segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cadastro vias públicas e outros lugares da cidade de Macau

Este cadastro sobreviveu até ao século XXI com o mesmo nome e ainda existe hoje em dia. Ao longo dos anos foram feitas actualizações e temos portanto muitas versões: a de 1957 foi impressa na Tipografia Peng Kei e tem como autor Joaquim Alves Carneiro; a de 1925 é de Augusto de Sousa Barbeiro. Destaco o seguinte: o fim de duas avenidas: a de Mong Há e a de Vasco da  Gama (passou a chamar-se Sidónio Pais - imagem acima); o fim da rua da Cadeia (passou a designar-se rua do Dr. Soares).
Em chinês Macau tinha (tem) pelo menos oito diferentes designações: desde Porta da Baía (Ou Mun) a Mar de Lótus passando por Estrela do Mar a Espelho do Rio. Nesta altura a cidade estava dividida em apenas três freguesias: S. Lourenço, Sé a Santo António.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Retrato do século XVI

No livro "Oriente conquistado a Jesus Christo pelos Padres da Companhia de Jesus da província de Goa" da autoria do jesuíta Francisco de Sousa (1649-1712) fica-se com uma ideia muito precisa do que era Macau na primeira década da instalação definitiva dos portugueses (1557-1567).
«Haveria nesse tempo na cidade de Macau novecentos Portugueses, além de um grande número de Cristãos da terra, que davam larga matéria ao exercício de nossos ministérios. Frequentavam-se os Sacramentos de oito em oito, ou quinze em quinze dias. Nos Domingos e dias santos acudiam à doutrina perto de mil escravos, com os quaes se fez muito fruto. Casaram-se algumas órfãs e muitos Cristãos da terra, que de largo tempo viviam em pecado. Embarcaram-se para a Índia mais de quatrocentas e cinquenta escravas de preço: e na última nau que partiu para Malaca, se embarcaram ainda duzentas, que eram as mais perigosas e as mais difíceis de se lançarem fora. E este foi um dos maiores benefícios que se fez a Deus pela grande soltura que havia naquele vício. Porém muito melhor fora casá-las no mesmo país do que mandar inficionar a Índia com esta peste, que se muda de clima, nem por isso melhora de procedimentos. Compram os Portugueses esta droga em várias Províncias do Oriente, como na China e Bengala, com o pretexto de as fazerem Cristãs e depois as trazem aos nossos portos, onde são de pouca utilidade à bolsa de seus senhores e não sei se de maior prejuízo àss almas. Apenas tem hoje os Portugueses na índia um pão para comer, e cada um sustente em sua casa um convento de mulheres com título de tangedoras e músicas e com outros ofícios excusados, que causam riso e talvez escândalo aos Holandeses muito mais ricos e com tudo mais parcos e modesto no serviço doméstico de suas famílias . Os Ofícios da Semana Santa se fizeram com muita devoção e majestade, e o que mais admirou os chinas foi a procissão da madrugada da Ressureição. Estavam as ruas custosamente armadas. parecia a igreja Matriz um paraíso. Levou o Santíssimo o P. Luís Fróis à petição do Vigário. Soava muita quantidade de chamarelas, flautas, violas de arco, pífaros e tambores, a cujo som floreavam com muito ar e graça esgrimidores de montantes e outras várias danças e folias. Iam por ordem na procissão seiscentas tochas, além de inumeráveis luzes do povo, que a acompanhava o Santíssimo. Estavam as meninas pelas janelas com grinaldas nas cabeças e salvas de prata nas mãos cheias de rosas e redomas de água rosada, que lançavam por cima do pálio, e da gente, que passava. Os Chinas gentios, assim naturais da Ilha, como da terra firme de cantão, seguiram à pompa até às portas da igreja e pasmaram de ver tanta gente ouvir o Pregador com tanto silêncio: e quando entravam na igreja para ver o concerto dela e as Imagens se punham de joelhos, beijavam a terra e levantavam as mãos para o Céu ».
Francisco de Sousa nasceu na Baía (Brasil) em 1649. Aos 14 anos passou para a Companhia de Jesus já em portugal e pouco depois, em 1665, partiu para Goa onde morreu em 1712. Foi em Goa que estudou Letras, Filosofia e Teologia. Por ordem do padre-geral da Ordem, Tirso Gonzalez, empreendeu a narração dos trabalhos dos jesuítas no Oriente, de que publicou dois volumes em 1710 com o título "Oriente conquistado a Jesus Cristo pelos Padres da Companhia de Jesus da Província de Goa".
Neste livro refere-se, por exemplo, a primeira embaixada que partiu de Macau rumo a Chaoquim, em 1582.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Década 1970: memórias de um militar

Situado no Sul do continente chinês, Macau é constituído por três pequenos territórios: a península de Macau (5,4 km2), ligada à província chinesa de Kuong Tong; e as ilhas de Taipa (3,5 km2) e Coloane (6,6 km2). Apesar desta pequena área, aqui vivem perto de 300 000 habitantes. A maior densidade do globo: 19 625h/km2. Foi Jorge Álvares, um dos capitães da frota de Afonso de Albuquerque, o primeiro ocidental a aportar a terras chinesas (Tamão), em 1513 ou 1515. 
Passando por várias vicissitudes e registando maior ou menor prosperidade, Macau é actualmente uma província portuguesa em franco florescimento. A indústria do turismo ocupa posição cimeira na economia local: com os seus hotéis, casinos e restaurantes, dos quais se destacam o Hotel Lisboa (a pedir meças com os «Hilton » e «Mandarim» da vizinha Hong-Kong), o «Macau Palace» e o «Estoril» ; com as corridas de galgos todos os sábados, domingos e dias festivos, que movimentam cerca de 4 milhões de patacas por noite; com as suas três lotarias ( Pac-Piu) diárias e com o Grande Prémio de Automobilismo que atraem mais de 250 000 turistas por ano, não contando com os residentes de Hong-Kong e chineses que todos os fins de semana invadem a cidade.
Importantes também são as indústrias de têxteis e de pólvora (panchões, fósforos e fogo de artificio). A pesca, com destaque para os camarões - que viajam via aérea para os Estados Unidos - e os caranguejos. O comércio do ouro, o ' maior do Oriente, pesa bastante na balança económica. 
Macau encontra-se a cerca de 40 milhas de Hong-Kong, com a qual tem ligação rápida por hidroplanadores, com partidas quase consecutivas, os quais percorrem a distância em 75 minutos, e, ainda, por uma frota de barcos convencionais. Com a recente ligação das ilhas de Taipa e Coloane e a pr6ximainauguração da ponte que ligará Macau à Taipa, ficam os três territórios ligados entre si, o que vai traduzir-se num desenvolvimento daquelas ilhas, até agora menos povoadas (cerca de 5000 e 3000 habitantes, respectivamente) em confronto com o total de 300 000 que a província conta . Não esqueçamos que as melhores praias da províncias e situam na baía de Hác-Sá, na ilha de Coloane, e que esta ligação as tornará facilmente acessíveis.



A Marinha
A presença da Marinha em Macau tem sido permanente. O Farol da Guia - o primeiro que iluminou as costas da China - comemorou já o seu centenário. O Centro de Aviação Naval de Macau, extinto há alguns anos, foi das primeiras bases de aviação militar no Ultramar. Do mesmo modo, também primeira, foi a Estação Radionaval. As constantes estações e comissões - até há pouco - dos nossos navios de guerra, são disso prova evidente. Hoje, com o Comando da Defesa Marítima, os Serviços de Marinha que englobam a Capitania dos Portos, a Polícia Marítima e Fiscal e as Oficinas Navais, e os referidos farol da Guia e Estação Radionaval, a nossa Marinha tem uma presença de algumas centenas de militares, militarizados e civis.
A importância dos Serviços de Marinha na província é notória. O seu complexo naval é vasto, pois nele estão incorporados dois rebocadores - um de alto mar; duas dragas - uma de baldes e outra de garras - e uma dragueta de sucção; sete vedetas da P. M. F. e uma da hidrografia; vários batelões; uma barcaça de desembarque - muito útil no transporte de viaturas entre Macau e as ilhas; e outras embarcações miúdas. Os Serviços de Marinha e organismos dependentes têm a seu cargo, entre outros, os serviços de farolagem , as dragagens dos portos, o policiamento do mar e dos cais, a fiscalização de entradas e saídas de mercadorias, construção e reparação naval.
Cidade flutuante. Juncos , lorchas e tancares, tudo serve para pescar e viver. Neles nascem, vivem e morrem algumas dezenas de milhares dos 300 000 habitantes de Macau. 
Texto de M. Horta in Revista da Armada nº 13, Outubro 1972


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Bits of Old China (1885)

Bits of Old China, foi editado em 1885. É da autoria de Mr. William C. Hunter que viveu (e teve filhos) em Macau. Fez a sua primeira viagem à China com apenas 12 anos. Morreu em 1864. Como os chineses não permitiam a residência de estrangeiros Hunter, tal como tantos outros, estabeleceu-se em Macau. Era empregado da firma norte-americana Russell & Co. na China. Durante a sua estadia em Macau fez muitos amigos entre os portugueses e macaenses.
Alguns excertos desta obra.
«Altogether such views as few cities can offer, and full of interest geographically, historically and politically. If thereto be added the salubrity of its climate, the pureness of its skies, and its balmy atmosphere, it is not a matter of surprise that many ‘old Cantoners' chose it for their permanent abode». (...)
«Macao has been from 1722 the summer resort of the residents of Canton. The custom existed of having to be ‘secured', as at Canton, and to declare the length of sojourn for which a permit was granted, but there was no difficulty in renewing it. My own ‘security' was Senhor Bartolomeo Barretto, whose family had identified itself with the place for many generations».
(...)
«At Macao visitors can freely enjoy the exquisite climate, its magnificent view over sea and islands of every form and in endless number. The Macaistas generally speak English and are a kind and hospitable people. They enjoy the privilege of living in a city untouched by change as regards its public building and defences, which remain to-day as they were originally built nearly three hundred years ago, and which bear silent witness to the courage and enterprise of their forefathers, the first to lead the way via the Cape of Storms to the Far East, and who have here left many of the works of their own hands».

terça-feira, 11 de setembro de 2012

"Elegias Chinesas" por Camilo Pessanha

Artigo da autoria de Camilo Pessanha - publicado no jornal "O Progresso" de 13 de Setembro de 1914 - sobre a tradução que fez das Elegias Chinesas . Eis um excerto:
"Traduzi litteralmente, – tanto quanto a radical differença entre o genio das duas linguas o permitte. Esforcei-me por não supprimir nenhuma das ideas contidas no original, por adjectiva e accessoria que fosse, – embora tendo por vezes de sacrificar a essa imposição de fidelidade os longes de rithmo e a relativa symetria de forma que eu desejaria dar á traducção de cada quadra chineza, na impossibilidade de as traduzir em quadras de versos portuguezes. Menos ainda accrescentei fosse o que fosse, no intuito de relevar pormenores, ou com a preocupação de falsos exotismos. Isolei a traducção de cada um dos versos, e dentro d’ella conservei, nos limites do possível, ás ideas e symbolos a ordem original. Isto é, da poesia chineza busquei trasladar com exactidão o que era trasladavel – o elemento substantivo ou imaginativo; – porquanto o elemento sensorial ou musical, resultando de uma technica metrica especialissima (em que hasabiamente aproveitados recursos prosodicos de que as linguas europeas não dispoem), é absolutamente inconversivel."
Apesar de conhecer apenas cerca de 3500 caracteres, Pessanha traduziu as Elegias Chinesas sob a orientação do letrado chinês, traduzindo literalmente e baseando-se nos sons em cantonense, que aquele lhe ditava e ele romanizava. Ou seja, fez uma tradução bastante livre. A tradução foi revista por quem ele considerava seu mestre, José Vicente Jorge.
Numa carta a Carlos Amaro, de 1912, refere-se à tradução das Oito Elegias Chinesas:
"Desde que deixei a Vara de Juíz, é decorar letras chinas. Bem desejaria publicar um dia meia dúzia de pequenas traduções, mas a empresa, a ser a coisa como eu a tenho esboçado, é cheia de dificuldades."

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Kam Cheong Ling: 1911-1991


Kam Cheong Ling (1911-1991) was one of the first artists to take on western style painting in Macau. For over 30 years (1950 to 1980) he painted the city and its people. His work includes watercolor and charcoaled and penciled drawings used to sketch his paintings before he painted them on canvas. But what makes Kam's work an important legacy is the fact that it shows a strong western influence. This influence comes from the days he was a student of master Choi Veng Cheng, who is considered to be the founder of Chinese watercolor painting. In Kam's work, influences of George Chinnery and George Smirnoff can also be recognized, as these two western artists also painted Macau.
Born in Xinhui, in the Guangdong province, Kam arrived from Hong Kong to Macau during 1954 and, although a reserved person, he would have a significant influence amongst the artistic circles of Macau, both through Macau's Yu Un Association of Chinese Painters and Calligraphists, of which he was a founding member, and in the creation of Macau's Fine Arts Academy, where he taught watercolor painting from the 50's until the 70's.
 Neste post destaque para um conjunto de desenhos feitos na década de 1960

Kam Cheong Ling, falecido em 1991, era natural de Hong Kong, tendo chegado a Macau em 1954, onde viria a ser um dos fundadores da Academia de Belas-Artes. O pintor integrou também a Associação Yu Un dos Calígrafos e Pintores Chineses de Macau e a Associação de Belas-Artes de Macau, tendo participado em diversas exposições organizadas por estas associações. Fortemente influenciado pelo estilo ocidental pintou o território ao longo de mais de 30 décadas e deixou inúmeros discípulos. Entre as obras que deixou destacam-se as aguarelas. Neste post apresento um conjunto de esboços feito na década de 1960. Era a partir deles que CHeon Ling fazia depois as suas pinturas.

domingo, 9 de setembro de 2012

"Vulcano" no Brasil: 1812

O Brasil está na nesta altura a comemorar os 200 anos da primeira imigração chinesa, assinalando a chegada em 1812 de um barco, com origem em Macau, ao Rio de Janeiro. As comemorações têm um carácter oficial, já que envolvem os dois estados (parlamento do Rio e  embaixada no Brasil), tendo no início do ano havido reuniões para formalizar uma agenda comum (isto para além das comemorações menos oficiais).
A maior parte dos autores, nomeadamente aqueles que o Ponto Final consultou, parece concordar que foi em 1812 que chegou ao Brasil o navio “Vulcano”, procedente de Macau, com, cerca de 200 a 300  chineses da zona de Hubei, que viriam plantar chá (os números também variam). E é com base nessa 'maioria’ que as comemorações avançaram, nomeadamente através da publicação de inúmeras reportagens na comunicação social brasileira e também através de iniciativas envolvendo a forte comunidade chinesa naquele país. A verdade é que não existe um consenso sobre a data. Nem, inclusivamente, sobre se esse desembarque de imigrantes foi o primeiro contacto entre a China (sempre através de Macau) e o Brasil. 1810? 1814?
Leonor Diaz de Seabra, um dos portugueses que mais tem estudado o relacionamento entre a China e o Brasil, aponta para 1810. A professora do Departamento de Português da Universidade de Macau (e do Centro de Pesquisa para os Estudos Luso-Asiáticos) defende que «desde 1810 que se iniciara a cultura do chá, no Horto Botânico do Rio de Janeiro, com plantas importadas de Macau e com 200 chineses para aí trabalharem». Leonor Diaz de Seabra cita, neste caso, Almerindo Lessa, cuja obra “Macau: ensaios de antropologia portuguesa nos trópicos” é considerada uma das referências para os estudiosos na área.
Mas como parece haver muitas dúvidas sobre o momento em que chegou ao Rio de Janeiro o barco vindo de Macau, a própria investigadora enviou ao PONTO FINAL um extracto do livro de José Leite (“China o Brasil”) onde se pode ler que D. João «importou algumas centenas de chineses em 1814». Para a historiadora e investigadora, «a primeira ligação directa oficial entre Macau e o Brasil» aconteceu em 1810, com a chegada ao Brasil, mais concretamente à cidade da Baía, do navio “Ulisses”, enviado pelo Senado.
Macau queria o Brasil
Se não há – e Leonor Diaz de Seabra voltou a reafirmar ao Ponto Final – evidência científica nos arquivos de Macau sobre a data do envio do navio “Vulcano” com agricultores de Hebei para o Rio de Janeiro, onde se dedicaram a plantar chá, já não há dúvidas de que Macau, há muito, tentava aproximar-se do Brasil. Cita-se, por exemplo, um documento do Leal Senado, de 1735, em que se protestava pela obrigatoriedade dos navios de Macau terem de passar, primeiro, por Lisboa e só depois irem aportar ao Brasil (e estes documentos estão nos Arquivos de Macau). Só com a chegada da corte portuguesa ao Brasil, em 1808, fugida das invasões napoleónicas, é que a situação se alterou. Logo em 1810 o Príncipe Regente (D. João) libertou as mercadorias da China de direitos de entrada «nas alfandegas do Brasil». E «com a mudança da política colonial portuguesa, Macau conheceu um novo período de desenvolvimento, escreve Leonor Diaz de Seabra num dos vários textos publicados sobre estas matérias.
A relação entre o Brasil e a China/Macau só não ganhou um outro tipo de importância porque não foi avante a ideia do ministro português no exílio, Conde de Linhares, de importar «dois milhões de chineses». Miao Shen Chen, da Univeridade Estadual do Paraná, cita Lasser (2001), para afirmar que «a entrada dos grantes chineses no Brasil começou a acontecer nos anos 1810, com o apoio do juiz João Rodrigues de Brito, que era economista e membro da suprema corte de Salvador, na Bahia. Para ele, os chineses eram “activos, industriosos e peritos na prática das artes e agricultura”. Sendo assim, o ministro do exterior português noexílio, o conde de Linhares, Rodrigo Domingos António de Souza Coutinho, concordou com a ideia e pensou na hipótese de trazer dois milhões de chineses para dar um jeito de contornar a proibição do tráfico de escravos, a pressão que vinha dos ingleses, e de satisfazer o desejo do rei Dom João, de transformar chá num produto de exportação importante».
Esses chineses ajudariam no povoamento da colónia «como também beneficiar o comércio com Macau, procurando assim estender a indústria da seda e da porcelana ao Brasil », lê-se ainda em Miao Shen Chen.O chá era, no entanto, o ponto de partida. O rei D. Pedro I estaria preocupado com o preço que o chá estava a atingir em Inglaterra e queria que o Brasil tivesse a sua própria produção.É neste contexto que Leonor Diaz de Seabra afirma que «desde 1810, aliás, que se iniciara a cultura do chá, no Horto Botânico do Rio de Janeiro, com plantas importadas de Macau e c. 200 chineses para aí trabalharem, tal como na Fazenda de Santa Cruz, incorporada nos bens da Coroa, após a expulsão dos Jesuítas». Ainda assim, 1812 parece reunir a “preferência” de diversos autores, sobretudo estabelecidos no Brasil. Luis António Paulino, da Universidade Estadual Paulista e director do Instituto Confúcio na Unesp, diz que «essa primeira leva de imigrantes chineses chegou ao Brasil [em 1812] para desenvolver a cultura do chá, bebida muito apreciada pelos 15 mil nobres e conselheiros portugueses e ingleses entre 1808 e 1820».
Da Wikipedia às principais reportagens publicadas no Brasil, o que é comum ler é que em 1812 «chegaram ao Rio cerca de 300 chineses, além de mudas e sementes de chá vindas de Macau no navio Vulcano. Eram plantadores de ervas da província de Hubei, local famoso pelo chá verde, que foram colocados para trabalhar na fazenda da família imperial, no Rio de Janeiro (que mais tarde veio a ser o Jardim Botânico Real). Em 10 de Setembro de 1814, desembarcaram no Porto do Rio quatro chineses cultos (provavelmente mestres do processamento de chá) que foram morar na residência do Conde da Barca. O pintor alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858), durante sua primeira viagem ao Brasil, entre 1821 e 1825, documentou a plantação chinesa de chá no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, publicando a gravura em seu livro Viagem pitoresca através do Brasil, cujo texto faz referência a uma colónia de 300 chineses na cidade».
Artigo da autoria de João Paulo Meneses in Ponto Final 6-8-2012

sábado, 8 de setembro de 2012

Turismo: acção de promoção em Matosinhos

Se está pelo Norte de Portugal ou tenciona lá ir em breve, tome nota...
De 15 a 21 de Setembro, o MAR Shopping, em Matosinhos, irá ser palco de uma acção de promoção do Turismo de Macau que incluirá, para além de uma grande oferta de actividades, provas de gastronomia macaense no restaurante Serra da Estrela, palestras temáticas e workshops no Espaço da Fnac, em colaboração com o Instituto Macrobiótico de Portugal, e com outros oradores, que falarão sobre o Feng Shui, o Ano Novo Chinês e Cultos e Templos em Macau.
Haverá ainda uma exposição fotográfica, exibição de dança de dragão e artes marciais na abertura, podendo ainda marcar as suas férias em Macau numa das agências de viagens aí presentes.
O Turismo de Macau vai ainda marcar presença no Tejo, desta vez na “II Regata Turismo de Macau / VI Tertúlia Vélica”, que realizar-se-á no próximo dia 9 de Setembro.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Homenagem a Monsenhor Manuel Teixeira na SGL

A Comissão Asiática da Sociedade de Geografia de Lisboa vai homenagear o historiador de Macau e sócio da SGL, Monsenhor Manuel Teixeira, assinalando o 100.º aniversário do seu nascimento (1912-2003).  A homenagem acontece no dia 14 de Setembro pelas 18 horas no Auditório Adriano Moreira da SGL.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ICM: 30º aniversário


O ICM surgiu "com a natureza de instituto público, em 4 de Setembro de 1982 pelo Decreto-Lei nº43/82/M, com o objectivo de apoiar a formulação e a execução da política de cultura e de investigação científica do Território, através da realização de manifestações ligadas à vivência intercultural luso-chinesa e promover a difusão e valorização da língua e cultura portuguesas nesta área geográfica." A ideia ficou a dever-se ao então secretário adjunto para a educação cultura e turismo, Jorge Rangel.
Teve como primeiro presidente João Calvão, seguindo-se Jorge Morbey e Carlos Marreiros (1989-1992). Aos dois fica a dever-se, por exemplo, o aparecimento da "Revista Cultura". Actualmente o ICM é dirigido por Ung Vai Meng que conhece bem os cantos à casa.
O ICM é responsável por iniciativas como o Festival Internacional de Música ou o Festival das Artes. Dele dependem as bibliotecas, o Arquivo Histórico, o Museu de Macau e o Conservatório, entre outros.
Jorge Rangel e Ung Vai Meng. Foto IIM

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O falso barão que enganou o governador

O barão de Benyowsky, um conde húngaro que fora exilado para Canchatca, na Sibéria, conseguiu enganar vários governadores, entre eles o de Macau. Mais fácil foi ainda a “ascensão” ao trono real de Madagáscar
Num miserável estado, a corveta S. Pedro e S. Paulo chegou a Macau em 22 de Setembro de 1771, após seis meses de uma viagem tormentosa. Mais trágica era a situação dos 65 sobreviventes que vinham a bordo, na sua maioria militares húngaros, comandados pelo coronel barão de Benyowsky. E com eles vinham mais cinco pessoas vestidas de mulher. Traziam uma fome tal que a sofreguidão com que se atiraram à comida levou treze a perderem a vida por congestão.
Durante a estadia em Macau, de 22 de Setembro a 17 de Janeiro, o governador Diogo Fernandes Salema e Saldanha - que pela segunda vez desempenhava o cargo - e o Senado, concordaram em dar o necessário para que não os deixassem morrer à fome. Mas, foi tal a largueza com que o Senado os sustentou que o Vice-Rei da Índia, em carta de 28 de Abril de 1772, lhe lembrava que, embora essas acções sejam “muito agradáveis e generosas”, “o cabedal que administra não é seu”.
A história que contaram da sua viagem começa quando o conde húngaro Maurício Augusto Benyowsky, general de cavalaria dos Confederados foi combater os russos na Polónia. Estes aprisionaram-no em 1769 e mandaram-no para Canchatca com os soldados do seu comando. Localizada na Sibéria, Canchatca é uma península montanhosa localizada no extremo Nordeste da Rússia. Aí os deixaram, sobrevivendo com a caça. O governador Niloff vendo a esmerada educação do conde confiou-lhe a educação das suas filhas, mas a mais velha, Afanásia, apaixonou-se por ele.
Exilado no Canchatca, começou a planear uma fuga com os seus soldados, mas foram descobertos e o governador, com a tropa na refrega para os dominar, foi morto. O conde Benyowsky apoderou-se da corveta S. Pedro e S. Paulo e fez-se à vela a 12 de Maio de 1771 com os seus 95 homens. Afanásia seguiu-o vestida de homem, e com o nome de Aquiles.
Tencionavam dirigir-se a Cantão e dali seguirem para a Europa, mas as tempestades arrastaram o navio até às costas da Califórnia. Daí voltaram para a Ásia e chegaram ao Japão, já fechado aos estrangeiros. Passaram depois para a Formosa (actual Taiwan) onde, pelo facto dos nativos se terem oposto ao desembarque, recorreram à força, matando muitos. Depois de uma estadia de 16 dias, fizeram-se à vela para Macau, onde chegaram a 22 de Setembro de 1771, só com 65 tripulantes. Em Macau, durante a sua estadia, faleceram ao todo 22 pessoas.
Não se sabe se a russa Afanásia du Niloff, quando fugiu com o conde húngaro, sabia ou não que este era casado, ou mesmo quando teve conhecimento disso. A filha mais velha do governador Niloff morreu em Macau e foi sepultada na igreja de S. Paulo.
Outra dessas pessoas sepultadas em Macau era uma senhora que foi desembarcada com o seguinte pedido muito extraordinário ao governador: “Que o cadáver fosse enterrado, onde ninguém jazera até então e num lugar honroso; que se desse licença ao barão para assistir ao funeral a fim de prestar honras especiais à defunta”. O pedido despertou curiosidade a dois Franciscanos que, à noite, descobriram o corpo de um homem quando espreitaram para dentro do caixão. Descoberto tal malogro logo se deu ordem para dar ao morto um enterro ordinário, tendo o barão declarado que era um príncipe do Império, enquanto outros disseram ser um bispo. Após quatro meses de estadia em Macau partiram e no ano seguinte o conde encontrava-se já em Paris, oferecendo-se ao Governo francês para fundar uma colónia em Madagáscar.
Rei de Madagáscar
Maurício Augusto Benyowsky, acompanhado da sua esposa que vinda da Hungria se juntou a ele em Paris, partiu para Madagáscar em 1773 num navio e com soldados que o governo francês lhe pôs à disposição. Passado uns tempos de aí ter chegado, tomou conhecimento de uma história antiga. Contava esta que a filha de Rimini, o chefe da ilha, fora raptada e vendida a estrangeiros, que a levaram para fora da ilha. Então veio-lhe a ideia de se apresentar aos nativos como o filho dessa princesa, versão confirmada pela mulher negra que trouxera consigo que acrescentou que fora companheira de cativeiro da então jovem raptada. O povo acreditou e assim, em 1776 foi proclamado rei da ilha de Madagáscar.
Maurício Augusto Benyowsky voltou a Paris, agora como rei, para fazer um tratado de aliança. Mas devido à desconfiança e ciúmes dos oficiais franceses, conhecedores da história como este estrangeiro tinha conseguido tal cargo e o título de rei difamaram-no dificultaram-lhe todos os projectos. Sem conseguir nenhum tratado com os franceses, rumou para a América e uma firma de Maryland disponibilizou um barco para o regresso do rei à sua ilha. Esta encontrava-se já nos mapas europeus no ano de 1500, quando o português Diogo Dias aí passou. No século XVII, os franceses tentavam a sua colonização e tinha então um rei europeu escolhido pelos nativos. Na viagem, ainda ressabiado com os franceses, o rei Benyowsky aproveitou para, com a ajuda dos seus súbditos, tomar a feitoria francesa de Angoutzi, onde começou a construir uma cidade. O exército do governador da ilha de França para aí se deslocou e o rei escondeu-se com os seus, mas quando estes sentiram os assobios das balas a passar perto, fugiram, deixando-o desamparado. Acabou por ser morto por uma bala.
Soube-se só muito mais tarde que o misterioso pretenso barão, que apareceu em Macau em 1771, era um astuto aventureiro, condenado a trabalhos forçados no Canchatca, por crimes cometidos talvez em Petersburgo, ou em Moscovo e os seus soldados eram presos, que com ele seguiram para o exílio. Com uma grande astúcia conseguiu convencer tudo e todos e até os governadores nele acreditaram. O governador de Macau tratou-o mesmo como um príncipe.
Artigo da autoria de José Simões Morais publicado no JTM de 21-12-2011

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Catálogo "Macau" na Expo Sevilha 1929

Também conhecida na época por Exposição Ibero-Americana de Sevilha. No mesmo ano realizou-se um certame semelhante em Barcelona. Portugal esteve representado e Macau também com um pavilhão independente. Era gov. Tamagnini Barbosa que relegou para o Comandante Jaime do Inso a propaganda da presença macaense. Da comissão executiva da delegação de Macau fizeram parte o engº Carlos Alves,o capitão Jacinto de Moura e o Dr. Félix Horta que ficou encarregue de traçar o perfil do pavilhão. Viria a ter o perfil de um pagode com uma entrada semelhante à de Ma Kok Miu (o da Barra). No interior replicaram-se diversos motivos dos demais templos do território. O comércio local empenhou-e seriamente no projecto que serviu de montra para o que de melhor se produzia no território naquela época (panchões, cimento, mobiliário, tabaco, peixe seco, etc.).


 “... Macau é a menos extensa colónia portuguesa, mas decerto a mais bela”.
                 Ernesto de Vasconcellos, monografia sobre as colónias portuguesas, 1929 
De seguido publico um excerto de um texto escrito cerca de 1928 e publicado em 1929 para distribuição na Exposição Portuguesa de Sevilha da autoria de Ernesto de Vasconcellos.

“Fomos sem dúvida o povo do Ocidente que primeiro se fixou na China, onde, por serviços prestados na repressão da pirataria, nos foi dada na península de Ngáoman um ponto de apoio para o nosso comércio. Fixados aí, dentro de alguns anos, se criou uma colónia que ia prosperando gradualmente, até que por fim o direito consuetudinário e a nossa crescente acção tornou a colónia pertença da coroa portuguesa e domínio da Nação, como reconhece o tratado de 1887. Não devemos fazer aqui a história de Macau, mas somente diremos que esta colónia se tornou florescente graças à sua situação geográfica na costa sueste da China.
Como o nosso domínio estivesse firmado e o comércio por ali se fizesse com o sul da China, fomos os primeiros, para facilitar a navegação, que ali montámos um farol de costa, no local onde ainda se levanta o farol da Guia, que domina a Rada ou porto exterior de Macau. Pouco a pouco o estabelecimento de Macau foi crescendo, para se converter numa das mais belas cidades do distante Oriente.
Rivalidades, ambições e intrigas alheias dificultavam, por vezes, a nossa acção em Macau, onde a jurisdição portuguesa se estendia por todo o porto interior e pelas ilhas vizinhas. Taipa, D. João, Coloane, Vongcam e encosta oriental da Lapa subordinavam-se à acção portuguesa, mas razões ocultas da ordem acima apontada, perante a China, sobretudo junto do Vice-Rei de Cantão, perturbavam constantemente a tranquilidade, de sorte que, ao fazer-se o tratado de 1887 com a China, não foi possível fixar-se positivamente a jurisdição de Macau, de sorte que a nossa ocupação efectiva reside na península, nas duas Taipas e Coloane, mantendo, porém, direito aos outros pequenos territórios, onde possuímos alguns estabelecimentos humanitários. Seja como fôr e apesar de tudo, Macau é a menos extensa colónia portuguesa, mas decerto a mais bela.
Perante os nossos direitos seculares mantemos na China uma posição especial, sem por forma alguma termos quaisquer ambições que não sejam as do desenvolvimento crescente da nossa colónia, cuja posição geográfica, no complicado Delta do Tigris, é para Portugal uma garantia da nossa manutenção sem que nos intrometamos na política do Extremo Oriente, mas defendendo tam somente a nossa autonomia ali. Pena é que a jurisdição portuguesa de Macau não tenha sido ainda definida por instrumento diplomático bastante e que até perdêssemos uma oportunidade para o fazermos.”
Geografia
“É na Ilha Hianchang, entre o rio de Cantão e o de Oeste, na pequena península de Ngáoman, que está situada a nossa colónia de Macau, cujas coordenadas, referidas ao farol da Guia, são 22º 11’ 45’’ N. e 113º 33’ 24’’ E. Greenwich. As suas dependências, além do porto interior com a sua Ilha Verde, consistem nas duas Ilhas da Taipa e na de Coloane. Mantemos também direitos de soberania, como já aludimos, à parte oriental da Lapa, à Ilha de D. João e à parte norte de Vongcam, que reivindicamos perante a China, sendo questão que se pode considerar ainda pendente. A península de Macau tem de comprimento máximo 4.400 metros sobre 1.680 metros de largo e é toda ocupada pela cidade, capital da colónia. A superfície da parte ocupada da península com as Ilhas da Taipa e Coloane é de 10 quilómetros quadrados, dos quais 3k2,23 pertencem propriamente à cidade, onde existem bons edifícios e magníficas ruas. Alguns outeiros, que de permeio se levantam, são coroados por fortalezas para sua defesa.
Hoje, porém, devido às grandes obras de construção do porto exterior, olhando sobre a vasta Rada, e pelos aterros e muros de cais que envolvem a pequena península, a superfície da colónia elevou-se cerca de um terço do que antes era, embora por meios artificiais. Regularizou-se a margem que olha para as obras empreendidas, conquistando-se terrenos que têm grande procura, não só para as instalações do porto, como para estabelecimentos industriais e depósitos de vária ordem. Os acontecimentos de Cantão e a guerra entre os sudistas e nordistas têm chamado a Macau um aumento da população, que de 83.984 que era em 1920, deve ser actualmente de mais de 100.000 habitantes, em que figuram cerca de mil portugueses da metrópole, sem contar a força militar.
O porto de Macau é entre a cidade e a Ilha da Lapa a oeste, mas os envazamentos têm-no prejudicado. Os maiores fundos encontram-se do lado dos cais da cidade e formam aí como que uma cala de pequena largura. É muito frequentado pelos juncos da praça comercial de Macau e dos portos vizinhos.
Entre a península e a Ilha da Taipa fica um vasto espaço que constitui o porto exterior, ou Rada de Macau, também bastante assoreada e onde actualmente se tem dragado um canal para facilitar o acesso ao porto acabado de construir. Como para a Índia, não há navegação regular nacional para Macau. As comunicações com esta colónia fazem-se, porém, facilmente por intermédio das companhias marítimas estrangeiras. Macau é servida por uma estação do cabo telegráfico submarino, que se liga a Hong Kong e consequentemente à rede geral do globo, e pela telegrafia sem fios.
O regime atmosférico regula-se pelas monções de nordeste e de sudoeste, sendo nesta que caem as chuvas, abundantes de Maio a Agosto. Nos meses de Março a Maio é que a humidade mais se faz sentir. A temperatura média é de 22º,9 e a humidade 79º,2. Os meses mais quentes são Julho e Agosto. Os tufões do Mar da China afectam por vezes Macau, onde têm causado prejuízos. Caem ordinariamente nos meses de Junho a Outubro. A chuva média é de 2.000mm,6”. 

Informações adicionais neste post
http://macauantigo.blogspot.com/2009/05/exposicao-ibero-americana-de-1929.html

sábado, 1 de setembro de 2012

Escutismo em Macau: primórdios do pioneirismo

"(...) por iniciativa do governador de Macau, o 2º tenente de armada, Álvaro de Melo Machado, organizou-se ali um corpo de 'boys e girls scouts' que tem causado grande entusiamo naquela nossa possessão. Damos hoje várias fotografias tiradas recentemente em Macau. (...) é para se desejar que se siga no continente o alto exemplo que nos dá a nossa longínqua Colónia". O texto é da revista Ilustração Portugueza, nº 339, de 19 de Agosto de 1912.
Nas imagens (em cima) e de acordo com a legenda da revista: ginástica sueca dos "scouts";  uma patrulha acampada; transmitindo um despacho; patrulha de "scouts" preparando o acampamento. 
Nas imagens (em baixo): patrulha de "girls scouts" em observação, equitação de "scouts", exercícios de alpinismo e um posto de sinaes.
Imagens da revista Ilustração Portugueza

Informações adicionais aqui
Década 1930-40

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Envelope "correio registado": Agosto 1911

É dirigido a Graça & Co. de Hong Kong que na época publicava, entre outros, postais coloridos de Macau. A sede da empresa ficava no Hong Kong Hotel Building na Pedder Street.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

GP na Autosport: 1967

Na edição de Dezembro de 1967 desta revista britânica um dos temas é o 14º GP de Macau ganha por Tony Maw da Malásia num Lotus 20B num total de 16 carros.
Ao longo dos anos esta revista, uma das melhores nas décadas de 1950 a 1970, dedicou muitos artigos à prova macaense desde a primeira prova em 1954.

In 1967 the Grand Prix also saw its first fatality when the car driven by race favourite Dodgie Laurel crashed and caught fire. The race was not stopped, although Teddy Yip withdrew his entry in sympathy, and was eventually won by Tony Maw of Malaysia in a Lotus 20B.
The motorcycle race was introduced in 1967.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Caixas fósforos: várias décadas

Caixas de fósforos da década de 1950 aqui e de outros tempos aqui
 clicar nas imagens para ver em tamanho maior