios consecutivos. O seu Lotus foi também o carro mais rápido de sempre no circuito da Guia, atingido uma velocidade máxima de 118 km/h a meio da corrida. Embora com um atraso de quatro voltas, os Jaguar E-Type de Bill Baxter e Teddy Yip classificaram-se em segundo e terceiro lugares respectivamente.
1964
O 11.º GP foi dominado pela Lotus. O primeiro lugar foi para Albert Poon, em Lotus 23, o segundo foi para John Kirk, em Lotus Elan, e o terceiro para Steve Holland, em Lotus 18 Ford FJ. O campeão de ralis argentino venceu a Corrida de Carros de Produção, de 60 voltas, num Mercedes 300 SE.
1965
Do recorde de 40 inscrições recebidas, só 24 viriam a iniciar o GP de 1965. A vitória veio a pertencer ao proprietário de garagens de Hong Kong, John Kirk, num Lotus 18. Em segundo lugar ficou o produtor cinematográfico Grant Wolfkill, num Jaguar E-Type, enquanto o terceiro lugar foi para o Tenente Aviador Tony Goodwin, em Lotus Elite. Albert Poon estabeleceu a volta mais rápida antes de ser forçado a desistir.
 
 

1966
Em 1966, a fama do GP de Macau já tinha chegado à Europa e, pela primeira vez, um piloto "importado", o italiano Mauro Bianchi, venceu a prova. Bianchi, num Renault Alpine, percorreu as 60 voltas ao circuito da Guia num tempo de 3:12:33.30, estabelecendo a volta mais rápida com 2:59.80. Albert Poon bateu também o recorde de participações, classificando-se em segundo lugar com um Lotus 23, enquanto o piloto japonês Shintiro Taki, em Porsche Carrera, terminou em terceiro.

1967
A primeira edição do GP em Motas foi ganha pelo japonês Hiroshi Hasegawa, tripulando uma Yamaha RD 56, que percorreu as 30 voltas ao circuito em 1:53:34.0. A prova teve também a sua primeira fatalidade quando o carro pilotado pelo favorito Dodgie Laurel embateu e se incendiou. A prova não foi interrompida, embora Teddy Yip se tenha retirado por solidariedade, vindo a ser ganha por Tony Maw, da Malásia, num Lotus 20B.
1968
Com o aparecimento dos pilotos japoneses Osamu Mochizuki e Osamu Masuko (Mitsubishi Colt Fórmula 2) a prova teve os seus primeiros e verdadeiros monolugares. Albert Poon num Brabham Alfa fez a volta mais rápida dos treinos, enquanto os dois Mitsubishi ficavam logo a seguir na grelha de partida do GP de 45 voltas. Poon comandou grande parte da prova, mas uma avaria na embraiagem deu o comando e a vitória a Jan Bussel, de Singapura, num Brabham F2. O GP de Motas teve como vencedor o japonês voador Hiroshi Hasegawa.
1969
John MacDonald tornou-se no primeiro e no único piloto a vencer o Grande Prémio de Macau (1965) e o Grande Prémio de Macau de Motas. Pilotando uma Yamaha, o tempo de MacDonald para as 30 voltas ao circuito foi de 1:45:31.50. O australiano Kevin Bartlett venceu o 16º Grande Prémio de Macau no seu Mildren Waggott, estabelecendo o recorde da volta mais rápida com 2:39.03.
 1970
O austríaco Dieter Quester, tripulando um BMW Fórmula 2, venceu o 17º GP com três voltas de avanço sobre o segundo lugar, Albert Poon, em Brabham BT30. Anne Wong, de Singapura, venceu a Corrida de Carros de Turismo, de 20 voltas, num Mini-Cooper S, e Benny Hidajat, da Indonésia, pilotando uma Yamaha YSI, foi o vencedor do GP de Motas.
 1971
O piloto germânico Dieter Glemser, num Ford Capri RS de fábrica, venceu a Corrida de Carros de Produção, de 20 voltas, com um avanço superior a dois minutos sobre o rival mais próximo. Os pilotos japoneses de motas O. Motohashi e S. Minuro venceram o contingente de 54 participantes do 5º GP de Motas, ambos em Yamaha de fábrica. A grelha do 18º Grande Prémio de Macau contou com 29 carros, cabendo a vitória a Jan Bussel, pela segunda vez, enquanto o segundo e o terceiro lugares foram para os japoneses Riki Ohkubo e Ken Misaki.
1972
John MacDonald fez história quando venceu a primeira edição da Corrida da Guia (originalmente com uma extensão de 201,4 milhas [324 km] e conhecida então por "Guia 200"), num Austin Cooper e, no mesmo ano, venceu o Grande Prémio num Brabham BT36. A vitória de MacDonald fez com que se tornasse no único piloto a vencer as três provas internacionais. Os pilotos japoneses da Yamaha arrebataram os primeiros três lugares do GP de Motas, tendo o vencedor sido Ikujiro Takai, seguido de Yutaka Oda e Akira Teuri.
1973
John MacDonald, de Hong Kong, venceu o seu terceiro Grande Prémio neste ano, seguido do indonésio Sonny Rajah e de Graeme Lawrence, de Singapura. Houve mais de 100 inscrições para o 7º GP de Motas, cujo vencedor foi o japonês Ken Araoka numa Suzuki. Araoka estabeleceu igualmente a volta mais rápida em 2:56.68, o primeiro piloto de motas a fazer uma volta ao circuito da Guia num tempo inferior a três minutos. Para albergar o grande número de inscrições, o Grande Prémio de Macau lançou um "Troféu do Organizador" para os que não se qualificavam para o Grande Prémio.
1974
O australiano Vern Schuppan venceu indiscutivelmente o Grande Prémio, batendo o recorde da volta mais rápida com 2:30.96, no seu March 722, com um avanço superior a quatro voltas sobre o segundo classificado, David Purley, e a cinco voltas sobre Herb Adamczyk. A Corrida da Guia, de 35 voltas, foi ganha pelo japonês Nobuhide Tachi, no seu Toyota Celica TA, enquanto o seu conterrâneo Kawasaki Hiroyuki venceu o 8º GP de Motas numa Yamaha.
1975
Com a sua vitória no 21º Grande Prémio de Macau, John MacDonald tornou-se no piloto mais vitorioso da história da prova com vitórias em 1965, 1972, 1973 e 1975. Nobuhide Tachi venceu pela segunda vez consecutiva a Corrida da Guia, enquanto as três primeiras posições do Grande Prémio de Macau de Motas foram para os pilotos japoneses Hideo Kanaya, Ken Araoka e Sadeo Asami.
1976
O piloto de motas britânico Chas Mortimer quebrou o domínio japonês no GP de Motas com a sua vitória em 1976. Vern Schuppan, da Theodore Racing, venceu o seu segundo Grande Prémio num Ralt, mas a recorde da volta mais rápida pertenceu ao seu colega de equipa Alan Jones, em March, com 2:21.44, um máximo que prevaleceu durante os oito anos seguintes. Seguindo o percurso repleto de recordes do seu marido Albert, Diana Poon, tornou-se na primeira senhora a pilotar um monolugar no circuito da Guia. O popular piloto de Hong Kong Herb Adamczyk venceu a Corrida da Guia, de 40 voltas, e, pela primeira vez, o Grande Prémio de Macau decorreu com a chancela da FIA.
1977
O  italiano Ricardo Patrese levou o seu Chevron da Team Harper à vitória no Grande Prémio de 40 voltas, realizado de acordo com os regulamentos de Fórmula Pacifico da FIA. O neo-zelandês Steve Millen ficou em segundo e o australiano Andrew Medicke em terceiro. Peter Chow venceu a Corrida da Guia e estabeleceu um novo recorde da volta com 2:52.50, em Toyota Celica, enquanto o piloto de motas inglês da Kawasaki esmagou o Grande Prémio de Macau de Motas com a volta mais rápida de 2:48.38, no seu percurso para a vitória.
1978
Para celebrar o 25.º Grande Prémio de Macau, Teddy Yip, a personalidade mais famosa do desporto automobilístico de Macau, organizou a "Corrida de Gigantes". Todos os verdadeiros grandes nomes estiveram em Macau nesse ano - Jack Brabham, Mike Hailwood, Jackie Stewart, Phil Hill, Dan Gurney e, o vencedor da corrida, Jacky Ickx. Relativamente ao Grande Prémio de Macau, Ricardo Patrese e Derek Daily ficaram em primeiro e segundo lugares respectivamente, enquanto Kevin Cogan ficou em terceiro. Os pilotos da Yamaha arrebataram os três primeiros lugares do Grande Prémio de Macau de Motas, com Sadeo Asami e Steve Parrish em primeiro e segundo respectivamente, enquanto o piloto inglês Mike Trumby, o organizador das actuais inscrições da prova de motas, ficou em terceiro. Na Corrida da Guia, o Toyota Celica de Peter Chow estabeleceu a volta mais rápida com 2:44.82, vencendo pelo segundo ano consecutivo.
1979
Pela primeira vez, o GP de Motas foi realizado em duas mangas de 15 voltas cada; Sadeo Asami, pilotando uma Yamaha TZ-OW, venceu claramente as duas mangas, enquanto Steve Parrish foi segundo por pontos e Bernard Murray terceiro. Na Corrida da Guia, Herb Adamczyk venceu, seguido dos japoneses Masahiro Hasemi e Nobuhide Tachi. O March Ford da Theodore Racing, tripulado por Geoff Lees, venceu o Grande Prémio de Macau à frente de Ricardo Patrese.
 
1980
O Grande Prémio foi denominado como o primeiro Campeonato de Fórmula Pacífico, com o primeiro lugar da grelha, Geoff Lees a acabar por vencer para a Theodore Racing pelo segundo ano. Masahiro Hasemi ficou em segundo e o americano Tom Gloy em terceiro. Sadeo Asami fez história ao vencer o 14º Grande Prémio de Macau de Motas, facto que o tornou no único piloto a vencer a mesma prova três anos consecutivos. Os pilotos britânicos Steve Parrish e Bernard Murray repetiram os seus segundo e terceiro lugares do ano anterior. Quanto à Corrida da Guia, Hans Stuck venceu no seu BMW 320.

1981
O americano Bob Earl venceu o 28º GP ficando o japonês Naohiro Fujita em segundo e o inglês Ray Mallock em terceiro. A Corrida da Guia, na qual Mark, o filho da antiga primeira-ministra da Grã-Bretanha Margaret Thatcher, participou, foi ganha pelo falecido Manfred Winkelhock. No Grande Prémio de Macau de Motas, aparecia uma nova estrela no horizonte, na forma de "Foguete" Ron Haslam, que venceu a prova de 30 voltas em 1:22:57.75, seguido de Sadeo Asami e do holandês Boet Van Dulmen.
1982
Apesar das condições húmidas e ventosas, a sensação mais recente do circuito da Guia, Ron Haslam, conseguiu a primeira posição da grelha e venceu o Grande Prémio de Macau de Motas pelo segundo ano consecutivo. Charlie Williams fez a volta mais rápida com 2:35.76, um recorde que durou uma década. Roberto Moreno venceu no Grande Prémio, a última prova do curto Campeonato de Fórmula Pacifico. O colombiano Roberto Guerrero bateu o recorde da volta mais rápida pertencente a Alan Jones com 2:20.64, no seu Ralt RT4 Ford da Theodore Racing. Os pilotos de Hong Kong, Helmet Greiner, Adrian Fu e Peter Chow, ocuparam as três primeiras posições da Corrida da Guia.
A partir do site da Organização do GP de Macau.partir do site da organização da prova (c